Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Posts marcados ‘Cateqese’

Quantas pessoas, com seus sinais, medalhas, crucifixos e terços desistiram de fazer o mal, de tirar a própria vida?

Foto: Daniel Mafra / cancaonova.com
Pe. Marcio
 
Os sinais devem nos mostrar o quanto Deus nos ama
Deus é, em primeiro lugar, “a fonte e a origem de todas as bênçãos”, assim escutamos do sacerdote como uma das opções de bênçãos no fim da Missa. É do Senhor que provém a bênção. Ele, em Sua grandeza e bondade, olha para o ser humano com misericórdia e derrama sobre ele Suas graças. 
Em nossa catequese familiar ou de Igreja, aprendemos a pedir a bênção para o pai, para a mãe, o avô, a avó e até para os padrinhos e tios, a fim de que, realmente, eles nos abençoem. 
Muitos têm o costume de pedir ao sacerdote que lhes dê a bênção, e é muito comum também as pessoas pedirem para que seus objetos sejam abençoados. Os objetos litúrgicos, móveis, a própria igreja ou capela são abençoados, porque ali são realizados atos litúrgicos, com os quais vivenciamos melhor os sacramentos. Assim, temos um encontro com o Senhor. Os objetos, as imagens, as medalhas são sinais que nos ajudam na caminhada com Deus. Ao pedirmos a bênção sobre esse ou aquele item, não o devemos fazer de maneira supersticiosa, como se fosse um amuleto.
Compreensão do divino
Tal medalha, imagem ou terço devem nos ajudar na compreensão do divino, devem nos levar a Deus, ser um sinal que nos incentive na busca por Ele. Os sinais devem nos mostrar o quanto o Senhor nos ama. Por que precisamos de sinais, de imagens e templos? Por que é importante que uma imagem seja bonita, que a arquitetura de uma igreja seja bem harmônica? Exatamente para nos remeter ao Senhor de nossa vida.
Quantas pessoas mudaram de vida ou se lembraram de Jesus quando olharam para a cruz de uma igreja? Quantas, com seus sinais, medalhas, crucifixos e terços desistiram de fazer o mal, de tirar a própria vida? Quantos resistiram e tiraram forças de onde não tinham por causa de um sinal que carregavam? 
Repito, não é o sinal pelo sinal como um amuleto, mas porque aquela medalha, aquele terço, remeteu-nos ao Senhor ou a algum santo; e, por graça de Deus, porque é Ele quem faz, fomos salvos, desistimos de fazer o mal, propusemo-nos a fazer o bem. 
Os objetos de piedade abençoados se tornam um sacramental, um sinal de Deus. Com esses objetos, clamamos a proteção divina; com eles, dizemos que seguimos o Cristo, que pertencemos a Ele.
Testemunho de uma vida cristã
No ritual de bênçãos, dentre várias delas, está prevista a de objetos para a prática devocional. Após o sinal da cruz, há uma introdução que diz: “… no momento de invocarmos sobre esses símbolos e imagens a bênção de nosso Senhor, deve-se atender ao seguinte: que cada um de nós ofereça o testemunho de vida cristã tão autêntico quanto o que exige de nós o fato de ostentarmos o uso desses objetos”. Ou seja, peço a bênção, uso tal sinal bento e dou testemunho de uma vida cristã. 
Por fim, portar um sinal, uma medalha, um crucifixo, usar uma veste litúrgica não nos faz santos, mas tais sinais nos ajudam ou exigem de nós uma postura santa, de gente de bem. Não dá para portar um crucifixo e viver na mentira, não dá para usar a medalha de um santo e viver numa indisponibilidade no amor ao próximo.
Peçamos a bênção do Senhor sobre nós, levemos a um sacerdote nossos objetos de piedade, para que sejam abençoados e produzamos frutos de perseverança, e que os símbolos que ostentarmos não só nos protejam, mas nos lancem para o serviço amoroso àqueles que encontrarmos.
Leia mais:
Padre Marcio
Padre Márcio do Prado, natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 20 de dezembro de 2009, cujo lema sacerdotal é “Fazei-o vós a eles” (Mt 7,12), padre Márcio cursou Filosofia no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista; e Teologia no Instituto Mater Dei, em Palmas (TO). Twitter: @padremarciocn
Título Original: Os sinais nos mostram o quanto Deus nos ama
 
Site: Formação Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

A Eucaristia, rememora a Páscoa de Cristo, e esta se torna presente

Dom Henrique Soares
Assim diz o Catecismo da Igreja: “Quando a Igreja celebra a Eucaristia, rememora a Páscoa de Cristo, e esta se torna presente: o sacrifício que Cristo ofereceu uma vez por todas na cruz torna-se sempre atual: Todas as vezes que se celebra no altar o sacrifício da cruz, pelo qual Cristo nossa Páscoa foi imolado, efetua-se a obra da nossa redenção. Por ser memorial da páscoa de Cristo, a Eucaristia é também um sacrifício. O caráter sacrifical a Eucaristia é manifestado nas próprias palavras da instituição: ‘Isto é o meu Corpo que será entregue por vós’, e ‘Este cálice é a nova aliança em meu Sangue, que vai ser derramado por vós’ (Lc 22,19s). Na eucaristia, Cristo dá este mesmo corpo que entregou por nós na cruz, o próprio sangue que ‘derramou por muitos para remissão dos pecados’ (Mt 26,28)” (Catecismo da Igreja Católica, 1365). A Celebração Eucarística é, portanto, memorial, isto é, o tornar-se presente, no aqui e no agora da vida da Igreja e da vida de cada um de nós, daquele único e irrepetível sacrifício que Jesus ofereceu na cruz. “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: ‘É uma só e mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que se ofereceu a si mesmo então na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere” (Catecismo, 1367).
Assim, a Eucaristia torna presente, “presentifica”, o único e irrepetível sacrifício do Cristo salvador; sacrifício que o Senhor Jesus deu à sua Igreja para que ela o ofereça até que ele venha em sua Glória. Por isso mesmo, é chamado de sacrifício de louvor, sacrifício espiritual (porque oferecido na força do Espírito Santo), sacrifício puro e santo (porque sacrifício do próprio Cristo Jesus). Este santo sacrifício da Missa leva à plenitude todos os sacrifícios de todas as religiões e, particularmente, aqueles do Antigo Testamento. Podemos até recordar as palavras da profecia de Malaquias, na qual Deus prometia a Israel um sacrifício perfeito ao seu nome: “Sim, do levantar do sol ao seu poente o meu nome será grande entre as nações, e em todo lugar será oferecido ao meu nome um sacrifício de incenso e uma oferenda pura” (1,11). Cristo, com seu sacrifício único e irrepetível, que entregou à sua Igreja para celebrá-lo até que ele venha, ofereceu este sacrifício, cumprindo a profecia.
Mas, quando a Igreja fala em sacrifício de Cristo, ela não pensa simplesmente no que aconteceu no Calvário. Toda a existência humana de Jesus teve um caráter sacrifical. O Autor da Carta aos Hebreus, falando do Cristo o momento de sua Encarnação, afirma: “Ao entrar no mundo, ele afirmou: ‘Tu não quiseste sacrifício e oferenda. Tu, porém, formaste-me um corpo. Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não foram do teu agrado. Por isso eu digo: Eis-me aqui, – no rolo do livro está escrito a meu respeito – eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,5). Jesus viveu a toda sua vida entre nós, desde o primeiro momento, no amor, no abandono, na obediência, como uma oferta sacrifical ao Pai para nossa salvação. Toda esta existência sacrifical e sacerdotal chegou ao máximo no sacrifício da cruz. Ali, naquele acontecimento tremendo, verificou-se a palavra da Escritura: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o extremo” (Jo 13,1). Assim sendo, quando celebramos a Eucaristia, é toda esta vida sacrifical, esta vida doada aos irmãos por amor ao Pai, que se torna presente sobre o altar para a nossa salvação. Mais ainda: como esta entrega, consumou-se com a resposta do Pai ao seu Filho, ressuscitando-o dentre os mortos, a Eucaristia é o próprio mistério pascal: no altar, torna-se misteriosamente presente a existência humana de Jesus inteira: seus dias entre nós, sua paixão, morte, sepultura, sua ressurreição e ascensão e até mesmo a certeza da sua vinda gloriosa: “Celebrando, agora, ó Pai, a memória da nossa redenção, anunciamos a morte de Cristo e sua descida entre os mortos, proclamamos a sua ressurreição e ascensão à vossa direita, e, esperando a sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos o seu Corpo e Sangue, sacrifício do vosso agrado e salvação do mundo inteiro” (Oração eucarística IV).
Porque é o sacrifício do próprio Cristo, Filho de Deus feito homem, numa total obediência amorosa ao Pai por nós, a Eucaristia é aquele sacrifício perfeito de que falava a profecia de Malaquias 1,11. É o que afirma a própria liturgia : “Por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito” (Oração Eucarística III). A Igreja oferece, pois, este santíssimo sacrifício, de eficácia e valor infinitos, pelos vivos e pelos mortos, por crentes e descrentes e até mesmo por toda a criação: “E agora, ó Pai, lembrai-vos de todos pelos quais vos oferecemos este sacrifício: o vosso servo, o Papa, o nosso Bispo, os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e todos os ministros, os fiéis que, em torno deste altar, vos oferecem este sacrifício, o povo que vos pertence e todos aqueles que vos procuram de coração sincero” (Oração Eucarística IV). Neste sacrifício perfeito e infinito, a Igreja louva, agradece, suplica, pede perdão, adora e intercede por si e pelo mundo inteiro, tudo isto unida ao próprio Cristo, seu Cabeça e Esposo. Por isso, nenhuma outra celebração se iguala ao sacrifício eucarístico em força, santidade e eficácia.
Celebrar este sacrifício santo nos compromete profundamente, seja pessoalmente seja como Igreja: “O cálice de bênção que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo?” (1Cor 10,16). Segundo estas palavras de São Paulo, participar da Eucaristia é participar da vida sacrifical de Jesus, é estar dispostos a fazer de nossa vida uma participação no seu sacrifício, completando em nossa existência o mistério da cruz do Senhor (cf. Cl 1,24). Em cada Eucaristia, com Jesus, oferecemos ao Pai a nossa própria vida. Eis como nossa participação no sacrifício eucarístico nos compromete profundamente. Não poderia participar desse Altar quem não estar disposto a se oferecer cada dia com Cristo e como Cristo: “Exorto-vos, portanto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus; este é o vosso culto espiritual. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito” (Rm 12,1-2).
Pode-se perguntar de que modo um acontecimento ocorrido há dois mil anos pode se tornar presente sobre o Altar. É importante compreender o que significa o “memorial”. Não significa simplesmente recordação ou memória. Nas Escrituras, memorial é dito zikaron e significa tornar presente, por gestos, símbolos e palavras, um fato acontecido no passado uma vez por todas. Uma vez ao ano, os judeus celebravam e celebram ainda hoje a Páscoa, memorial da saída do Egito. Nessa celebração, ele não somente recordam a passagem da escravidão para a liberdade, mas tinham e têm a consciência que, participando da celebração, participam realmente da própria libertação que Deus operara. Tanto isso é verdade que, ainda hoje, aquele que preside à celebração, diz assim: “Em toda geração, cada um deve considerar-se como se tivesse pessoalmente saído do Egito, como está escrito: ‘Explicarás então a teu filho: isto é em memória do que o Senhor fez por mim, quando saí do Egito’. Portanto, é nosso dever agradecer, honrar e louvar, glorificar, celebrar, enaltecer, consagrar, exaltar e adorar a quem realizou todos esses milagres por nossos pais e para nós mesmos. Ele nos conduziu da escravidão à liberdade, do sofrimento à alegria, da desolação a dias festivos, da escuridão a uma grande claridade e do cativeiro à redenção”. E, depois, acrescenta: “Bendito sejas tu, Adonai, nosso Deus, rei do universo, que nos redimiste, libertaste nossos pais do Egito, e nos permitiste viver esta noite para participar do Cordeiro, do pão ázimo e das ervas amargas”. Ora, é exatamente isso que a Eucaristia é: memorial da Páscoa do Senhor Jesus. Quando nós a celebramos, torna-se presente no nosso hoje, na nossa vida, na nossa situação, tudo quanto Jesus fez por nós, que alcança seu cume na sua morte e ressurreição. Deste modo, a Páscoa do Senhor está sempre presente e atuante na nossa vida e, através de Jesus e com Jesus, podemos dizer ao Pai como os judeus dizem: “é nosso dever agradecer, honrar e louvar, glorificar, celebrar, enaltecer, consagrar, exaltar e adorar a ti, Adonai, Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo!” Então, em cada missa torna-se presente, atuante, o único sacrifício pascal do Senhor, memorial de sua encarnação, de sua vida humana, de sua paixão, morte e ressurreição, de sua ascensão ao Pai e do dom do Espírito que ele nos fez! Resta apenas recordar que tudo isso acontece na força do Espírito Santo, aquele mesmo Espírito eterno no qual Jesus ofereceu-se ao Pai como vítima sem mancha (cf. Hb 9,14). É este Espírito Santo que, transfigurando o pão e o vinho, torna presente sobre o Altar o Cristo morto e ressuscitado, glorioso, mas trazendo eternamente as chagas da paixão, numa oferta eterna, que jamais passará. Diz a Encíclica sobre a Eucaristia: “A Igreja vive continuamente do sacrifício redentor, e tem acesso a ele não só através duma lembrança cheia de fé, mas também com um contacto atual, porque este sacrifício volta a estar presente, perpetuando-se, sacramentalmente, em cada comunidade que o oferece pela mão do ministro consagrado. Deste modo, a Eucaristia aplica aos homens de hoje a reconciliação obtida de uma vez para sempre por Cristo para humanidade de todos os tempos. Com efeito, o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. Já o afirmava em palavras expressivas S. João Crisóstomo: ‘Nós oferecemos sempre o mesmo Cordeiro, e não um hoje e amanhã outro, mas sempre o mesmo. Por este motivo, o sacrifício é sempre um só. […] Também agora estamos a oferecer a mesma vítima que então foi oferecida e que jamais se exaurirá’. A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica. O que se repete é a celebração memorial, a « exposição memorial de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrifical do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indireta ao sacrifício do Calvário” (Ecclesia de Eucharistia, 12).
Concluamos com as palavras do Santo Padre: “Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e realiza-se também a obra da nossa redenção. Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim, cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável. É esta verdade que desejo recordar mais uma vez, colocando-me convosco, meus queridos irmãos e irmãs, em adoração diante deste Mistério: mistério grande, mistério de misericórdia. Que mais poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um amor levado até ao “extremo” (cf. Jo 13,1), um amor sem medida” (Ecclesia de Eucharistia, 11).
Título Original: A Eucaristia como sacrifício
Foto: Web
Site: Dom Henrique
Editado por Henrique Guilhon

Deus lhe convida a pedir a sabedoria, pois, foi esta que concedeu a Salomão todas as outras coisas

Acampamento Clamando por milagres

Padre Roger Luís
Existem passos necessários para trilhar um caminho de milagres
Estamos concluindo um retiro espiritual. Fomos conduzidos com base no texto sagrado de Isaías 55, 6. Foi essa linha condutora de todos os momentos que vivemos o acampamento. Deus foi concreto conosco.

Padre Roger Luís – foto: arquivo cancaonova.com

O Livro da Sabedoria foi inspirado na vida de Salomão, é como se Salomão testemunhasse o que ele experimentou com Deus. Salomão surpreendeu a Deus, pedindo-lhe sabedoria e a graça de discernir entre o bem e o mal, Deus se compadece porque Salomão não pediu para vencer, para ser o maior e Deus resolve lhe dar todas essas coisas.
Somos convidados, como Salomão a dar esse passo e pedir a Deus sabedoria. Talvez você esteja pedindo milagres, um emprego nesse tempo de crise, mas Deus lhe convida a pedir a sabedoria, pois, foi esta que concedeu a Salomão todas as outras coisas. Foi isso que o fez viver bem a condução de seu reino, esta é uma das porta para o milagre.
Precisamos de sabedoria para enfrentar o mundo mal que vivemos. O mal tem vindo enfeitado de coisas lindas, com nome até de amor. Se não tivermos a graça da sabedoria corremos o risco de sucumbir, de nos perdermos. Somos salvos em Cristo Jesus.
Precisamos nos aproximar do Senhor que á sabedoria, Ele é a Palavra viva e eficaz. A sabedoria se fez carne, nós precisamos estar imersos nesta sabedoria. Precisamos buscar Jesus constantemente. Ele é a Palavra que nos vê e sonda os nossos corações. Precisamos ir a ele com insistência à fonte da sabedoria e discernimento.
Temos vias de hipnotismo, técnicas de marketing que tentam nos enganar. Não se sabe mais em quem confiar. Vemos técnicas usadas em novelas, filmes, músicas para tirar de nós valores. Se não buscarmos a sabedoria e pautarmos nossa vida na Palavra encarnada que é Jesus, vamos sucumbir e deixar o Cristo para seguir um falso messias, o anti-cristo.
Leia os evangelhos, se você tem dificuldade de entender os outros livros da Bíblia. Coloque em prática a Palavra, você não será dominado, manipulado, terá a sabedoria e discernimento entre o bem e o mal.
Este mesmo Salomão que teve toda sabedoria terminou sua vida humilhado. Deixou-se seduzir por suas mulheres, construiu templos pagãos e foi humilhado. Se não recorrermos frequentemente ao Senhor nos perderemos.
Damos oportunidades e de gotinha em gotinha ficamos distantes da Palavra, do Cristo por causa das coisas do mundo.
No Evangelho de hoje, o jovem aproxima-se de Jesus em uma atitude bonita, perguntando-Lhe o que deve fazer para alcançar a vida eterna. Isso acontece depois de Jesus exortar os apóstolos poque não deixavam as crianças se aproximarem Dele, o jovem viu todo acontecido e de joelhos questionou a Jesus o que lhe era necessário para alcançar a vida eterna, aquele jovem queria saber como fazia para ser como uma criança, tinha como intenção herdar a vida eterna.
Jesus lhe fala primeiro dos mandamentos referentes ao ser humano. O jovem diz que desde sua meninice já vive isso. Jesus lhe olha com amor e diz: “Só uma coisa te falta. Vai vende tudo o que tem, dá aos pobres, assim terá um tesouro no céu, depois vem e segue-me”. Aquele jovem era bonzinho, fazia o que estava prescrito. Agora era a hora de amar a Deus fazendo o que o Senhor lhe pedia além do prescrito, mas ele estava apegado ao amor e às coisas deste mundo.
Existem teologias que pregam que todos serão salvos, mas a doutrina da Igreja sempre ensinou que precisamos dar passos concretos dentro de nossas realidades de salvação. Jesus lhe olhou com amor, mas ele não deixou o olhar de Jesus penetrar em seu coração.

Padre Roger fala como deve ser um caminho para alcançar milagres. Foto: Arquivo Canção Nova

Ele não quer de nós, apenas cumprimentos de obrigação, quer que sejamos desapegados. O que estou dizendo está fundamentado no Concílio Vaticano II que nos convida à santidade.
Decisão é o primeiro passo no caminho de milagre
Decisão é o primeiro passo no caminho de milagres, segundo passo é ser generoso com Deus e o terceiro passo é o da purificação. Este é o caminho do milagre, da decisão certa.
A Igreja diz que precisamos ir a missa aos domingos, mas porque queremos ser santos vamos também durante a semana. A Igreja orienta a confessar uma vez por ano, mas porque amo a Deus vou além, quero ir todos os meses.
Alimente sua alma, dê o que você não tem obrigação de dar. Jesus nos chama a sermos generosos como o jovem da parábola.
Muitas vezes, quando somos perseguidos temos dificuldade de ver que Deus está conosco. Vá ao Senhor todos os dias e você vai experimentar o milagre da salvação.
Receber o Reino de Deus como uma criança é não ser apegado ao nome, não ter vaidade, preocupação com o futuro, mas deixar-se modelar, entregar-se ao Pai com confiança. Isto é trilhar um caminho de milagres.
Transcrição e adaptação: Rogéria Nair 
Adquira esta pregação pelo telefone: (12) 3186 – 2600
Padre Roger Luís
Sacerdote Comunidade Canção Nova
Título Original: Como trilhar um caminho de milagres
Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

Somente a oração nos abre realmente para o Senhor e nos dá a consciência do que somos e de quem Ele é

Dom Henrique Soares
 
Algumas observações sobre o evangelho de Lc 11,1-10.
A primeira coisa que nos deveria impressionar é que Jesus rezou. Ele, nosso Salvador, durante toda a sua existência rezou e mandou-nos rezar sem jamais desfalecer. É necessário que rezemos, pois sem a oração, Deus é reduzido a uma idéia fria e distante. Somente a oração nos abre realmente para o Senhor e nos dá a consciência do que somos e de quem Ele é. Quem reza vive na verdade, porque vê com o olhar de Deus. Quem não reza se torna ateu… Mesmo que diga que crê, viverá e sentirá como se Deus não existisse realmente.
Dom Henrique Soares
Ao pedido do discípulo – “Ensina-nos a rezar!” – Jesus responde com o Pai-nosso. Note, caro Visitante, que toda a tensão, todo o movimento dessa oração, modelo de toda oração cristã, é o Deus a quem Jesus chamava de “Pai”! Rezar como Jesus é abandonar-se amorosamente nas mãos do Senhor, participando da experiência do Filho Amado: Deus é o Papai querido! Rezar como cristão é experimentar-se filho no Filho Jesus, aconchegando-se, assim, no Coração do Pai do céu. Sendo assim, note como Jesus nos ensina a nada mais pedir, a não ser que o nome de Deus (Pai!) seja santificado em nossa vida e que, assim, o seu Reino aconteça em nós e no coração do mundo. Somente depois é que o Senhor nos ensina a pedir por nossas necessidades, com a certeza de que tudo é dom do Pai e esse Pai é presença na miudeza de nossa pobre vida. Deus não é Deus de longe somente, mas de perto, de pertinho de nós…
Importante também da dimensão comunitária do cristianismo e da oração cristã: Deus não é somente meu Pai; é Pai nosso. Jesus não nos ensina a pedir somente o meu pão, mas o pão nosso! Ninguém será verdadeiramente cristão se pensar que pode sê-lo de modo isolado e egoístico! Abrir-se para Deus é abrir-se para o mundo!
Depois Jesus, de modo impressionante, ensina-nos a ser persistentes na oração de súplica. Pedir, bater, procurar… O Senhor nos escuta e acolhe nossas súplicas. Mas, aquele que reza em nome de Jesus e como Jesus, dirá sempre: “Não se faça a minha vontade, mas a tua seja feita!” E assim experimentará sempre que o Pai nos atende, preocupa-se conosco e dá-nos conforme a sua infinita sabedoria… Se rezarmos como Jesus, ainda que não compreendamos bem o que nos acontece, diremos sempre: “Por tudo e pra sempre: obrigado, Senhor!”
Finalmente, Jesus nos explica que o Dom que a oração nos obtém não são primeiramente coisas, mas o Dom por excelência: o Espírito Santo de Jesus, que nos dá os sentimentos e as atitudes do Cristo e nos joga no coração do Pai! Este é o grande Dom, pois nos abre o verdadeiro sentido da existência!
Rezemos sempre, sem jamais desfalecer! Descobriremos a presença de Deus nos nossos caminhos, veremos o sentido profundo de tudo quanto nos acontece e seremos sábios realmente, descortinando o verdadeiro sentido da vida!
Título Original: Quando orardes, dizei: Pai!   
Fotos: Web
Site: Dom Henrique
Editado por Henrique Guilhon

Maria, uma mulher como qualquer outra? Veja porque não

Dicionário da Fé
Resposta do Dicionario da Fé 
Qual mulher concebeu sem sêmen de um homem(Lc 1,35)?
Qual mulher que é “cheia de graça”(Lc 1,26) ?
A qual mulher “todas as gerações chamarão de Bem Aventurada”(Lc 1,48) ?
Em qual mulher “o Poderoso fez maravilhas “(Lc 1,49)?
Qual mulher concebeu o Filho de Deus, por obra do Espírito Santo(Lc 1,35) ?
Qual mulher é “Mãe do meu Senhor”(Lc 1,40)? 
TUDO ISSO E MUITO MAIS… É UMA MULHER QUALQUER ? 
Fora falsários, enganadores do povo humilde!!! 
– 500 ANOS DE MENTIRAS PROTESTANTES… AGORA BASTA !!!
Título Original: Maria é uma mulher como outra qualquer.
Foto: Web
Site: Dicionário da Fé
Editado por Henrique Guilhon

Conciliando fé e razão – É possível?

Foto: 61583532, GoneWithTheWindStock, iiStock by Getty Imgaes

Mariana Miranda Nascimento

Somente a fé, acompanhada da humildade, faz-nos compreender aquilo que é invisível a nossos olhos
Para aqueles que não acreditam em Deus, a fé seria incompatível com a razão, mas mal sabem eles o tanto que elas têm em comum, a começar pelo fato de que ambas são conferidas ao homem por Deus. A Palavra nos ensina: “A fé é um modo de já possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se veem.” (Hebreus 11,1)
Nós cristãos cremos que a verdade se encarnou no meio de nós quando Deus Pai enviou Seu Filho único, Jesus Cristo, para nos salvar. Ele, que está vivo no meio de nós, há mais de 2 mil anos foi chicoteado, humilhado e crucificado por amor a cada um de nós, para que fôssemos livres, libertos do jugo do pecado. O amor de Jesus por nós é infinito, único, pleno e incondicional.
Quando um filósofo/cientista é tocado por essa realidade, tudo fica claro e compreensível, não mais existem aquelas obscuridades ou contradições que antes os faziam renegar a religião. Como que seus olhos se abrem e tudo passa a fazer sentido. Ele compreende ser dependente de Deus, Pai amoroso e de eterna bondade.
A misericórdia de Deus é infinita, não há limites para ela. A misericórdia é capaz de nos alcançar em qualquer situação de pecado e descrença; mas o nosso entendimento é limitado e imperfeito (1 Coríntios 13,12). Quando achamos que sabemos de tudo, aí é que não sabemos de nada mesmo; e quando procuramos saber mais do que podemos, estamos sendo insensatos (Eclo 3,20-26).
Somente a fé, acompanhada da humildade, faz-nos compreender aquilo que é invisível a nossos olhos. Como dizia Santo Agostinho, “é preciso crer para compreender, e compreender para crer”.
“Tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Salmo 119, 105). Não existe a “fé cega”, tal como muitos a denominam. Aquele que crê está andando sob a luz. Como o fogo de uma vela, a fé ilumina nossos passos e aquece o nosso coração; e quanto maior é a chama, mais calor produz, alcançando também aqueles que estão próximos de nós, mesmo aqueles que não acreditam em Deus. Por isso, precisamos de uma fé viva, prática, concreta, acompanhada de gestos de amor e de humildade, pois somente o amor constrói (I Coríntios 8,1). E a fé, sem obras, está completamente morta. (Tiago 2, 17).
Assim, a nossa fé precisa ser fortalecida diariamente pela oração, pela leitura da Palavra e pela Eucaristia, para que possa transparecer em nossas atitudes, a fim de que os nossos irmãos que ainda não acreditam sintam-se tocados e convencidos de que estamos do lado da verdade, como aconteceu com Leah Libresco, famosa defensora do ateísmo, e que recentemente recebeu o sacramento do batismo.
Para finalizar, deixo essa passagem de uma carta de São Paulo aos Romanos: “Se, pois, com tua boca confessares que Jesus é o Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, será salvo. É crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando com a boca que se consegue a salvação. Pois a Escritura diz: “Todo aquele que nele crer não será confundido”. Não há distinção entre judeu e grego, pois Ele é o Senhor de todos, rico para com todos aqueles que O invocam. Porque todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo. Porém, como invocarão Aquele no qual não acreditaram? Como poderão acreditar, se não ouviram falar d’Ele? E como poderão ouvir, se não houver quem O anuncie? Como poderão anunciar se ninguém for enviado?” (Romanos 10,10-15).
Titulo Original: SERÁ POSSÍVEL A CONCILIAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO?
Site: Destrave
Editado por Henrique Guilhon
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