Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Aleteia
“Depois de seis anos terríveis, eu saí do pesadelo”, diz o homem, que falava inglês sem saber e era agredido fisicamente pelo demônio

“Perto dos lugares sagrados, ou durante a oração, eu não era mais eu mesmo. Acordava com frequência, de madrugada, com arranhões na pele. Não era eu que me arranhava, mas os arranhões estavam lá. E um dos sinais mais inexplicáveis, que aconteceu nos primeiros exorcismos enquanto o pe. Amorth fazia a sua oração, era que eu estava falando em inglês. Eu dizia coisas corretamente nessa língua”, contou Alberto ao jornal italiano La Repubblica, em entrevista publicada no último domingo, 18 de setembro.
Alberto, que, aliás, não sabe falar inglês, é o nome fictício usado nessa entrevista por um operário do norte da Itália que aceitou relatar a sua história ao repórter Pablo Rodari, embora mantendo a própria identidade em sigilo.
“Depois de seis anos terríveis, eu saí do pesadelo”, afirmou ele, em referência ao seu encontro com o sacerdote exorcista falecido na semana passada. Os jornais italianos publicaram nos últimos dias vários testemunhos de ex-possuídos que relatam a obra do padre Gabriele Amorth, que faleceu por complicações pulmonares, aos 91 anos, na noite da última sexta-feira, 16 de setembro de 2016. Exorcista da diocese de Roma, ele era mundialmente conhecido pelo seu ministério.
Falar um idioma desconhecido não é incomum nos casos como o de Alberto. “Ah, eu não sabia inglês. Nunca tive oportunidade de estudar. Mas durante o exorcismo eu estava falando e insultando o pe. Amorth, a Igreja, Deus, Nossa Senhora”.
Alberto pediu ajuda ao padre Amorth depois de ter feito experiências de ocultismo e esoterismo: ele tinha participado de vários ritos a convite de uma amiga. “Só depois eu me dei conta de que isso tinha aberto as portas de uma realidade sobrenatural que invadiu a minha vida e o meu corpo”.
No primeiro encontro, Alberto recorda que, enquanto o sacerdote rezava uma simples ladainha em latim, seu corpo reagiu entrando em transe, o que pode ser o primeiro sinal de uma eventual possessão.
Ele acrescenta que, nos primeiros meses, fez várias visitas médicas, porque o pe. Amorth queria ter certeza que não se tratava de um transtorno psíquico. A medicina, porém, não deu resposta aos seus sofrimentos: ele foi declarado “aparentemente sadio”.
Os exorcismos aconteceram “num clima de grande serenidade” durante seis anos, prossegue Alberto. “O pe. Amorth me deu as boas-vindas em uma sala ao lado de uma igreja. Foram chamadas algumas pessoas para ajudá-lo. Eles oraram durante o exorcismo e me seguraram quando eu sofri um ‘arrebatamento’. Todo o mundo foi muito cordial. O próprio pe. Amorth sempre diminui a tensão com alguma brincadeira”.
Alberto relata que, após os exorcismos, sentia muita tranquilidade, mas, poucos dias depois, precisava de uma nova sessão de oração.
A libertação veio depois de seis anos, após uma profunda mudança no seu estilo de vida. “O pe. Amorth me pediu para começar uma vida diferente, feita de oração e jejum. Eu aceitei. Foram anos em que, pouco a pouco, eu me aproximei da fé”.
“Um dia eu fui receber mais um exorcismo, mas o padre começou a orar e eu não tinha nenhuma reação”. Foi quando o padre Amorth lhe disse que estava livre. “Mas se lembre: você tem que continuar com esta vida; se não, tudo aquilo vai voltar”, afirma Alberto em seu depoimento ao segundo jornal mais lido de toda a Itália.
Título Original: Um operário italiano relata como o padre Amorth o livrou do diabo
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon


Padre Paulo Ricardo
Versão áudio
Uma das acusações mais comuns contra a Igreja Católica é a de que ela teria proibido aos leigos a leitura das Sagradas Escrituras. Acusação infundada, pois, o que sempre se deu foi uma orientação no sentido de que os textos bíblicos fossem lidos sob a assistência do Magistério. Portanto, são posturas bem diferentes.
Historicamente, durante o primeiro milênio consolidou-se na Igreja a salutar prática da lectio divina, ou seja, da leitura orante da Sagrada Escritura. Ela era praticada pelo clero, mas foi estendida também aos leigos. A lectio divina foi de tão grande importância que o Catecismo destaca:

“A Igreja exorta todos os fiéis cristãos, com veemência e de modo peculiar… a que pela frequente leitura das divinas Escrituras aprendam a eminente ciência de Jesus Cristo… Lembre-se, porém, de que a leitura da sagrada Escritura deve ser acompanhada pela oração, a fim de que se estabeleça o colóquio entre Deus e o homem; pois a Ele falamos quando rezamos. A Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos.

Os padres espirituais, (…) resumem assim as disposições do coração alimentado pela Palavra de Deus na oração: ‘Procurai pela leitura, e encontrareis meditando, batei orando, e vos será aberto pela contemplação.” (CIC 2653-2654)

Essa disposição sofreu um duro golpe no início do século XII, na França, com o surgimento da heresia cátara. Tal heresia foi uma mistura de outros pensamentos heréticos, principalmente maniqueísta e gnóstico. Em sua obra “A Igreja das Catedrais e das Cruzadas”, Daniel-Rops explica o cerne da heresia dizendo:

“O essencial continua sendo o dualismo. No mundo tal como vemos, debatem-se dois princípios: Perfeito e Imperfeito, Absoluto e Relativo, Eterno e Temporal, Bem e Mal, Espírito e Matéria. Por que esta oposição? Porque o mundo é o campo de batalha onde lutam dois deuses, o do Bem e do Mal, aqueles que os iranianos chamavam Hormuz e Ahriman. Sobre a natureza do primeiro, todos estão de acordo: é infinitamente puro, infinitamente perfeito, infinitamente bom, Espírito na sua plenitude. Quanto à do segundo, que eles chamam Satanás, Lucibel ou Lúcifer, as opiniões divergem: uns afirmam que é verdadeiramente outro deus, totalmente estranho ao deus bom, mas outros concebem-no como uma criatura que o orgulho lançou na revolta e no mal.” (p. 589)

Os cátaros criam em dois deuses e, para eles, o mundo visível seria uma criação do deus mau, pois é onde existe a matéria (corruptível), portanto, também o pecado. O homem teria sido criado do nada e Lúcifer teria encerrado nos corpos de barro alguns “espíritos puros”. Jesus teria ensinado a todos que é “preciso renunciar à terra, à carne, à vida, para se poder voltar a ser um espírito puro e reencontrar a pátria perdida ou céu”. (p. 590). Daniel-Rops é enfático ao dizer que “não é necessário sublinhar até que ponto uma doutrina como esta se opõe ao cristianismo.”
Por crerem que em cada criança nascida “o espírito mau encerra no seu corpo a alma de um anjo decaído”, os catáros eram contrários à maternidade. Para eles, a mulher grávida estava “possuída” e, por gerar matéria, seria a fonte de todo mal. Por causa disso, matavam-nas e quando um crime dessa natureza era descoberto, a população, contrária a ele, acabava por linchar os assassinos.
Os heréticos, como se vê, não eram pessoas pacíficas, mas sim, bastante violentas, capazes de gerar uma verdadeira convulsão social – o que fizeram de fato -, causando um grande prejuízo, não só material, mas em vidas humanas. Eles invadiam propriedades, saqueavam, ateavam fogo e matavam quem se opunha à heresia por eles defendida.
Toda essa celeuma iniciou-se com a leitura e a interpretação das Sagradas Escrituras sem a assistência do Magistério. Por isso, houve a necessidade de se defender a leitura da Bíblia conforme ele. O Papa Inocêncio III, na carta denominada “Cum ex iniuncto” aos habitantes de Metz, datada de 12 de julho de 1199, enfatiza a necessidade do Magistério da Igreja para explicar a Sagrada Escritura:

“O nosso venerável irmão, o bispo de Metz, nos fez saber com suas cartas que, seja na diocese, seja na cidade de Metz, uma considerável multidão de leigos e de mulheres, de certo modo atraída pelo desejo das Escrituras, fez traduzir em língua francesa os Evangelhos, as cartas de Paulo, o Saltério, os “Moralia in Iob”, de Gregório Magno e diversos outros livros; … assim, porém, aconteceu que em assembleias secretas os leigos e as mulheres presumem arrotar entre si tais coisas e pregar uns aos outros, e nem aceitam a companhia daqueles que não se associam a tais coisas… Alguns dentre eles desdenham até a simplicidade de seus sacerdotes; e, quando por meio destes lhes é oferecida a palavra salvação, às escondidas murmuram que eles têm coisa melhor nos seus escritos e que podem disso falar com maior sabedoria.

Também se o desejo de entender as divinas Escrituras e o zelo de exortar em conformidade com estas não mereça repreensão, mas antes, recomendação, tais porém parecem merecer censura, porque celebram pequenas reuniões próprias, usurpam para si o ofício da pregação, zombam da simplicidade dos sacerdotes e recusam a companhia daqueles que não se associam a tais coisas. Deus, de fato, odeia a tal ponto as obras das trevas que aos Apóstolos recomendou e disse: “Aquilo que eu vos digo nas trevas, dizei-o na luz, e aquilo que escutais ao pé do ouvido, pregai-o sobre os tetos” (Mt 10,27); dado com isso a conhecer de modo manifesto que a pregação evangélica deve ser proposta não em conventículos escondidos, como fazem os hereges, mas publicamente na Igreja, de acordo com o costume católico…

Os abscônditos mistérios da fé não devem, porém, ser colocados à disposição de todos sem distinção, dado que não podem ser compreendidos de modo indistinto por todos, mas somente por aqueles que podem acolhê-los com uma inteligência crente. Por isso, o Apóstolo diz aos simples: “Como recém-nascidos em Cristo vos dei leite de beber, não alimento sólido” (1 Cor 3,2)…

De fato, a profundidade da divina Escritura é tão grande que não só os iletrados, mas também os sábios e os doutores não estão plenamente à altura de perscrutar seu significado. Por isso a Escritura diz: “Muitos fracassaram no afã de prescrutar” (Sl 64,7). Por isso, naquele tempo foi corretamente estabelecido na lei divina que o animal que tivesse tocado o monte Sinai fosse apedrejado, para que evidentemente um simples qualquer ou alguém sem instrução não presuma penetrar na sublimidade da sagrada Escritura ou pregá-la a outros. Está escrito, de fato: “Não procures para ti o que te ultrapassa”. Por isso diz o Apóstolo: “Não procureis saber mais do que convém saber, mas saber com sobriedade”. 

Como de fato são muitos os membros do corpo, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim são muitas as categorias na Igreja, mas nem todas têm o mesmo encargo, pois segundo o Apóstolo, “a alguns, o Senhor estabeleceu apóstolos, a outros, profetas, a outros ainda, doutores etc”. Sendo pois na Igreja a categoria dos doutores de certo modo singular, não deve qualquer um de modo indistinto reivindicar para si o encargo da pregação.” (DH 770-771)

Foi também o livre exame das Escrituras que culminou no protestantismo, o qual, de maneira muito clara, guarda resquícios da heresia cátara. No Concílio de Trento, em 1546, a Igreja restringiu a leitura das sagradas Escrituras, mas vejamos como o fez e por qual motivo:

“Além disso, para refrear certos talentos petulantes, estabelece que ninguém, confiando no próprio juízo, ouse interpretar a Sagrada Escritura, nas matérias de fé e de moral que pertencem ao edifício da doutrina cristã, distorcendo a Sagrada Escritura segundo o seu próprio modo de pensar contrário ao sentido que a santa mãe Igreja, à qual compete julgar do verdadeiro sentido e da interpretação das sagradas Escrituras, sustentou e sustenta; ou ainda, contra o consenso unânime dos Padres, mesmo que tais interpretações não devam vir a ser jamais publicadas.” (DH 1507)

Nos dias atuais, esse decreto pode soar como intolerante ou como uma restrição aos direitos da pessoa. Contudo, analisando este posicionamento da Igreja de forma católica, ou seja, olhando o todo, é possível perceber a coerência utilizada, pois, como mãe e mestra, é ela quem deve apontar o caminho seguro que cada filho seu deve trilhar rumo ao céu. Ainda que para isso tenha de exercer a disciplina.
As Sagradas Escrituras são um dom de Deus para todos, contudo, em meio a correntes gnósticas, heresias ou interpretações erradas, a Igreja diz: “meus filhos, antes de lerem Bíblia, sejam católicos; antes de quererem interpretar as Sagradas Escrituras aprendam o que é a fé da Igreja.” O Papa Bento XVI na exortação apostólica Verbum Domini, é bem claro ao dizer que:

“Outro grande tema surgido durante o Sínodo, sobre o qual quero debruçar-me agora, é a interpretação da Sagrada Escritura na Igreja. E precisamente a ligação intrínseca entre Palavra e fé põe em evidência que a autêntica hermenêutica da Bíblia só pode ser feita na fé eclesial, que tem o seu paradigma no sim de Maria. (…) E São Tomás de Aquino, mencionando Santo Agostinho, insiste vigorosamente: “A letra do Evangelho também mata, se faltar a graça interior da fé que cura”.
Isto permite-nos assinalar um critério fundamental da hermenêutica bíblica: o lugar originário da interpretação da Escritura é a vida da Igreja. Esta afirmação não indica a referência eclesial como um critério extrínseco ao qual se devem submeter os exegetas, mas é uma exigência da própria realidade das Escrituras e do modo como se formaram ao longo do tempo. De fato, as tradições de fé formavam o ambiente vital onde se inseriu a atividade literária dos autores da Sagrada Escritura. Esta inserção englobava também a participação na vida litúrgica e na atividade externa das comunidades, no seu mundo espiritual, na sua cultura e nas vicissitudes do seu destino histórico. Por isso, de modo semelhante, a interpretação da Sagrada Escritura exige a participação dos exegetas em toda a vida e em toda a fé da comunidade crente do seu tempo. Por conseguinte, devendo a Sagrada Escritura ser lida e interpretada com o mesmo Espírito com que foi escrita, é preciso que os exegetas, os teólogos e todo o Povo de Deus se abeirem dela por aquilo que realmente é: como Palavra de Deus que Se nos comunica através de palavras humanas. Trata-se de um dado constante e implícito na própria Bíblia: ‘Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular, porque jamais uma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que os homens santos falaram em nome de Deus’. Aliás, é precisamente a fé da Igreja que reconheceu na Bíblia a Palavra de Deus; como admiravelmente diz Santo Agostinho, ‘não acreditaria no Evangelho se não me movesse a isso a autoridade da Igreja Católica’. O Espírito Santo, que anima a vida da Igreja, é que torna capaz de interpretar autenticamente as Escrituras. A Bíblia é o livro da Igreja e, a partir da imanência dela na vida eclesial, brota também a sua verdadeira hermenêutica.” (VD 29)
A chave de leitura das sagradas Escrituras é Jesus Cristo, na fé transmitida pelos apóstolos, ou seja, dentro da Igreja. É por isso que a Igreja, como uma mãe zelosa, orienta que as traduções da Bíblia sejam sempre ornadas com notas de rodapé, justamente orientando o fiel a ler os textos em consonância com a fé de sempre. O Concílio Vaticano II, em sua Constituição Dogmática Dei Verbum, também diz que:

