Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".


Encontro Curar-ser para ser feliz

Eliana Ribeiro – Créditos: Wesley Almeida/Canção Nova

Eliana Ribeiro
 
Não é pela cura, mas é o amor de Deus que faz valer a vida
Sinto lhe informar que a cura interior não é só um momento da nossa vida, mas é para toda a nossa vida. Enquanto caminharmos nesta vida terrena, nós vamos precisar de cura interior.
O pecado que nos feriu é essa inclinação para baixo. Sendo a morte o salário do pecado, todas as nossas escolhas erradas terão consequências, tudo o que semearmos nós colheremos.
E se não alcançarmos a cura?
Se não formos curados, seremos felizes? Se a cura que imaginamos ter neste vida não for alcançada, será possível ser feliz?
É possível sim, pois, caso contrário, estaríamos limitando a nossa caminhada com Deus, a nossa fé, a uma cura. O Senhor quer nos dar essa felicidade, mas é muito limitado da nossa parte acharmos que tudo se encerra nesta vida. Se não tivermos aquela cura que tanto queremos, vamos ser infelizes? Claro que não!
Eu experimentei a morte muito perto de mim,e sei que ela é a única certeza que temos nesta vida. Até podemos planejar, mas não sabemos o que acontecerá daqui a cinco minutos. Só uma coisa é certa: vamos morrer.
Achamos que a morte é o encerramento de tudo, mas, meus irmãos, nós cristãos temos de crer que a morte é só uma passagem para a felicidade plena. Hoje, ouvimos muito que basta ser feliz nesta terra. Não! Deus derrama a Sua cura sobre nós para conquistarmos a vida eterna, a felicidade perfeita.
Até para nossas crianças existe um desenho animado que diz que o céu é mal, que nos faz acreditarmos que o que construimos nesta terra é o bastante, como conquistas intelectuais, sociais, profissionais e financeiras.
Um divisor de águas em minha vida
Deus sempre tem o melhor para nós. Ele nos surpreende e vai sempre além das nossas expectativas. Eu estou lhe dizendo isso para que você não limite sua vida e seu ministério a uma cura, porque o Senhor quer nos elevar até o céu, pois lá sim teremos a felicidade plena.
Experimentar a morte nesta terra foi um marco para mim. Foi a morte do meu pai que inaugurou um tempo de graça na minha vida. Você pode se perguntar: “Uma morte?” Sim!
Eu estava há um ano na Comunidade Canção Nova e fui passar um fim de ano com meus pais. Na volta, um carro bateu de frente com o nosso.
Eu sentia muitas dores, quebrei o pé, a bacia, a clavícula, rompi os ligamentos da mão. Fiquei sabendo da morte do meu pai, mas não pude ir ao enterro dele. Sofri muito, não tanto pelas dores nem por ter de ficar três meses de cama, mas pela perda do meu pai, pela saudade.
Meu pai, que foi me buscar tantas vezes em que eu bebi e não conseguia chegar em casa. Meu pai, que não entraria comigo no meu casamento.
A dor física era muito grande, mas a dor na alma era muito pior. No entanto, eu nunca questionei Deus. “Eu não merecia estar aqui, não! Eu larguei minha faculdade, meu emprego, larguei tudo o que eu gostava, larguei minha família e é isso que eu recebo com um ano de Canção Nova?!”. Não! Eu não disse nada disso para o Senhor. Eu só dizia: “Eu aceito”.
Nesse tempo, eu fiquei com a minha tia, ficava num quarto em que tinha uma cruz; da janela, eu conseguia enxergar o convento da Penha. E eu dizia: “Eu ofereço”.

