Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Dunga durante pregação na manhã deste sábado, 21. / Foto: Reprodução CN

Notícias Canção Nova
Julia Beck
Da redação
Com o tema “Feliz na prova”, idealizador do PHN pregou sobre provações e escolhas durante a juventude
“Descubra a força que está presente em você!”, afirmou Dunga na manhã deste sábado, 21, durante sua pregação “Feliz na prova”. O idealizador do PHN, iniciou sua reflexão com a passagem bíblica (Tg 1,2-4) que foi tema de uma das pregações do primeiro PHN, realizado em 1998. O cantor católico comentou sobre a importância de lê-la e refleti-la 20 anos após o início do acampamento, e sobre o ponto central da leitura bíblica: as provações. “Jovem queira ser testado por Deus, você precisa desejar isso”, afirmou.
Aos milhares de jovens presentes no Centro de Evangelização da Canção Nova neste final de semana, o pregador falou sobre a necessidade dos desafios na vida espiritual e na busca pela santidade. “Se Deus vai apenas melhorando e melhorando a nossa condição de buscá-Lo, senti-Lo e segui-Lo, a tendência do ser humano não é crescer, é se encolher, porque o conforto, a falta de luta, de briga e de intempéries, a falta de provações faz com que a gente se acomode”, comentou.
“Para quê servem as provas em nossas vidas? Para nos aprovarem”, disse Dunga. O cantor seguiu afirmando que Deus permite, proporciona e patrocina provas para que os cristãos conheçam verdadeiramente a força que têm. Para descobrir esta força, Dunga apontou que os fiéis precisam abrir-se para conhecer a Deus e também deixarem que Ele os conheça. “Nenhuma história pode ser mais bonita do que o seu relacionamento com Deus. Ele te fez, Ele te salvou e não contente de ter te salvo, Ele quis morar dentro de você”.
As várias realidades de drogas, prostituição, desvalorização, pornografia vividas pelos jovens foram citadas pelo pregador, que reafirmou a presença de Deus em todos os momentos da vida de seus filhos, sejam os moementos bons ou ruins. Dunga recordou o momento de sua conversão em meio às drogas, e a espera de Deus por homens e mulheres de coração aberto e dispostos a conhecê-Lo.
“Você precisa saber que consegue resistir ao erro do alvo, a uma pessoa, a um lugar. Você não vai conseguir reagir a uma tentação quando ela vir porque você não conhece a força que tem. Jovem queira ser testado por Deus, você precisa desejar isso”, pediu o cantor.
Segundo o pregador, as provas que Deus permite que todos passem são necessárias para que o cristão possa medir os passos que precisa dar em sua vida e citou a juventude como um tempo de decisão.
“Você está vivendo os anos mais curtos da sua vida que é a idade da juventude, dos 18 aos 30 anos. Mas é dos 18 aos 30 anos que você faz as suas escolhas, e hoje as escolhas estão cada vez mais complexas. Você vai escolher tua namorada, tua faculdade, tua profissão, escolher casar, ou não. Faz 24 anos que eu só administro o que eu escolhi até os 30 anos. Escolha, e se você escolher mal, vai ficar no mínimo 50 anos administrando as roubadas que você escolheu”, alertou.
Diante das decisões, Dunga falou sobre a necessidade das provas. “É necessário suar a camisa e sofrer um pouco, senão você vai desistir fácil da sua luta contra o pecado”, disse. Ao falar sobre provações, o cantor comentou sobre os frutos das provações: “Considerai uma grande alegria quando tiver que passar por grandes provações. A prova da tua fé produz em vós paciência”.
“O tempo vai passar, a paciência vai se instalar, Deus vai te testar, Deus vai te provar, e a paciência vai te levar a essa sequência maravilhosa. Calma, você está afobado! A vida é boa demais, você vai descobrir muita coisa ainda”, aconselhou. Além de colocar-se diante de Deus para conhecê-lo e deixar-se conhecer, o pregador reforçou a necessidade do cristão ser alguém integrado.
“Você tem que se integrar na sua casa, na sua família, na tua Igreja. Você está dentro de um contexto. (…) Você tá integrado, não está abandonado e não queira ser este ser abandonado. Deus quer integrar você, esta paciência pode te fazer integro”, afirmou.
