Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Posts marcados ‘Anjos’

Os anjos da guarda e sua missão

Padre Paulo Ricardo
A Igreja sempre acreditou na existência dos santos anjos da guarda, a partir do testemunho das próprias Sagradas Escrituras. Nosso Senhor, por exemplo, ao pedir que não se escandalizassem os pequeninos, disse que “os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a face do meu Pai que está nos céus” [1]. Em um episódio relatado nos Atos dos Apóstolos, a comunidade cristã, que rezava por São Pedro enquanto ele era mantido na prisão, confundiu a sua presença com a de seu anjo [2]. Por fim, o Catecismo da Igreja Católica ensina que “cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida [zoé]” [3].
A partir desta citação de São Basílio Magno, fica bem evidente que a missão dos anjos da guarda é “conduzir à vida”, ao Céu, os seres humanos. Mesmo já contemplando a Deus face a face, eles receberam na Terra a missão de levar os homens à Pátria Celeste. O seu ofício não é, pois, uma simples “proteção física”, como se os anjos existissem tão somente para ajudar criancinhas a atravessarem a rua. Trata-se de uma missão eminentemente espiritual, cujo foco é a salvação eterna das almas – mesmo que, para isso, se passe por sofrimentos, doenças ou tragédias.
Santo Tomás de Aquino, ao questionar se “os anjos sofrem pelos males dos que guardam”, responde:
“Os anjos não sofrem nem pelos pecados, nem pelas penas dos homens. No dizer de Agostinho, tristeza e dor resultam do que contraria a vontade. Ora, nada acontece no mundo que contrarie a vontade dos anjos e dos demais bem-aventurados, porque suas vontades aderem perfeitamente à ordem da divina justiça. Com efeito, nada acontece no mundo que não seja feito ou permitido pela justiça divina. Portanto, absolutamente falando, nada acontece no mundo que contrarie a vontade dos bem-aventurados. Todavia, o Filósofo diz no livro III da Ética, que se diz voluntário de modo absoluto aquilo que alguém quer em particular quando age, isto é, consideradas todas as circunstâncias, embora considerado em geral fosse voluntário. Por exemplo, o navegante que não quer de modo absoluto e em geral atirar as mercadorias ao mar, mas que, na iminência de um perigo de vida, o quer. Um gesto assim é mais voluntário que involuntário como aí mesmo se diz. Assim os anjos, falando de modo geral e absoluto, não querem que os homens pequem e sofram. Mas querem que a respeito disso seja guardada a ordem da justiça divina segundo a qual alguns são sujeitos a penas, sendo-lhes permitido pecar” [4]
Versão áudio
Então, os anjos da guarda querem e lutam pela salvação dos homens – inspirando-os, iluminando-os e, às vezes, até realizando milagres e lutando contra os próprios demônios. Como são instrumentos santos que possuem inteligência e são livres, eles são chamados de “ministros”, pois foram colocados por Deus ao nosso serviço.
São João Bosco, ao recomendar a invocação ao anjo da guarda na hora das tentações, dizia que “ele deseja ajudar você mais do que você deseja ser ajudado por ele”. Por isso, não deve haver dificuldade alguma em pedir o auxílio dos nossos santos anjos: não precisamos convencê-los, mas apenas abrir-nos à sua ação.
Referências
Mt 18, 10
Cf. At 12, 6-15
Catecismo da Igreja Católica, 336
Suma Teológica, I, q. 113, a. 7
Título Original: Qual a missão dos anjos da guarda?
Foto: Web
Site: Padre Paulo Ricardo
Editado por Henrique Guilhon