Eliana Ribeiro prega na Canção Nova – Créditos: Wesley Almeida/Canção Nova

Meu foco, nesta época, não era ser curada, era ter forças. Mesmo em meio às dores, mesmo em meio à tragédia, é possível continuar em Deus, é possível encontrar razão para viver, é possível encontrar alegria.
“Senhor, eis-me aqui. Tudo bem, mas me dê forças”. Mesmo com tudo que passei, eu queria mais de Deus.
Passado todo o tempo de recuperação, quando eu voltei para a Comunidade Canção Nova, fui a casa do padre Jonas e ele me disse: “O professor Felipe Aquino ia pregar agora, mas não pôde vir. Será que você não quer testemunhar o que aconteceu com você e como está superando tudo?”.
Eu respondi: “Durante todo esse tempo, o que eu pedi a Deus foi: ‘Senhor, dá-me forças para eu testemunhar que é possível estar em Ti, mesmo em meio à tragédia. Era exatamente isso que eu esperava!”.
A cura é um meio para sermos mais de Deus
A cura que você recebeu na sua vida, tudo que você passou e sofreu até agora, foi só um meio para que estivesse cada vez mais próximo do Senhor. Em meio a tantas loucuras, tantas crueldades que vemos hoje, é só o amor de Deus que pode nos colocar de pé. É por isso que eu digo: a morte do meu pai foi para mim um divisor de águas.
Não pare, não limite a sua fé. Avance com enfermidades, com pecados, corra para os braços de Deus. Quando nós somos generosos para com o Senhor, Ele nos acolhe e é mais generoso conosco.
Por que Deus permite a maldade e o sofrimento no mundo? Isso é um mistério que não caberá na nossa cabeça. Mas Deus é fiel! Não se limite, não limite a sua fé, a sua mente, a enfermidade que você traz. Pelo contrário, pegue tudo isso e dê mais um pouco. Caiu no pecado? Então, levante-se! Vá buscar a confissão. Peça a Deus também o arrependimento.
Vá a Missa, receba a Eucaristia, que é vital, é o ápice da nossa vida.
Transcrição e adaptação: Sandro Arquejada 
Veja:
Eliana Ribeiro
Missionária da Comunidade Canção Nova
Título Original: O amor de Deus nos cura
Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

Terremoto, la Madonna tra le macerie di Pescara del Tronto: intatta la statua della Vergine

Mais uma vez a natureza respeita uma imagem sagrada deixando-a intacta. Mas, será que foi mesmo só a natureza? Nos últimos desastres naturais vêm se multiplicando estas ocorrências de imagens sagradas que saem intactas sob escombros em tragédias, algumas levemente atingidas, mas preservadas na sua estrutura. Não há dúvidas que Deus quer comunicar sua assistência nesses momentos. É uma comunicação divina em meio ao mistério desses acontecimentos terríveis!
Henrique Guilhon
AciDigital
Depois do devastador terremoto do dia 24 de agosto que sacudiu o centro da Itália e deixou até agora mais de 267 mortos, 387 feridos e inúmeros danos materiais, uma imagem da Virgem Maria apareceu intacta.
Entre tanta destruição causada pelo terremoto de 6,2 graus na escala do Richter, a imagem mariana foi encontrara entre os escombros de uma pequena capela na cidade de Pescara del Tronto, um dos locais mais afetados pelo sismo.
Segundo informou a mídia italiana, a imagem da Virgem se encontrava em um nicho de cristal a dois metros de altura em uma igreja da localidade de Pescara.
Apesar da violência do tremor, a imagem permaneceu livre de danos.
Encontrar esta imagem intacta se tornou em símbolo de esperança e de cuidado maternal da Virgem para muitos nestes momentos de dificuldade para o povo italiano.
Título Original: Encontram imagem intacta da Virgem Maria após devastador terremoto na Itália
Site: AciDigital
Editado por Henrique Guilhon