Por fim, Dunga falou sobre a perenidade da vida e a necessidade da consciência a cerca das decisões tomadas durante a juventude. “Você é jovem e este tempo é curto, são só 12 anos”, reforçou. “A Canção Nova te trouxe aqui para você saber que é um Davi em meio a Golias. O problema sempre vai ser do mesmo tamanho, porque quem cresce é você!”, motivou Dunga, que encerrou a pregação afirmando: “Deus chama você!”.
Leia também
Título Original: PHN 2018: “Descubra a força que está presente em você”, motiva Dunga
Site: Notícias Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon
Anúncios

Monsenhor Jonas Abib
Jesus é o caminho seguro que nos leva até o coração de Deus
Nossa vida valeu a morte de Jesus Cristo, a doação total de Jesus na Cruz. Veja que tamanho amor tem Jesus por nós: uma só gota do Seu sangue era suficiente para nos trazer a salvação, mas Ele se deu por inteiro, derramou todo o Seu sangue por você e por mim.
Cristo nos redimiu com Seu sangue e, até hoje continua se dando por inteiro no Seu Santo Sacrifício. Ele é a ponte direta, o caminho seguro que nos leva até o coração de Deus.
Que Deus o abençoe!
Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Título Original: A lei da vida
Site: Padre Jonas Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

Aleteia
 
Algumas dicas úteis para estabelecer limites com uma avó bem-intencionada, mas intrusiva
Com a chegada dos netos, a maioria das avós está disposta a modificar seus horários e estilos de vida para acomodar as necessidades dos membros mais novos da família – especialmente quando se trata de ajudar a mãe e o pai que, em muitos casos, trabalham fora de casa.
Já que hoje é tão comum que ambos os pais estejam longe durante o dia, muitos pedem a seus próprios pais que lhes deem uma mão. Eles conversam com os avós para coordenar seus respectivos horários, sobre como organizar o dia a dia, os fins de semana, sobre quem cuidará do bebê antes e depois de voltar do berçário ou da creche e sobre quem irá buscar as crianças na escola.
Assim, não é incomum que as avós de ambos os lados da família experimentem a chegada de um neto como um evento muito feliz. Para elas, isso significa lembrar sua experiência como mãe e usá-la em tarefas cotidianas, como trocar fraldas ou preparar mamadeiras, conforme o caso.
Cuidar do bebê (ou da criança) é essencial, mas se torna um problema se a avó acha que ela deve assumir a liderança na criação da criança – à frente da própria mãe – porque a nova mãe é uma novata, ou porque o método da avó é melhor que o método da mãe.
As avós precisam levar em conta três verdades importantes para que as coisas funcionem bem:
Ela não é mais a mãe, mas a avó e, portanto, os pais da criança têm a última palavra quando se trata de decisões. Esse é o ciclo da vida.
Já faz alguns anos (possivelmente décadas) desde que ela era mãe. Consequentemente, ela deve estar disposta a aceitar que “as coisas mudaram”. Isso significa que, especialmente quando se trata de coisas mecânicas e materiais, pode ter havido uma grande evolução desde os dias em que ela era mãe, em termos de produtos, serviços, conhecimento pediátrico…
Não existe uma fórmula única para cuidar de um bebê e criar filhos. Existem tantas maneiras como existem pessoas. Ela deve respeitar, acima de tudo, a liberdade dos pais para serem pais como eles escolherem.
Algumas avós podem achar que elas entram em conflito com a filha (ou nora) devido às diferentes maneiras pelas quais cada uma delas enfrenta os desafios que surgem com o nascimento de uma nova criança.
Também pode acontecer que, mesmo quando a mãe é experiente, a avó decida que, durante essas horas que ela passa com o bebê, ela é o único árbitro de como a criança é cuidada, como se o bebê fosse sua propriedade. Ela pode dizer coisas como: “Não precisa me dizer, eu já sei como fazer isso” ou “Quando o bebê está comigo, farei as coisas do meu jeito”.
Cuidado quando isso acontece: o conflito está à frente.
Se você perceber que a avó da criança está se tornando intrusiva e que ela ultrapassa seus limites na tomada de decisões ou se intromete em questões que devem ser decididas pela mãe e pelo pai, você deve agir com delicadeza, mas firmemente – isto é, conversar com ela claramente, mas sem ofendê-la.