“É necessário, por isso, que todos os clérigos e sobretudo os sacerdotes de Cristo e outros que, como os diáconos e os catequistas, se consagram legitimamente ao ministério da palavra, mantenham um contato íntimo com as Escrituras, mediante a leitura assídua e o estudo apurado, a fim de que nenhum deles se torne «pregador vão e superficial da palavra de Deus. Por não a ouvir de dentro», tendo, como têm, a obrigação de comunicar aos fiéis que lhes estão confiados as grandíssimas riquezas da palavra divina, sobretudo na sagrada Liturgia. Do mesmo modo, o sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis, mormente os religiosos, a que aprendam «a sublime ciência de Jesus Cristo» (Fil. 3,8) com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo». Debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado, quer através da sagrada Liturgia, rica de palavras divinas, quer pela leitura espiritual, quer por outros meios que se vão espalhando tão louvavelmente por toda a parte, com a aprovação e estímulo dos pastores da Igreja. Lembrem-se, porém, que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada de oração para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem; porque «a Ele falamos, quando rezamos, a Ele ouvimos, quando lemos os divinos oráculos» (6).

Compete aos sagrados pastores «depositários da doutrina apostólica», ensinar oportunamente os fiéis que lhes foram confiados no uso reto dos livros divinos, de modo particular do Novo Testamento, e sobretudo dos Evangelhos. E isto por meio de traduções dos textos sagrados, que devem ser acompanhadas das explicações necessárias e verdadeiramente suficientes, para que os filhos da Igreja se familiarizem dum modo seguro e útil com a Sagrada Escritura, e se penetrem do seu espírito.
Além disso, façam-se edições da Sagrada Escritura, munidas das convenientes anotações, para uso também dos não cristãos, e adaptadas às suas condições; e tanto os pastores de almas como os cristãos de qualquer estado procuram difundi-las com zelo e prudência.” (DV 25)
A Dei Verbum, ainda cumprindo o seu papel de corroborar o ensinamento da Igreja reafirma que a “Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiado à Igreja; (…)”. E ainda que:

“o encargo de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita ou contida na Tradição, foi confiado só ao magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo. Este magistério não está acima da palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente, haurindo deste depósito único da fé tudo quanto propõe à fé como divinamente revelado.” (DV 10)

Está, portanto, claro que a Igreja nunca proibiu a leitura dos livros sagrados. O que ela teve sempre foi o cuidado, o zelo em garantir que a interpretação das Sagradas Escrituras fosse feita dentro do espirito com que seu autor a inspirou. Por isso é que o Papa Emérito Bento XVI frisava sempre que a Igreja Católica Apostólica Romana não é a religião de um livro, mas de uma pessoa: JESUS CRISTO, o qual continua vivo na sua Igreja, nos seus santos ao longo dos séculos e é esta Igreja que tem a missão de interpretar a Bíblia.
Título Original: A Igreja alguma vez já proibiu a leitura da Bíblia?
Site: Padre Paulo Ricardo
Editado por Henrique Guilhon