Prof. Felipe Aquino
O Catecismo da Igreja diz que “Chamamos de sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida” (n.1677). Entre os sacramentais, figuram em primeiro lugar as bênçãos (de pessoas, da mesa, de objetos e lugares). Toda bênção é louvor Deus e pedido para obter seus dons. (n.1672)
Os sacramentos produzem seu efeito “ex opere operato”, quer dizer, “pela obra realizada”, é ação direta de Deus; sua validade e eficácia não dependem da santidade do ministro ou do fiel; já a eficácia dos sacramentais (“ex opere operantes”), “pela ação daquele que opera”, depende da disposição dos que os recebem. Assim, para que haja frutos das graças dos sacramentais, é necessário boa disposição ao recebê-los. É necessário estar na graça de Deus para receber as graças atuais dos sacramentais com maior eficácia.
Entre os sacramentais, estão as bênçãos de modo geral. Vale destacar as bênçãos que dão o Papa, os Bispos e os sacerdotes; os exorcismos; a bênção de reis, abades ou virgens e, em geral, todas as bênçãos sobre coisas santas.
Além das bênçãos temos algumas orações, como as Ladainhas de modo geral (Nossa Senhora, Sangue de Cristo, Espírito Santo, São José, São Miguel, etc.). A água benta; usada em certas unções que se usam em alguns sacramentos. O pão bento ou outros alimentos santificados pela bênção de um sacerdote ou diácono. As imagens e medalhas sagradas abençoadas, etc.
Os efeitos que produzem os sacramentais recebidos com as disposições necessárias são muitos. Obtêm graças atuais, pela intervenção da Igreja. Perdoam os pecados veniais. Podem perdoar toda pena temporal, devida, pelas indulgências ligadas ao uso dos sacramentais. Obtêm-nos graças para a nossa vida terrena, como a saúde corporal, defesa contra as tempestades, uma viagem bem-sucedida, etc. Além disso nos livram das tentações do demônio ou nos dão forças para vencê-las.
O Concílio Vaticano II disse que “não há uso honesto das coisas materiais que não possa ser dirigido à santificação dos homens e o louvor a Deus.”( Const. Sacrosanctum Concilium, 61).
Tendo em vista os seus efeitos, os sacramentais nos protegem contra a ação do demônio. Especialmente o crucifixo, a água benta, as medalhas, imagens e quadros de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, o Agnus Dei, etc., nos protegem contra a ação do Mal quando os usamos e veneramos com fé e devoção. É claro que não podemos fazer um uso supersticioso desses objetos; como se agissem por si mesmos sem a nossa disposição de fé.
De modo especial a Igreja emprega o uso do Rito do exorcismo para expulsar o demônio de alguém que tenha sido possuído por ele.
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“Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo” (Cat. n. 1674).
No Batismo é realizado o exorcismo na forma simples. “O exorcismo solene, chamado “grande exorcismo”, só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demônios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja”. (n. 1674)
Leia também: 
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

Web
 
CNBB
 
Região central da Itália foi atingida
A audiência geral desta quarta-feira, 24, com o papa Francisco, foi dedicada às vítimas do terremoto que atingiu o centro da Itália na madrugada de hoje. Diante da notícia do terremoto, o papa expressou sua dor e proximidade aos atingidos. 
“Eu havia preparado uma catequese para hoje assim como para todas as quartas-feiras desse ano da Misericórdia, mas diante da notícia do terremoto que atingiu o centro da Itália, devastando inteiras regiões e causando mortes e feridos, eu não posso deixar de expressar a minha grande dor, a minha proximidade a todas as pessoas que estão presentes nos lugares atingidos pelos abalos sísmicos e a todas as pessoas que perderam seus entes queridos e que ainda se sentem abaladas pelo medo e pelo terror”, disse.
Na ocasião, o papa agradeceu ainda a todos os voluntários e agentes da defesa civil que estão socorrendo esses povoados. “Peço-lhes que se unam a mim, na oração, para que o Senhor Jesus, que sempre se comoveu diante da dor humana, console estes corações entristecidos e lhes dê a paz, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria”, exortou.
Ao adiar a catequese da audiência geral para a próxima semana, o papa Francisco convidou os fiéis a rezar com ele parte do Rosário, pelos irmãos e irmãs atingidas pelo terremoto. 
No final, concedeu a todos a benção apostólica. 
O terremoto
O centro da Itália foi atingido nesta quarta-feira, 24, por um terremoto de magnitude 6,2. Pelo menos 73 pessoas morreram e cerca de 100 estão desaparecidas.
Com informações da Rádio Vaticano
Título Original: Papa Francisco reza pelas vítimas do terremoto em Roma
Foto: Web
Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon

Web

 
Dom Estêvão Bettencourt
Que é a verdade?
Em síntese: O contato com religiões orientais tem induzido alguns teólogos católicos a relativizar a fé católica, chegando mesmo a dizer que Jesus foi apenas um fundador de religião como Buda, Confúcio ou Maomé. Todas as religiões seriam equivalentes entre si. A estas afirmações se opõe a doutrina católica, que professa a Divindade de Jesus Cristo e a singularidade da sua obra salvífica; Cristo com sua Igreja é o único Mediador entre Deus e os homens. A revelação trazida por Jesus Cristo a este mundo não é simplesmente uma faceta da Verdade, mas é a plenitude da Verdade destinada à salvação de todos os homens.
* * *
O contato com povos orientais, especialmente a Índia, tem sugerido a alguns teólogos católicos o relativismo religioso: o cristão teria que completar sua fé assumindo proposições de outras correntes religiosas. Vamos, a seguir, expor o problema mais detidamente, ao que acrescentaremos a explanação do pensamento católico a tal respeito.
1. O Problema
Na década de 1850 começaram a aparecer, entre os teólogos, novas teorias para explicar o relacionamento do Catolicismo com as correntes religiosas não católicas. A evolução do pensamento de tais autores pode ser compendiada nos seguintes termos: do eclesiocentrismo ao cristocentrismo; do cristocentrismo ao teocentrismo; do teocentrismo ao reinocentrismo. Expliquemos os vocábulos citados:
Outrora a Igreja terá sido o centro da vida católica, de modo que se dizia: “Fora da Igreja não há salvação”. É o que se chama “eclesiocentrismo”.
Tal concepção foi alargada pelo “cristocentrismo”: posta a Igreja de lado, Cristo, sem a sua Igreja confiada a Pedro e seus sucessores, seria o único sustentáculo da piedade cristã.
Tal noção foi ainda ampliada ao se dizer que bastaria crer em Deus para alcançar a salvação. Todas as religiões seriam, desta forma, válidas. É o que se chama”teocentrismo”.
Este foi ainda mais dilatado pelo reinocentrismo: todas as religiões seriam caminhos que levariam a um “Reino de Deus” a ser realizado no fim dos tempos.
Os mesmos autores admitem duas outras proposições, que fundamentam a evolução do seu pensamento. Ei-las:
a) Distingue-se entre o Logos (o Verbo ou a segunda Pessoa da SSma. Trindade) e Jesus Cristo. O Logos, dizem, atua no mundo inteiro, de modo que qualquer manifestação religiosa pode ser tida como inspirada pelo Verbo de Deus. Este quis aparecer visivelmente na figura de Jesus Cristo. “Cristo” é um título que não salva; quem salva, é o Logos, que quis ser reconhecido pelos cristãos como Jesus Cristo. O Logos, que cultuamos como Cristo, age em todas as religiões. É o que se chama “Logocentrismo”.
b) Há também quem diga que o Espírito Santo é que atua no mundo inteiro e em qualquer religião. Os cristãos, dizem, recebem de Jesus Cristo a graça da salvação, graça esta que os não cristãos recebem através do Espírito (pneuma) Santo; é o que se chama “pneumacentrismo”. A ação do Espírito Santo no mundo não estaria necessariamente ligada à obra redentora de Cristo.
Destas concepções redundou o relativismo religioso: Ninguém conhece plenamente a verdade de Deus, mas cada corrente religiosa possuiria apenas uma face da Verdade.