O que fazer quando surgirem conflitos…
Em primeiro lugar, é importante lhe agradecer por sua grande ajuda. A vovó está compartilhando sua energia, seu carinho e seu tempo com as crianças. Considere sua idade e se o que você está pedindo excede suas capacidades.
Estabeleça caminhos para o diálogo entre a avó e a mãe e o pai da criança – não apenas um ou outro – porque a avó está, na verdade, lidando com as expectativas de ambos os pais, não simplesmente com os de seu filho ou filha.
Deixe-a saber que o que ela está fazendo é realmente prejudicial. No entanto, ao invés de “puni-la” verbalmente, apresente os fatos e pergunte a ela sobre suas razões ou intenções. Por exemplo, “Percebemos que você sempre chega depois do tempo que havíamos concordado em trazer as crianças para casa: você está tendo problemas para chegar aqui a tempo?”. Podemos perceber que as avós, às vezes, fazem certas coisas não porque desejam incomodar ou ser intencionalmente invasiva, mas simplesmente porque elas têm uma perspectiva diferente e não percebem o impacto total de suas ações.
Entenda as circunstâncias da vovó. Tenha em mente que pode haver momentos em que ela está mais cansada ou mais sensível do que outras vezes.
Da melhor maneira possível, concorde com o papel da avó antes que as coisas se tornem difíceis. Planeje antecipadamente qual será a colaboração dela, e você corre menos risco de que ela ultrapasse seus limites e invada seu território como mãe e pai.
Os avós também precisam aprender a desempenhar seu papel. Os pais não nascem com um manual de pais contendo instruções sobre como ser um pai bom e afetuoso; nem os avós. Eles têm muitos talentos e experiências valiosas, mas precisam aprender a usá-los bem em sua nova função. Às vezes, pais e avós cometem erros, mas isso é apenas parte do aprendizado.
Três recomendações para as avós (futuras ou atuais) se lembrarem
Se você acha que é complicado lidar com sua mãe ou sogra quando elas te ajudam a criar seus filhos, lembre-se de que você também pode ser uma avó algum dia. Para evitar acabar causando problemas na família e dificultar a vida de seus filhos e netos, é importante nutrir esses três traços-chave de uma excelente avó:
Uma avó sábia é aquela que realmente conhece seu lugar. Ela é prudente: ela pede, ela procura conselhos (sim, mesmo que tenha feito isso mil vezes antes), ela lê, fica informada e, acima de tudo, age de acordo com os critérios estabelecidos pelos pais da criança.
Uma avó competente é aquela que não acredita que sabe tudo. Ela quer crescer como avó: ela quer entender a melhor maneira de ajudar os dois pais, sabendo que seu papel é importante na educação de seus netos, embora seja um papel secundário em relação aos pais da criança.
Uma avó inesquecível é aquela que apoia o pai e a mãe em todas as áreas: ela fala bem deles na frente dos netos, torna mais fácil para os pais serem pais, fortalece os laços de comunhão dentro da família e, concretamente, entre o casal… e ela permite que seus netos façam algumas coisas “extras”, desde que essas coisas não interfiram com os valores e as orientações que os pais estão tentando incutir em seus filhos.
Ser intrusivo não é incorporado no DNA das avós. Portanto, se isso surgir, isso sempre poderá mudar (se ambas as gerações de pais cooperarem) com paciência, afeição e lealdade.
Acima de tudo, mesmo que em algum momento possa haver uma situação intrusiva de avó que precise ser retificada, não esqueça que os avós são um tesouro da família e que o impacto que eles podem ter na educação de seus filhos é ilimitado. Deixe seus filhos absorverem o conhecimento e o amor daqueles que os amam.
Título Original: O que fazer se a vovó se intrometer na vida dos seus filhos?
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

CNBB
Na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus no domingo, 08 de julho, o Papa Francisco falou do “escândalo da encarnação”.
Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro: este foi o convite que o Papa Francisco fez este domingo, 8 de julho, ao rezar com os fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro a oração do Angelus.
Um profeta só não é estimado em sua pátria
Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho do dia, em que Jesus volta a Nazaré e começa a ensinar na sinagoga.
Desde que havia ido embora e iniciado a pregar nos povoados e nos vilarejos das redondezas, não tinha mais regressado à sua pátria. Portanto, toda a cidadezinha se reuniu para ouvir Jesus.