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Papa Canção Nova
“Hoje, mais do que nunca, temos necessidade de paz nesta guerra que está por todo o lado, no mundo. Rezemos pela paz”, apelou o Santo Padre
Da redação, com Agência Ecclesia
O Papa Francisco convocou neste domingo, 18, as comunidades católicas para um dia de oração pela paz, na próxima terça-feira, 20, que vai acompanhar o encontro inter-religioso marcado para a cidade italiana de Assis.
“Na próxima terça-feira, vou deslocar-me a Assis para o encontro de oração pela paz nos 30 anos daquele histórico [encontro] convocado por São João Paulo II. Convido as paróquias, associações eclesiais e os fiéis de todo o mundo a viver este dia como uma jornada de oração pela paz”, disse, no Vaticano.
Francisco falou diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para arecitação da oração do Angelus, que ali acontece semanalmente ao meio-dia de Roma (menos uma hora em Lisboa).
“Hoje, mais do que nunca, temos necessidade de paz nesta guerra que está por todo o lado, no mundo. Rezemos pela paz”, apelou.
O encontro de Assis assinala o 30.º aniversário do primeiro evento do gênero, promovido pelo Papa João Paulo II; o santo polaco repetiu o gesto em 1993 e 2002.
O agora Papa emérito Bento XVI também promoveu encontros em Assis, em 2006 e 2011.
O Papa Francisco vai encontrar-se, na terça-feira, 20, com seis vencedores do Prêmio Nobel da Paz e um grupo de 25 refugiados, para além de vários líderes religiosos e culturais.
“A exemplo de São Francisco, homem de fraternidade e de mansidão, somos todos chamados a oferecer ao mundo um forte testemunho do nosso compromisso comum pela paz e a reconciliação entre os povos”, disse hoje o pontífice argentino.
“Terça-feira, todos unidos em oração, que cada um reserve um tempo, aquilo que puder, para rezar pela paz. Todo o mundo unido”, pediu.
 
Jornada de Oração
A iniciativa ‘Sede de paz – Religiões e culturas em diálogo’ começa na tarde deste domingo, 18, a reunir mais de 450 representantes de Igrejas e confissões religiosas, bem como do mundo da cultura, provenientes de diversos países.
Seis personalidades distinguidas com o prêmio Nobel da Paz vão assumir a função de relatores em mesas-redondas previstas para os dias 19 e 20, antes da cerimÔnia plenária na qual participa o Papa.
Com Francisco vão estar a norte-irlandesa Mairead Maguire (Nobel da Paz em 1976); o presidente emérito da Polônia e líder do sindicato Solidariedade, Lech Walesa (1983); a ativista norte-americana para os Direitos Humanos e diretora da campanha sobre as minas anti-pessoal Jody Williams (1997); a líder da Primavera Árabe no Iémen, Tawakkul Karman (2011); Hassine Abassi e Amer Meherzi, integrados no quarteto tunisino distinguido em 2015.
A Rádio Vaticano informou que 25 refugiados foram convidados para participar no Encontro Internacional pela Paz em Assis: 10 hóspedes da Comunidade de Santo Egídio em Roma; 10 do Centro de Acolhimento de Requerentes de Asilo (Cara) de Castelnuovo di Porto; e cinco da Cáritas de Assis.
Os refugiados vão almoçar com o Papa, no refeitório do Sacro Convento dos Franciscanos; em seguida, uma refugiada de Alepo, na Síria, e refugiada na região da Toscana, subirá ao palco para tomar a palavra.
A lista de participantes no programa divulgado pela Comunidade de Santo Egídio inclui o padre e poeta português José Tolentino Mendonça, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, no painel ‘Religião e pobres’, esta segunda-feira.
O encontro conta, entre outros, com a participação do patriarca de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, do primaz anglicano, Justin Welby, e do filósofo Zygmunt Bauman
Francisco vai encontrar-se também com o patriarca siro-ortodoxo de Antioquia, Efrém II, um representante do Judaísmo, um do Islã e o chefe supremo do Budismo Tendai (Japão).
Título Original: Francisco convoca Igreja para dia de oração pela paz
Foto: Web
Site: Papa Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