Em conseqüência foi-se perdendo o zelo missionário ou o interesse por apregoar a fé católica a povos não católicos e pagãos. A Missão é considerada um desrespeito às tradições culturais de um povo; é um gesto de imperialismo, que deve acabar, de tal modo que a tarefa dos missionários seria apenas a de cuidar da civilização de povos primitivos, oferecendo-lhes escolas, hospitais, trabalho industrial…, sem tocar em matéria religiosa… e, muito menos ainda, sem falar de conversão à fé católica.
O diálogo ecumênico (entre católicos e cristãos não católicos) e o diálogo inter-religioso (entre católicos e não cristãos) não teria em vista a conversão ao Catolicismo, mas uma procura de convergência dos dialogantes a uma conversão comum e mais profunda a Deus e aos homens.
São estas as principais linhas doutrinárias do relativismo religioso, que tende a penetrar cada vez mais na esfera do próprio Catolicismo.
Perante tais afirmações, pergunta-se:
2. Que dizer?
Sejam propostas seis considerações:
2.1. Para a verdade…
O ser humano foi feito para a verdade. Traz em si a sede natural da verdade. Ora a natureza, sábia como é, não pode frustrar o homem. Não raro a pessoa humana pode errar, mas, reconhecendo seus erros, vai-se aproximando da verdade, que lhe é dado atingir nos pontos essenciais à orientação de sua vida.
2.2. Verdade religiosa
Estas ponderações valem principalmente no tocante à religião. Verdade é que em todos os seres humanos existe uma religiosidade natural, que leva a reconhecer um Ser Superior, do qual o homem depende e ao qual ele dirige suas preces. Essa religiosidade natural é acompanhada de uma lei moral natural; todo homem sabe que não deve matar um inocente, não deve roubar, não deve caluniar… Neste plano todos os homens são iguais entre si. Mas, ao concretizarem a sua religiosidade num Credo, os homens divergem entre si: professam uns o politeísmo, outros o panteísmo, e mais outros o monoteísmo. São formas de crer incompatíveis entre si, portanto não podem provir da inspiração divina do Logos (Verbo) ou do Pneuma (Espírito).
Dessas três formas somente o monoteísmo obedece às leis da lógica e, dentro do monoteísmo, o cristianismo é a modalidade correta, pois o judaísmo é a expectativa do Messias que já veio, e o islamismo é uma mescla de judaísmo, cristianismo e religiões árabes antigas. Dentro do Cristianismo o Catolicismo é o único ramo que procede diretamentede Cristo e dos Apóstolos sem interrupção.
Não se pode dizer que Deus, perfeitíssimo como é, não pode ser reconhecido pelo homem. Certo é que não conhecemos Deus como conhecemos nossos semelhantes, isto é, de maneira unívoca, mas conhecemos Deus através das perfeições esparsas pelo mundo e pela humanidade; assim os conceitos de amor, bondade, sabedoria, justiça… que se aplicam aos homens, aplicam-se também a Deus, não de maneira unívoca, mas em termos análogos: Deus é amor, mas não é amor como o é o homem; Ele é amor em grau perfeito; Deus é bondade, mas não como o homem é bondade, e sim de maneira perfeita. A verdade que vale para o intelecto humano vale também para Deus; assim para Deus, como para nós, 2 + 2 = 4; Deus não pode fazer um círculo quadrado, pois isto não é lógico nem para nós nem para Ele. Assim formamos um conceito de Deus que é verídico e sólido.
2.3. Jesus Cristo
Jesus não é uma manifestação do Logos como Buda e Maomé teriam sido manifestações de Deus, segundo certos teólogos. – Ele é Deus de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele não é o Salvador de uma parte apenas da humanidade, mas é o único Salvador de todos os homens. Diz o Concílio do Vaticano II: “O Verbo de Deus, por quem foram feitas todas as coisas, encarnou-se a fim de, como homem perfeito, salvar todos os homens e recapitular todas as coisas” (Gaudium et Spes 45).