Mas aquilo que se anunciava um sucesso, se transformou numa “clamorosa rejeição”, a ponto que Jesus não pôde realizar nenhum milagre, mas somente curar alguns doentes.
Jesus utiliza uma expressão que se tornou proverbial: “Um profeta só não é estimado em sua pátria”.
Escândalo da encarnação
O Papa explica essa transformação dos habitantes de Nazaré porque eles fazem uma comparação entre a humilde origem de Jesus e as suas capacidades atuais: de um carpinteiro semestudos, se torna um pregador melhor que os escribas. E ao invés de se abrirem à realidade, se escandalizam.
“É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus feito carne, que pensa com a mente de um homem, trabalha e atua com as mãos de um homem, ama com coração de homem, um Deus que fadiga, come e dorme como um de nós. ”
O Filho de Deus, prosseguiu o Papa, inverte todo esquema humano: não são os discípulos que lavam os pés ao Senhor, mas é o Senhor que lava os pés aos discípulos. “Este é um motivo de escândalo e de incredulidade em todas as épocas, inclusive hoje.”
Ter fé
A inversão provocada por Jesus implica aos seus discípulos de ontem e de hoje analisar a vida pessoal e comunitária. O Senhor nos convida a assumir uma atitude de escuta humilde e de espera dócil, porque a graça de Deus com frequência se apresenta a nós de maneira surpreendente, que não corresponde às nossas expectativas. E citou como exemplo Madre Teresa de Calcutá, que “revolucionou a caridade na Igreja”.
“ Deus não se conforma aos preconceitos. Devemos nos esforçar para abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro. Trata-se de ter fé: a falta de fé é um obstáculo à graça de Deus. ”
Muitos batizados, afirma Francisco, vivem como se Cristo não existisse: repetem-se os gestos e os sinais da fé, mas a eles não corresponde uma real adesão à pessoa de Jesus e ao seu Evangelho.
Vida coerente
Ao invés, todo cristão é chamado a aprofundar esta pertença fundamental, buscando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente, cujo fio condutor é a caridade.
“Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que dissolva a dureza dos corações e a limitação da mente, para que estejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e de misericórdia, que é endereçada a todos, sem qualquer exclusão.”
Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano/ Vatican News
Título Original: Oração do “Angelus” de 8 de julho: a falta de fé é um obstáculo à graça de Deus
Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon
Formação Canção Nova
Celebramos, no dia 29 de junho, a Solenidade de São Pedro e São Paulo, duas colunas da Igreja, dois homens de Deus. São Pedro nasceu em Betsaida, cidade da Galileia. Conheceu Jesus por meio de seu irmão André. O Senhor, “fixando nele o olhar” (Jo 1,42), o chamou para segui-Lo. Jesus Cristo conquistou São Pedro pelo olhar cheio de carinho.
Aquele olhar do Mestre devia ser arrebatador, convincente e encerrava a radicalidade de entrega a Deus de maneira bem atraente. Simão é chamado Cefas, pedra, Pedro. De simples pescador, converteu-se num pescador de homens. Foi o vigário de Cristo na Terra, aquele que fez as vezes do Senhor aqui quando Ele já não estava entre os Seus em corpo mortal.
Jesus quis instituir a Sua Igreja tendo Pedro à frente dela, e isso para sempre. Daí que o ministério petrino foi perpetuado: Pedro, Lino, Cleto, Clemente, Evaristo, Alexandre, Sisto, Telésforo, Higino, Pio, Aniceto, Sotero, Eleutério, Vitor…. Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI: 266 papas, 265 sucessores de São Pedro. 
Uma realidade maravilhosa! Professemos entusiasmados a nossa fé nesta Igreja, que é “una, santa, católica e apostólica, edificada por Jesus Cristo, sociedade visível instituída com órgãos hierárquicos e comunidade espiritual simultaneamente (…); fundada sobre os apóstolos e transmitindo, de geração em geração, a Sua Palavra sempre viva e os Seus poderes de Pastores no sucessor de Pedro e nos bispos em comunhão com Ele; perpetuamente assistida pelo Espírito Santo” (Paulo VI, Credo do Povo de Deus).
As palavras de São Jerônimo (+420) são taxativas: “Não sigo nenhum primado a não ser o de Cristo; por isso ponho-me em comunhão com a Sua Santidade, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja. Quem se alimenta do Cordeiro fora dessa casa é um ímpio. Quem não está na arca de Noé perecerá no dia do dilúvio” (Carta ao Papa Damaso, 2). 