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CNBB
Acordo será assinado na sexta, 16, sede da CNBB, às 10h30
Onze instituições que formam a Mesa pro Bice Brasil assinarão, na sexta-feira, dia 16 de setembro, o Acordo de Cooperação pela dignidade e direitos das crianças e adolescentes brasileiros. A cerimônia ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), às 10h30. A CNBB faz parte da rede cujos membros são destinados em sua missão a renovar, permanentemente, a vivência do compromisso com a dignidade das crianças e adolescentes, por meio do serviço educativo, pastoral, promocional e de proteção, defesa e garantia de seus direitos.
O acordo tem por objetivo valorizar o trabalho conjunto das instituições católicas nacionais e internacionais e contribuir para a construção de um novo conceito de cidadania. Este conceito é pautado pelo respeito à dignidade e à promoção, defesa e garantia dos direitos de cada criança e adolescente. Para isso, estimula a atuação nas políticas públicas, na educação, e, na participação da criança e do adolescente, como eixos principais, promovendo a cultura inclusiva mediante estratégias de diálogo entre gerações e o exercício dos direitos.
Estarão presentes no evento de assinatura do acordo dom Guilherme Antônio Werlang, bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB; Olivier Duval, presidente da Bureau International Catholic de l´Enfance (Bice) e Edgar Genuíno Nicodem, presidente da Rede La Salle que representará a Mesa pro Bice Brasil. Os três estarão disponíveis para entrevistas após o evento.
Também comporá a mesa o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Gasparini Terra.
Entidades
Assinam o acordo de Cooperação pela Dignidade e Direitos das Crianças e Adolescentes Brasileiros, membros da Mesa pro Bice: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec); Bureau International Catholique de l’Enfance (Bice); Cáritas Brasileira; Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Pastoral da Criança; Pastoral do Menor; Rede Jesuíta Brasil; Rede La Salle; Rede Salesiana do Brasil e a União Marista do Brasil.
O acordo com suas ações é voltado para gestores de políticas públicas, Conselhos Federais, Estaduais e Municipais, Fóruns, Organizações da sociedade civil e autoridades ligados ao trabalho da promoção, defesa e garantia dos direitos das crianças e adolescentes.
A Mesa pro Bice
As onze entidades que compõem a Mesa pro Bice Brasil formam uma rede nacional que visa reforçar ações para proteger os direitos das crianças. Ao assinar o Acordo de Cooperação pela Dignidade e Direitos das Crianças e Adolescentes Brasileiros, as organizações ratificam compromissos e a firme determinação de responder às demandas e desafios contemporâneos.
O Bice
O Bureau International Catholique de l’Enfance (Oficina Internacional Católica da Infância) é uma rede católica internacional de organizações que se dedicam à promoção e proteção da dignidade e dos direitos das crianças e adolescentes. É uma organização sem fins lucrativos, age numa perspectiva cristã buscando desenvolvimento integral de todas as crianças. O Bice usa toda a sua força na promoção da dignidade das crianças e na garantia dos seus direitos, frequentemente violados. Seu ponto de partida é a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC).
Serviço:
Evento: Assinatura do Acordo de Cooperação pela dignidade e direitos das crianças e adolescentes brasileiros
Presenças:
1. Dom Guilherme Antônio Werlang, bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB;
2. Olivier Duval, presidente da Bureau International Catholic de l´Enfance (Bice);
3. Edgar Genuíno Nicodem, presidente da Rede La Salle e representante da Mesa pro Bice Brasil.
4. Osmar Gasparini Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário.
Data: Sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Hora: 10h30
Título Original: Entidades assinam Acordo de Cooperação pela dignidade e direitos das crianças e adolescentes brasileiros
Foto: Web
Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon

Cléofas
O historiador Eusébio foi quem primeiro escreveu uma História da Igreja, no século IV; era bispo de Cesareia na Palestina. Ele escreveu que foi testemunha ocular de muitos martírios de cristãos. Observa em sua “História Eclesiástica” que as feras por vezes, lançadas contra os cristãos nas arenas, pareciam respeitar as testemunhas de Cristo. Assim, relata ele a respeito de um dos martírios que aconteciam no anfiteatro da cidade de Tiro:
“Estive presente a este espetáculo e percebi muito manifesta a assistência do Senhor Jesus, de quem os mártires davam testemunho. Os animais vorazes ficavam por muito tempo sem ousar tocar nos corpos dos santos; ao contrário dirigiam toda a sua ira contra os pagãos que se esforçaram por atiçá-los. Por vezes lançavam-se contra os condenados cristãos, mas imediatamente recuavam como se fossem rechaçados por um poder divino. Vi um jovem de vinte anos com os braços em cruz; rezava pela paz sem se mover, aguardando o urso ou o leopardo, que pareciam ferozes, mas que uma força misteriosa detinha. Vi também cinco outros cristãos expostos a um touro bravo; este havia lançado ao ar vários pagãos; quando ia atirar-se contra os mártires, não podia dar um passo, ainda que provo­cado por um ferro candente. Parecia a mão de Deus intervir nestes casos.” (História Eclesiástica, VIII, 7, 4-6, Ed. Paulus, SP).
Pelas narrativas os mártires não lutavam contra as feras. Não se conhece caso algum. Deixavam ser atacados sem se defender.
A crucificação era considerada pelos romanos como infame, mas foi aplicada com grande frequência aos cristãos. Orígenes relata que São Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, pois pediu, por humildade, que fosse assim fixado à cruz.
Escreve Sêneca, filósofo estoico, observando a frequência deste tipo de morte: “Vejo cruzes de diversos modos; alguns são levantados na cruz com a cabeça para baixo” (Consolatio ad Marciam, 20; apud Revista PR, nº 475 – Ano 2001).
Leia também: 

Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Título Original: Um testemunho de Eusébio
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

Foto: ACI Prensa

AciDigital
 São Alfonso Maria de Ligório relata em seu livro “As Glórias de Maria” (Cap. X) que, seguindo as referências de outros dois autores católicos, por volta do ano 1465 vivia e, Güeldres (Holanda) uma jovem chamada Maria que foi levar alguns recados à Nimega (Países Baixos) e ali foi tratada grosseiramente pela sua tia.
No caminho de volta, a jovem desconsolada e com raiva invocou a ajuda do demônio e este apareceu em forma de homem, e lhe prometeu ajudá-la com algumas condições.
“Não lhe peço outra coisa –disse o inimigo– mas de agora em diante não faça novamente o sinal da cruz e que mude de nome’. ‘Quanto ao primeiro, não farei mais o sinal da cruz –lhe respondeu–, mas meu nome de Maria, não mudarei. Gosto muito dele’. ‘Então eu não te ajudarei’, replicou o demônio”.
Finalmente, depois de muita discussão, eles acordaram que ela se chamaria a primeira letra do nome de Maria, ou seja, M. Depois de fazerem o pacto, ambos se foram à Amberes, onde a jovem viveu durante seis anos com essa companhia perversa e levando uma vida má.
Certo dia a jovem lhe disse ao inimigo que desejava ir à sua terra, o demônio odiou essa a ideia, mas finalmente consentiu. Ao chegar à cidade de Nimega, eles descobriram que estava sendo representada na Praça a vida de Santa Maria.
“Ao ver tal representação, a pobre M, por aquela pequena devoção à Mãe de Deus que havia conservado, começou a chorar. ‘O que fazemos aqui? – lhe disse o companheiro –. Você quer que representemos outra comedia? ’ Agarrou o seu braço para tirá-la daquele lugar, mas ela resistia, então ao ver que a perdia, enfurecido a levantou e a lançou no médio do teatro”.
Em seguida, a jovem contou sua triste história, foi confessar-se com o pároco, quem a remeteu ao Bispo e este ao Papa. O Pontífice, depois de ouvir sua confissão impôs como penitência levar sempre três argolas de ferro: uma no pescoço e uma em cada braço.
A jovem Maria obedeceu e foi para Maestricht (Países Baixos), onde viveu em um monastério para penitentes.
“Ali viveu quatorze anos fazendo grandes penitências. Uma manhã, ao levantar-se viu que as três argolas haviam quebrado. Dois anos depois morreu com fama de santidade; e pediu ser enterrada com aquelas três argolas que, de escrava do inferno, a haviam transformado em feliz escrava da sua libertadora”.
Título Original: A história da jovem que se livrou do demônio graças ao nome de Maria
Site: AciDigital
Editado por Henrique Guilhon
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