De modo semelhante o Espírito Santo (Pneuma) é o Santificador dado por Cristo para agir em todos os homens, aplicando-lhes as graças do Redentor. Não há ação do Espírito Santo independente da de Cristo.
2.4. Salvação fora da Igreja?
A resposta é a seguinte: há um só Salvador Jesus Cristo, que por meio da sua Igreja redime todos os homens. Muitos o reconhecem e podem salvar-se, filiando-se à Igreja visível. Outros, porém, sem culpa própria, ignoram a pessoa e a obra de Jesus Cristo; também podem salvar-se, se guardam fidelidade à sua consciência cândida e sincera. Pertencem à Igreja invisível; salvam-se também mediante Cristo e a Igreja, única via de salvação, oferecida também aos não cristãos que professam o erro julgando ser o erro a verdade; ver Constituição Lumen Gentium no 16.
2.5. Missão entre os povos
O anúncio do Evangelho aos não cristãos conserva ainda hoje a sua validade e a sua necessidade: “Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4). A Igreja é missionária. Ela tem o direito de apregoar o Evangelho a todos os homens, sem forçar alguém a abraçá-lo ou sem fazer proselitismo (“comprando” a adesão dos ouvintes com promessas de bem-estar humano).
Nos encontros ecumênicos e nos coloquios inter-religiosos, a Igreja reconhece a paridade existente entre os dialogantes, paridade quanto à dignidade das pessoas que dialogam e merecem respeito; todavia não pode reconhecer paridade de conteúdos doutrinários, pois Jesus Cristo é inconfundível e não pode ser equiparado aos fundadores de outras religiões.
2.6. A Declaração “Dominus lesus” (O Senhor Jesus)
O que acaba de ser dito corresponde exatamente à doutrina da Declaração “Dominus Jesus”, promulgada a 6 de agosto de 2000. Este documento suscitou críticas e oposição, pois afirma a unicidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja, guardando respeito por outras correntes religiosas. A Igreja e os filhos da Igreja precisam de ter coragem para proclamar a veracidade da mensagem católica; isto não é simpático, mas é uma atitude coerente. Sou católico porque creio que o Catolicismo é o autêntico caminho que leva a Deus; não desprezo nem desrespeito os que assim não pensam, mas não devo ter vergonha de dizer que tenho certeza de estar professando a verdade, sem assumir posições de falsa humildade, dizendo: “Não sei… Vamos procurar juntos… Vamos somar nossos modos de ver”. A coragem da coerência é que falta. Daí o relativismo religioso, que leva à insegurança e ao vazio, tirando ao homem boas razões para lutar e sofrer por um ideal.
A temática deste artigo pode ser estudada com mais minúcias mediante o livro “Bento XVI adversus Haereses (Contra as Heresias)” da autoria de D. João Evangelista Martins Terra, Bispo Auxiliar de Brasília. O autor é severo em suas avaliações, mas põe às claras os perigos do relativismo que ameaçam a Verdade revelada por Jesus Cristo.
A mesma temática é explanada pelo Cardeal Joseph Ratzinger (hoje Papa Bento XVI) em termos mais eruditos no seu livro recentemente traduzido para o português com o título “Fé, Verdade, Tolerância. O Cristianismo e as grandes religiões do mundo” (Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimon Luili).
Título Original: RELATIVISMO E VERDADE
Foto: Web
Site: Católicos Online
Editado por Henrique Guilhon