Observe: a Igreja é qual outra arca de Noé. Pedro está à sua frente. Atualmente, é Bento XVI quem governa essa grande barca. Perigoso é ficar fora dela em tempos de dilúvios!
Há tempestades nos tempos atuais? Deixarei a resposta para os que me lerem. Contudo, preocupa-me tanto o fato de que o homem fique eclipsado diante de si mesmo; até parece que se afoga nas próprias concepções em torno da vida, da pessoa humana, da sexualidade e de tantos outros temas. Onde está o seu norte? Para onde se encaminha?
Escutar a voz do Pedro dos nossos tempos e não deixar-se sufocar pelas novidades que obscurecem a nossa fé em Deus e esfriam o nosso amor a Ele é algo muito sábio. Não! Nem todas as novidades colocam em perigo a nossa fé e o nosso amor. Frequentemente, o mais perigoso é a atitude diante delas. Não podemos ser orgulhosos, aprendamos da nossa mãe, a Igreja, aprendamos de quem Jesus colocou à frente dessa grande família de filhos de Deus, o Papa, e tenhamos atitudes de acordo com o Evangelho.
Que dizer de São Paulo? Ele foi um homem que, na pregação do Evangelho, colocou todas as suas potencialidades a serviço de Deus. Um homem totalmente entregue às coisas do Senhor. De perseguidor de cristãos, tornou-se um dos cristãos mais fervorosos, homem inflamado de zelo apostólico. Como não identificar, por detrás dessas frases, um homem magnânimo e cheio do amor de Deus?
“Estou pregado à cruz de Cristo” (Gl 2,19). “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). “Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6,14).
Nos exorta: “não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas ideias frívolas. Têm o entendimento obscurecido. Sua ignorância e o endurecimento de seu coração mantêm-nos afastados da vida de Deus. Indolentes, entregaram-se à dissolução, à prática apaixonada de toda espécie de impureza” (Ef 17-19). “Contanto que de todas as maneiras, por pretexto ou por verdade, Cristo seja anunciado, nisto não só me alegro, mas sempre me alegrarei” (Fl 1,18). Em Cristo “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2,3). “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé” (2 Tim 4,7).
É preciso que também nós sejamos apóstolos enamorados, apaixonados por Deus e que façamos o nosso apostolado sempre em unidade com o Papa, sucessor de Pedro, e com todos os bispos em comunhão com ele.
Digamos, como um homem de Deus do século XX, São Josemaria Escrivá: “Venero, com todas as minhas forças, Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos mártires, centro de onde saíram tantos para propagar, no mundo inteiro, a Palavra salvadora de Cristo. Ser romano não entranha nenhuma amostra de particularismo, mas de ecumenismo autêntico; supõe o desejo de aumentar o coração, de abri-lo a todos com as ânsias redentoras de Cristo, que busca e acolhe a todos, porque os amou por primeiro. (…)
O amor ao Romano Pontífice  há de ser em nós uma bela paixão, porque nele vemos Cristo”.
Site: Formação Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

A Glória de João Batista

 
Prof. Felipe Aquino
“Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João” (Lucas 1, 13).
Deus escolheu uma Virgem Imaculada para que nela fosse gerado o Seu Filho amado, o “Verbo humanado”, como dizia o doutor São Bernardo; escolheu um varão casto e justo para ser seu pai legal, São José; e escolheu João Batista para ser Seu Precursor, aquele que deveria anunciar ao povo judeu a chegada do Salvador. Por isso, João Batista é considerado o último profeta do Antigo Testamento e o primeiro do Novo.
Sua concepção no seio envelhecido de sua mãe Isabel foi milagroso: “Mas o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João” (Lucas 1, 13).
No seu nascimento o povo perguntava maravilhado: “O que virá a ser este menino? De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel” (Lc 1,66).
Por isso, João Batista é um dos poucos santos que a Igreja comemora a data do seu nascimento. Somente da Virgem Maria e de Jesus Cristo é celebrado a data natalícia. João foi escolhido por Deus, como diz o profeta Isaías, “já no ventre de sua mãe”. E foi santificado ainda no ventre de sua mãe diante da Virgem Maria.
O profeta Isaías já tinha profetizado que Deus o “preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória” (Is 49,4-6).