Os dias em que o Monte Gargano recebeu aparições de São Miguel Arcanjo

Arcanjo Miguel.Net
Nos fins do século V, quando na Cátedra de São Pedro regia a Igreja o Papa São Gelásio, um pastor que apascentava seu gado no alto do Monte Gargano, na Itália, província da Apúlia, querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual retrocedeu com a mesma velocidade, vindo ferir quem a lançara.
Este fato causou admiração nos que presenciaram este acontecimento e a notícia foi longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha.
Julgou ele tratar-se de algum misterioso sinal da parte de DEUS e ordenou um jejum de três dias em toda a diocese, pedindo ao SENHOR se dignasse revelar-lhe do que se tratava. DEUS escutou as orações do Prelado e, passados três dias, apareceu-lhe o Arcanjo São Miguel declarando-lhe que o SENHOR queria que a ele, Anjo tutelar da Igreja, e aos outros Anjos, se edificasse naquela caverna, onde se manifestou o prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como Anjo custódio da Igreja Católica.
Tendo o Bispo comunicado ao povo a visão que tivera e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com muita gente, observar o local. Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso que pôr um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios. Levantado o altar, o Bispo consagrou-o. Todos os povos vizinhos acudiram para a cerimônia cheios de alegria e a festa durou vários dias.
Nunca mais até hoje se deixou de celebrar ali a Santa Missa, como também os outros ofícios litúrgicos, e DEUS consagra este lugar através dos séculos, com graças e milagres de toda a espécie, em favor dos que lá acorrem, doentes de corpo e alma, mostrando quanto Lhe é grata a devoção em honra do glorioso arcanjo São Miguel que defendeu, quando da revolta de lúcifer, a fidelidade ao DEUS Uno e Trino, soltando este grito: QUEM É COMO DEUS? 
O Santuário de São Miguel no Monte Gargano
O Santuário do glorioso Arcanjo na gruta do Monte Gargano, é considerado um dos mais célebres e devotos de todo o Mundo. A Igreja, para atestar este fato histórico, marcou para o Calendário Litúrgico Universal a Festa Comemorativa desta aparição, no dia 8 de maio. Esta festa foi obrigatória para toda a igreja até a nova reforma litúrgica após o Concílio Vaticano II. Atualmente, só é obrigatória na diocese de origem e em alguns calendários particulares.
O Monte Gargano onde está este santuário, fica perto do convento de Nossa Senhora da Graça, onde viveu e morreu o célebre estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina, falecido há pouco, em odor de santidade.
Mais duas aparições no Monte Gargano
Dois anos depois da primeira aparição do Arcanjo São Miguel no Monte Gargano, quando da invasão da armada do rei godo Odoacro, São Lourenço, Bispo de Síponto, diocese a que pertencia Gargano, subiu ao local para pedir proteção a São Miguel que ali pedindo ao povo que o acompanhasse na oração e no jejum e se aproximasse dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. 
Na aurora do dia 29 de setembro do ano 492, estando o Bispo em oração, apareceu-lhe São Miguel, prometendo-lhe a vitória mas dando ordens para que não se atacasse o inimigo antes das quatro horas da tarde, a fim de que o sol fosse testemunha do seu poder. 
À hora fixada, os sipontinos saíram da cidade ao encontro dos bárbaros. O céu estava sereno. Mas eis que se ouviu um grande trovão, uma nuvem espessa cobriu o Monte Gargano. São Miguel desprendeu dessa nuvem flechas inflamáveis e fez compreender que a tempestade fustigava os bárbaros que, espavoridos, fugiram em debandada. Estas flechas não atingiram os sipontinos que perseguiam os invasores até perto de Nápoles.
O Bispo com o povo subiram à gruta do Arcanjo e todos viram, à entrada, os traços dos pés de um homem, gravados na rocha, indicando a presença de São Miguel. Com lágrimas nos olhos, todos beijaram comovidos estes traços, que eram testemunhas da presença angélica que os defendera.
Terceira Aparição
A terceira aparição de São Miguel deu-se deste modo: No dia 8 de maio de 493, São Lourenço, o Bispo de Siponto foi com o povo ao Monte Gargano, à entrada da gruta, para agradecer a DEUS, a aparição de São Miguel. Tinha um grande desejo de lá entrar para celebrar o Santo Sacrifício da Missa, mas por respeito, não entrou.
Como o Papa São Gelásio se encontrava numa localidade perto, onde fora no seu múnus pastoral, mandou-lhe emissários a expor-lhe o assunto de transformar a gruta num santuário.
O Santo Padre disse que se devia escolher o dia 29 de setembro, dia da vitória sobre os godos, para se dedicar a igreja localizada na gruta, fazendo dela um templo em honra a São Miguel e aos Anjos. 
Recomendou que se fizessem preces públicas para conhecer a vontade do Arcanjo. Estas preces foram ouvidas e São Miguel apareceu pela terceira vez a São Lourenço, Bispo de Siponto, e disse: 
“Cessa de pensar mais, decide-te a consagrar a minha gruta que eu escolhi para meu domínio e que consagrei com os meus Anjos; tu verás os sinais ardentes desta consagração, a saber: a minha imagem colocado por mim, o altar edificado pelos Anjos, meu manto e minha Cruz. Esta noite, tu e mais sete bispos, entrareis na minha gruta para aí rezardes com a minha assistência. Amanhã celebrarás o Santo Sacrifício da Missa e comungarás com o povo. Haveis de ver quantas bênçãos espalharei neste tempo.”
Tudo se fez como São Miguel recomendou. Penetrando na gruta, viram a imagem milagrosa de São Miguel lutando contra lúcifer, o altar armado com uma Cruz de cristal com cinco palmos, um manto cor de púrpura, símbolo do Amor de DEUS, e no fundo uma fonte milagrosa. 
O Bispo celebrou a Missa, deu a Sagrada Comunhão ao povo. Em seguida, mais três altares foram consagrados na gruta. O Papa mandou então que este fato passasse a ser celebrado na Igreja Universal no dia 29 de setembro de cada ano.
Lugar sagrado e célebre
A Basílica de São Miguel no Monte Gargano, é a única no Mundo que ele próprio e os seus Anjos consagraram.
Este local é ainda hoje um dos mais célebres da cristandade e onde se realizam mais conversões e curas do corpo e da alma. A assistência religiosa está atualmente confiada aos filhos de São Bento, os monges beneditinos.Muitos Sumos Pontífices têm ido em peregrinação a este Santuário, e no dia 24 de maio de 1987, ali esteve também o nosso Papa João Paulo II.
— by Clevinho Maia
Título Original: Aparição de São Miguel no Monte Gargano na Itália
Foto: Web
Site: Arcanjo Miguel.Net
Editado por Henrique Guilhon

Os santos anjos

Formação Canção Nova
 
“O anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem e os salva” (Sl 33,8).
O Catecismo da Igreja diz que “a existência dos seres espirituais, não-corporais, os anjos, é uma verdade de fé”. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição (n.328). Nenhum católico pode, então, negar a existência dos anjos. Eles são criaturas pessoais e imortais, puramente espirituais, dotados de inteligência e de vontade e superam em perfeição todas as criaturas visíveis (cf. Cat. n.330). São Gregório Magno disse que quase todas as páginas da Revelação escrita falam dos anjos.
A Igreja ensina que, desde o início até a morte, a vida humana é cercada pela proteção (Sl 90,10-13) e pela intercessão dos anjos. “O anjo do Senhor acampa ao redor dos que o temem e os salva” (Sl 33,8).
São Basílio Magno (†369), doutor da Igreja, disse: “Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida” (Ad. Eunomium 3,1). Isto é, temos um Anjo da Guarda pessoal. Jesus disse: “Não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai que está nos céus” (Mt 18,10).
A liturgia de 2 de outubro celebra os Anjos da Guarda desde o século XVI, festa universalizada por Paulo V. Ora, se a Igreja celebra a festa dos Anjos da Guarda é porque, de fato, eles existem e cuidam de nós, nos protegem, iluminam, governam nossa vida, ajudam-nos como ajudou Tobias. Mas para isso é preciso crer neles, respeitá-los, não afugentá-los pelo pecado. Um dia, um rapaz me disse: “Eu não vejo pornografia na internet, porque tenho vergonha de meu Anjo da Guarda!”. A melhor homenagem a nosso anjo é viver uma vida sem pecados, buscando, com a ajuda dele, fazer a vontade de Deus.
A Tradição da Igreja acredita que nosso Anjo da Guarda tem a tarefa de oferecer ao Senhor as nossas orações, apoiar-nos e proteger-nos dos ataques do diabo, que tenta nos fazer pecar e perder a vida eterna. Então, nada mais importante do que ter uma vida de intimidade com nosso anjo, invocando-o constantemente e colocando-nos debaixo de sua proteção. Desde criança, aprendi com minha mãe esta oração: “Santo anjo da minha guarda, a quem eu fui confiado por celestial piedade, iluminai-me, guardai-me, regei-me, governai-me. Amém.” Nunca deixei de rezar essa oração.
Então, o melhor a fazer é não fazer nada sem pedir a luz, a proteção, o governo do bom anjo que o Senhor colocou como guarda e custódio de nossa vida, do batismo até a morte. É por isso que muitos Papas, como João XXIII, revelaram a sua profunda devoção pelo Anjo da Guarda, sugerindo, como também disse Bento XVI, que expressemos nossa gratidão pelo serviço que ele presta a cada um de nós e o invoquemos todos os dias com o Angelus Dei.
O Santo Padre Pio teve um relacionamento profundo com o Anjo da Guarda. São inúmeras as passagens da vida desse santo com seu anjo e com o anjo dos outros. Certa vez, ele disse a uma pessoa: “Nós rezaremos pela sua mãe, para que o seu anjo da guarda lhe faça companhia”. Invoque o seu Anjo da Guarda, pois ele o iluminará e o guiará no caminho de Deus.
Alguns perguntam se é possível saber o nome do nosso Anjo da Guarda. A Igreja não fala sobre isso, ela apenas conhece o nome dos três grandes Arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel. Portanto, se alguém sabe o nome do seu anjo é uma revelação particular que não tem a confirmação da Igreja.
O mais importante é termos um relacionamento vivo e fervoroso com o nosso bom anjo protetor durante toda a vida.
Leia mais:
Felipe Aquino
Prof. Felipe Aquino, é viúvo, pai de 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”. Site do Professor:http://www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino
Título Original:  Quem é o meu anjo da guarda?
Site; Formação Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

Muito cuidado com a tal “Corrente dos Arcanjos”

 Fiel Católico
 
RECEBEMOS recentemente o pedido de orientação de um nosso leitor, – o qual não terá o seu nome divulgado, – querendo saber sobre a posição da Igreja quanto à adesão de católicos a uma tal “corrente dos Arcanjos”, da qual consta a invocação a certos “anjos” que não são reconhecidos pela Igreja e não constam da Sagrada Escritura e nem da tradição cristã.
 
Acreditando que esse assunto (adesão de católicos a rituais, orações e práticas estranhas à doutrina cristã) seja do interesse de outros leitores, achamos por bem compartilhar nossas orientações. Que sejam úteis:
 
Eis aí um grande problema dos chamados “católicos mornos”, que pensam mais ou menos assim: “Sou católico(a), mas não vejo problema em experimentar essa pequena magia que estão me recomendando.”… “Sou católico(a), mas não vejo problema em ir ao centro espírita, de vez em quando.”… “Sou católico(a), mas não vejo problema em acreditar nesta ‘simpatia’ que estão me recomendando.”… São estes que comprometem e mancham a imagem dos verdadeiros fiéis católicos, pois os adeptos de outras religiões vêem seu mal exemplo e pensam que é a Igreja Católica que ensina a agir assim.
 
Na verdade, a tal “corrente dos Arcanjos” é pura prática de magia, a chamada “magia branca”, que pretende manipular forças e “entidades” da natureza em troca de favores pessoais. As invocações incluem “Uriel” e “Metatron”, crença em anjos que têm origem no misticismo judaico e são utilizados em práticas ocultistas. Atenção: a prática de rituais como esse, segundo a doutrina católica, é pecado mortal. Diz o seguinte, a esse respeito, o Catecismo da Igreja Católica:
 
“É pecado mortal o que tem por objeto uma matéria grave, e é cometido com plena consciência e de propósito deliberado. A matéria grave é precisada pelos dez Mandamentos, segundo a resposta que Jesus deu ao jovem rico: ‘Não mates, não cometas adultério, não furtes, não levantes falsos testemunhos, não cometas fraudes, honra pai e mãe’ (Mc 10, 18). A gravidade dos pecados é maior ou menor: um homicídio é mais grave que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas também entra em linha de conta: a violência cometida contra pessoas de família é, por sua natureza, mais grave que a exercida contra estranhos. Para que o pecado seja mortal tem de ser cometido com plena consciência e total consentimento. Pressupõe o conhecimento do carácter pecaminoso do acto, da sua oposição à Lei de Deus. E implica também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma opção pessoal. A ignorância simulada e o endurecimento do coração (97) não diminuem, antes aumentam, o carácter voluntário do pecado. (…) O pecado cometido por malícia, por escolha deliberada do mal, é o mais grave. O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, tal como o próprio amor. Tem como consequência a perda da caridade e a privação da graça santificante, ou seja, do estado de graça. E se não for resgatado pelo arrependimento e pelo perdão de Deus, originará a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no Inferno, uma vez que a nossa liberdade tem capacidade para fazer escolhas definitivas, irreversíveis. No entanto, embora nos seja possível julgar se um acto é, em si, uma falta grave, devemos confiar o juízo sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.” 
(CIC §1857 – §1861)
 
Assim, alguns dos principais pecados mortais são: a prática sexual fora do casamento, os atos homossexuais, a prática de magia, a blasfêmia, o maltrato aos pais, o roubo, o assassinato, a calúnia e outros relacionados (10 Mandamentos).
 
“Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Quisera que fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.” (Ap 3,16)
 
Se alguém tem o desejo de pedir a intercessão e a proteção dos santos anjos, é louvável, mas que faça do jeito certo, conforme orienta a santa Igreja Católica, que é “a coluna e o fundamento da Verdade” para todo cristão (1Tm 3,15). Publicamos abaixo uma bela e piedosíssima sugestão: a Coroa de São Miguel Arcanjo, que é o Príncipe da Milícia Celeste:
Coroa Angélica de São Miguel Arcanjo
 
Esta devoção foi ensinada e pedida pelo próprio Arcanjo Miguel à religiosa carmelita portuguesa Antónia de Astónaco, em Portugal. A devoção passou para outros países, foi aprovada por bispos e até pelo Santo Papa Pio IX, que a enriqueceu de indulgências, a 8 de Agosto de 1851. Abaixo, o método para rezar:
 
Dedicação:
DEUS vinde em nosso auxílio.
SENHOR socorrei-nos e salvai-nos.
Glória ao Pai, ao Filhos e ao Espírito Santo,
assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos.
Amém.
 
Primeira Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Serafins, fazei-nos SENHOR dignos do fogo da perfeita Caridade.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
Segunda Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Querubins, pedimos SENHOR a graça de trilharmos a estrada da perfeição cristã.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
Terceira Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Tronos, pedimos SENHOR que nos deis o espírito da verdadeira humildade.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
Quarta Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das Dominações, pedimos ao SENHOR nos conceda a graça de dominar nossos sentidos, e de nos corrigir das nossas más paixões.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
Quinta Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das Potestades, pedimos ao SENHOR se digne de proteger nossas almas contra as ciladas e as tentações de Satanás e dos demônios.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
Sexta Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste das Virtudes, pedimos ao SENHOR a graça de sermos vencedores no perigoso combate das tentações.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
Sétima Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste dos Principados, pedimos ao SENHOR que nos dê o espírito de uma verdadeira e sincera obediência a Ele.
Um PAI Nosso … Três Ave Marias …
 
Oitava Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste de todos os Arcanjos, pedimos ao SENHOR nos conceda o dom da perseverança na Fé e nas boas obras, a fim de que possamos chegar a possuir a glória do Paraíso.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
Nona Saudação:
Pela intercessão de São Miguel e do coro celeste de todos os Anjos, pedimos ao SENHOR que estes espíritos bem-aventurados nos guardem sempre, principalmente na hora da nossa morte, e nos conduzam à glória do Paraíso.
(Um PAI-Nosso – Três Aves-Maria)
 
No final reza-se nas quatro contas grandes:
Um PAI Nosso em honra de São Miguel Arcanjo
Um PAI Nosso em honra de São Gabriel
Um PAI Nosso em honra de São Rafael
Um PAI Nosso em honra do nosso Anjo da Guarda
 
Termina-se rezando a antífona: 
Glorioso São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da Casa de DEUS, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção que nos adiantemos, cada dia mais, na fidelidade em servir a DEUS.
Amém.
 
– Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
– Para que sejamos dignos de Suas promessas.
 
Oração: DEUS, Todo Poderoso e Eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens escolhesses para príncipe de vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós Vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora de nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e Augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
 
Amém!
 
Título Original: A “corrente dos Arcanjos”, a autêntica devoção aos Santos Anjos e a Coroa Angélica de S. Miguel Arcanjo
 
 
Site: Fiel Católico
Editado por Henrique Guilhon
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