Acampamento no Combate da Oração

Padre Roger Luis. Foto: ArquinoCN
Padre Roger Luis
Este acampamento é para formarmos homens e mulheres dispostos a combater um bom combate. Por isso, nesta manhã de sábado, vamos ver exatamente isso por meio do que disse o salmista: “Bendito seja o Senhor, minha rocha, que ensina as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra” (Salmo 144,1).
Pegue sua Bíblia e veja o que Paulo disse sobre o atleta: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (I Cor 9,24-27).
Paulo, nessa palavra, diz de uma disciplina, como quando olhamos para o nadador americano Michael Phelps, que já ganhou mais de 10 medalhas de ouro e me parece que essa será sua última competição nas Olimpíadas. Ele, com certeza, foi exigido, treinado e precisou se esforçar, mais do que os outros, para ser o campeão mundial.
Os atletas querem subir no topo, querem ganhar a medalha de ouro. O mesmo deve acontecer conosco, que estamos correndo em busca do céu. Quanto mais eu e você queremos o céu, mais precisamos nos disciplinar, pois a vida de oração é um treinamento.
Você já treinou na academia? O primeiro mês é terrível, você quer desistir, porque tudo dói. Da mesma maneira é a nossa vida espiritual, se não buscarmos essa disciplina que o atleta se impõe, não vamos alcançar a vitória.
É preciso treinar, na vida de oração, os intercessores, os combatentes, os atalaias; e o Treinador, que treina os intercessores, não precisa de aperfeiçoamento, porque Ele já é perfeito, Ele é o Espírito Santo de Deus. Se os nossos treinadores têm recorrido à tecnologia para treinar os atletas, nosso Treinador já é perfeito, nos ensina a lutar contra o inimigo, que quer nos destruir.
O nosso combate, a nossa luta e disputa são espirituais. Nós devemos nos deixar conduzir pelo Espírito, não precisamos de bombas, fuzis nem nenhum tipo de arma ou espada, muito menos de ódio e sentimento de vingança. O Paráclito adestra a nossa alma com a caridade, a fé e a fortaleza, para combatermos um bom combate.
Deus quer iluminar a nossa vida com a Sua Palavra, exortando-nos a estar atento ao treinamento que o Espírito quer realizar em nós. Precisamos compreender que o nosso inimigo não é como numa competição Olímpica, onde, no fim, o vencedor abraça o derrotado e ambos festejam aquele jogo. O nosso inimigo quer nos matar, quer nos destruir; e uma das estratégias dele é arrancar de nós nossa identidade, para nos tornarmos um povo fraco, sem história, sem vontade de lutar. O inimigo nos propõe coisas que são contrárias à nossa mentalidade cristã.
Várias pessoas me pediram para falar do Pokémon Go, mas eu não tenho propriedade para falar sobre isso, porque não conheço o jogo. Mas qualquer jogo, seja de futebol ou vídeo-game não é um pecado, mas, a partir do momento em que ele nos rouba o tempo que poderíamos dar para Deus, ai sim torna-se um problema. Assim como o Whatsapp, Facebook ou qualquer mídia social que nos rouba de uma vida de oração, de estarmos com Deus, é pecado. Padre, o que você vai dizer do Pokémon Go? É pecado? Não. Mas se ele faz de você um viciado e o afasta de Deus, então, meu irmão, você precisa se posicionar, pois está perdendo tempo com tentações.
Eu gosto de assistir a uma série, então, eu me avalio e pergunto: “Quanto tempo gastei assistindo a essa série?”. A partir desse tempo, preciso gastar o mesmo diante de Deus, rezando e o adorando. O inimigo age para tirar a nossa identidade cristã.
A maior arma de um intercessor é a concordância com uma vida de oração. Adorar é prostrar-se diante de Deus e reconhecer o seu nada e o tudo d’Ele. Então, meus queridos, como está sua adoração? Sua vida de oração? É dia de retomada, dia de combater um bom combate.
Temos perdido muitos combates, porque vemos o inimigo avançando, mas não o atacamos, esperamos ele avançar. Precisamos ter sabedoria e lutar contra o inimigo, combatendo-o; não podemos ficar sentados, orando, temos de fechar as brechas e avançar.
Estamos tão egoístas, que intercedemos apenas em nosso favor, não o fazemos pelas pessoas, pelas nações e realidades sociais. É preciso interceder por todos necessitados de oração.
O que não pode faltar em nosso combate é a oração em línguas. Você não pode entrar numa batalha sem orar em línguas. Às vezes, você está orando em línguas e acha que sua mente tem de estar fixa no que você está orando, mas não é assim, a sua mente pode estar longe e seu Espírito orando!
Vamos combater um bom combate e receber a nossa coroa no céu!
Leia mais:
Transcrição e adaptação: Fernanda Soares
Adquira essa pregação pelo telefone (12) 3186-2600
Padre Roger Luís
Sacerdote Comunidade Canção Nova
Título Original: O Espírito Santo quer nos treinar para o combate
Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon
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