João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. Estando para terminar sua missão, declarou: “Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem Aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias” (cf. At 13,24-26). E o povo se curvava diante da pregação de João: “Ouvindo-o todo o povo, e mesmo os publicanos, deram razão a Deus, fazendo-se batizar com o batismo de João” (Lc 7, 29).
O evangelista São Mateus narra com detalhes o trabalho de João: “Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judeia. Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus. Este é aquele de quem falou o profeta Isaías, quando disse: “Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Is 40,3). João usava uma vestimenta de pêlos de camelo e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Pessoas de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele. Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão. Ao ver, porém, que muitos dos fariseus e dos saduceus vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera vindoura? Dai, pois, frutos de verdadeira penitência. Não digais dentro de vós: Nós temos a Abraão por pai! Pois eu vos digo: Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados. Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo. Tem na mão a pá, limpará sua eira e recolherá o trigo ao celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num fogo inextinguível (Mt 3,1-17).
Jesus fez elogios eloquentes a João: “Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele. (Mt 11, 11). Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam” (Mt 11, 12).
“Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. João era uma lâmpada que arde e ilumina; vós, porém, só por uma hora quisestes alegrar-vos com a sua luz” (Jo 5, 35).
Quando João Batista mandou seus discípulos perguntarem a Jesus: “És tu o que há de vir ou devemos esperar por outro?”, Jesus respondeu-lhes: “Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho. Depois que se retiraram os mensageiros de João, ele começou a falar de João ao povo: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Pois vos digo: entre os nascidos de mulher não há maior que João. Entretanto, o menor no Reino de Deus é maior do que ele” (Lc 7, 22-28).
Jesus sempre se referia a João: “Pois veio João Batista, que nem comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Ele está possuído do demônio” (Lucas 7, 33).
Ao ver Jesus, João Batista o apresentou a seu discípulos de maneira certeira: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1,29). Assim, João dava a “identidade e a missão” de Jesus. Ele é aquele cordeiro que será imolado pela redenção da humanidade, cuja figura estava naqueles dois cordeirinhos que os judeus sacrificavam todos os dias no Templo, as seis horas da manhã e as seis horas da tarde (o holocausto perpétuo), para que Deus perdoasse os pecados do mundo. João mostrava assim a missão de Jesus, “arrancar com sua morte o pecado do mundo”, porque “o salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Mostrava-nos assim, que Jesus não veio para outra atividade, senão tirar o pecado dos homens e instaurar o reino de Deus, da Graça.
Quando Jesus se apresentou para ser batizado por ele, João rejeitou: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim! Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa. Então João cedeu. Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição” (Mt 3,1ss).
Quando Jesus perguntou a seus Apóstolos, “Quem os homens dizem que Eu sou?”, responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos profetas” (Lucas 9, 19).
Até Herodes Antipas, que o degolou, achava que João era um profeta: “O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tornara célebre. Dizia: João Batista ressurgiu dos mortos e por isso o poder de fazer milagres opera nele” (Marcos 6, 14). Referindo-se a Jesus, disse: “É João Batista que ressuscitou. É por isso que ele faz tantos milagres” (Mt 14, 2). “O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que Jesus fazia e ficou perplexo. Referindo-se a Jesus, Herodes dizia: Eu degolei João. Quem é, pois, este, de quem ouço tais coisas? E procurava ocasião de vê-lo” (Lc 9,6- 9).
O Profeta Malaquias tinha anunciado: “Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor” (Ml 3,23). Por isso, os judeus interpretavam que Elias ressuscitaria e apareceria antes do Messias chegar; então, os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que dizem os escribas que Elias deve voltar primeiro? Jesus respondeu-lhes: “Elias, de fato, deve voltar e restabelecer todas as coisas. Mas eu vos digo que Elias já veio, mas não o conheceram; antes, fizeram com ele quanto quiseram. Do mesmo modo farão sofrer o Filho do Homem. Os discípulos compreenderam, então, que ele lhes falava de João Batista” (Mt 17,11-13).
Mas, como todo profeta, João pagou com sangue sua pregação. Conhecemos bem essa história. Por ter tido a coragem profética de dizer a Herodes que era pecado ele ficar com a esposa de seu irmão Felipe, ele pagou com a vida. “Por instigação de sua mãe, a filha e Herodíades respondeu: Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista” (Mt 14, 8).
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon
%d blogueiros gostam disto: