Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Posts marcados ‘Doutrina’

Aparentemente nos é mostrado como algo inocente, uma simples festa para o entretenimento; mas o que poucos sabem é o que está por detrás desta data, e o que os Satanistas comemoram!

Blog Canção Nova – Livres de todo mal
Não é de hoje que renomados Exorcistas do mundo inteiro tem chamado a atenção para os cuidados que os cristãos precisam ter quando se fala da Festa de Halloween!
Aparentemente nos é mostrado como algo inocente, uma simples festa para o entretenimento; mas o que poucos sabem é o que está por detrás desta data, e o que os Satanistas comemoram!
Padre Paulo Ricardo, nos traz uma afirmação que nos ajuda a compreender o quão grave é se envolver com a “Festa” de Halloween:
“Como numa paródia, o diabo inventou a comemoração do Dia das Bruxas, que contém uma miséria escondida porque celebra as pessoas condenadas ao inferno. Muitos acham que o inferno não existe porque Deus é Misericórdia, mas é preciso entender que o inferno existe porque o homem é livre, ou seja, nós podemos ou não escolher entrar na felicidade eterna. É importante lembrar que nossa alma ainda está em risco, podemos ser salvos, mas ainda podemos nos perder”
No vídeo abaixo, o Exorcista português, Padre Duarte Lara, nos traz dados e fatos impressionantes sobre a relação do Halloween com o Satanismo!
Assista:

Deus abençoe você!
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Título Original: O perigo do Halloween, explicado por um Exorcista!
Site: Blog Canção Nova – Livres de todo mal
Editado por Henrique Guilhon

O culto aos anjos biblicamente

 
Breviário
O culto aos anjos não foi proibido por São Paulo ao falar dele em Colossenses 2, 16-19:
“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; A realidade é Cristo.
Ninguém vos roube a seu bel-prazer a palma da corrida,sob pretexto de humildade ou culto aos anjos. Desencaminham-se essas pessoas em suas próprias visões e , cheias do vão orgulho de seu espírito materialista, não se mantêm unidas à Cabeça da qual todo o corpo, pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus.”
Esse texto, mal interpretado , é usado pelos não católicos como argumento para dizer que a Igreja Católica criou uma heresia.
É preciso entender que esse texto na íntegra fala das várias observâncias, objetos de discussão entre os cristãos e os doutores judaizantes.
Quem condenava os cristãos “pelo comer e pelo beber”, senão os fariseus que já haviam condenado os discípulos de Cristo por esse mesmo motivo, por violarem as proibições da Tradição dos Antigos?
Quem, senão os fariseus, poderia condenar os cristãos por causa de “um dia de festa”, “lua nova” ou “sábado”?
Evidentemente quem isso fazia eram os ciosos guardiães da Tradição dos Antigos , os fariseus e seus discípulos.
E quem falava, naquele tempo, sobre o culto aos anjos, propondo uma doutrina gnóstica descrevendo as visões da Merkabah, o anjo Uriel, o anjo Metraton, o anjo Melquisedec, etc, que não são citados na tradição bíblica, daí serem visões próprias, eram os fariseus.
É importante entender que o Apóstolo diz que ninguém nos engane com pretexto de humildade e culto dos anjos, ele não está dizendo que ser humilde ou cultuar os anjos é ruim e contrário aos ensinamentos bíblicos, pois há muitas passagens que mostram esse culto.
Ele está dizendo que alguns sob pretexto de humildade e do culto aos anjos procuram seduzir os fiéis para uma nova doutrina que não se “mantêm unida à Cabeça (Jesus Cristo) da qual todo o corpo (a Igreja), pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus.”
São Paulo faz uma crítica às seitas heréticas, gnósticas, que começavam a nascer e deturpar o ensinamento cristão, mas de nenhum modo combate ou critica o culto aos Anjos, conforme ensinado pela Bíblia, culto de veneração(Gen 19,1), tendo-os como modelos de fé e de oração (ICor 13,1):
“14 e aquilo que na minha carne era para vós uma tentação, não o desprezastes nem o repelistes, antes me recebestes como a um anjo de Deus, mesmo como a Cristo Jesus.”(Gal 4,14)
 
Outras passagens que são usadas para criticar o culto aos Anjos são:
10 Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. (Apo 19,10)
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. (Apo 22,8-9)
Nessas duas passagens, vemos que João se ajoelha para adorar um Anjo, e isso é criticado, mas na passagem do Gênesis vemos Abraão, Ló e Balaão que se ajoelham diante de Anjos, mas não são repreendidos por eles:
2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra, 
(Gen 18,2)
À tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber; prostrou-se com o rosto em terra, (Gen 19,1).
Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra. (Nm 22,31)
Podemos concluir, pois, que não é proibido o culto, ajoelhar-se, reverenciar os Anjos, o que é proibido é adorá-los.
Não é o gesto em si ( ajoelhar-se) que é condenado, mas a intenção (de adorar) com que o Apóstolo fazia isso.
E isso a Igreja diferencia em seu culto, reverenciando os servos de Deus (culto de dulia) e adorando o Único Deus, a Trindade Santa, Pai, Filho e Espírito Santo (culto de Latria).
Veneração dos Anjos na Bíblia:
E Davi, levantando os olhos, viu o anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, tendo na mão uma espada desembainhada estendida sobre Jerusalém. Então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos.
(1 Cron 21,16)
E, virando-se Ornã, viu o anjo; e seus quatro filhos, que estavam com ele, se esconderam. Ora, Ornã estava debulhando trigo.
(1 Cron 21,20)
Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face.
(Jz 6,22)
Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.
(Mt 18,10)
Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João;
(Lc 1,13)
Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus.
(Lc 1,30)
O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo:
(Lc 2,10)
[Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.]
(Jo 5,4)
Portanto, a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos.
(1 Cor 11,10) 
Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade.
(1 Tm 5,21)
Deus ordena que se façam imagens de Anjos (querubins), para ornamentar a Arca da Aliança, simbolizando o quão ela era sagrada e já mostrando o valor da venração. E isso não é idolatria: 
“18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.
19 Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.
20 Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.” (Ex 25, 18-20)
Do mesmo modo, também foram feitas imagens de Anjos e outras figuras (I REIS 6,35) para ornamentar o Templo, assim como temos imagens em nossas igrejas católicas e isso foi agradável a Deus, pois ” a glória do Senhor encheu o templo” (I REIS 8, 10-11). 
Leiamos o trecho sobre as imagens de Anjos feitas para o Templo de Jerusalém, tirado do I Livro dos Reis, 6, 23-29: 
“23 No oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um com dez côvados de altura.
24 Uma asa de um querubim era de cinco côvados, e a outra de cinco côvados; dez côvados havia desde a extremidade de uma das suas asas até a extremidade da outra.
25 Assim era também o outro querubim; ambos os querubins eram da mesma medida e do mesmo talho.
26 Um querubim tinha dez côvados de altura, e assim também o outro.
27 E pôs os querubins na parte mais interior da casa. As asas dos querubins se estendiam de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a do outro na outra parede, e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra.
28 Também cobriu de ouro os querubins.
29 Quanto a todas as paredes da casa em redor, entalhou-as de querubins, de palmas e de palmas abertas, tanto na parte mais interior como na mais exterior.”
Podemos orar diante das imagens, pois nossa oração é direcionada para aquele, ou aqueles que elas representam como os israelitas diante da imagem da serpente de bronze (Num 21, 8-9) ou diante da Arca, símbolo da presença de Deus (Números 7,89; 10,35) , diante dos querubins da Arca (Ex 25, 18-22) e do templo (IRe 6, 35)
Podemos e devemos orar aos Anjos, pois o que é orar, rezar se não conversar com eles? E isso vemos em muitas passagens, como nessas:
Respondeu Balaão ao anjo do Senhor: pequei, porque não sabia que estavas parado no caminho para te opores a mim; e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.
(Nm 22,34)
15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.
(Jz 13,15) 
Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra!
(Sal 103,20)
Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas hostes!
(Sal 148,2)
Então perguntei: Meu Senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei o que estes são.
(Zac 1,9)
Eu perguntei ao anjo que falava comigo: Que é isto? Ele me respondeu: Estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
(Zac 1,19)
Podemos pedir a Deus que nos envie seu Anjo para nos instruir:
“8 Então Manoá suplicou ao Senhor, dizendo: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.
9 Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez ter com a mulher, estando ela sentada no campo, porém não estava com ela seu marido, Manoá.” (Jz 13,8-9)
Um trecho bíblico interessante, para entendermos o culto aos Anjos, é o do livro dos juízes capítulo 13, versículos 15 ao 20:
“15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.
16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor).
17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? – para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.
18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso?
19 Então Manoá tomou um cabrito com a oferta de cereais, e o ofereceu sobre a pedra ao Senhor; e fez o anjo maravilhas, enquanto Manoá e sua mulher o observavam.
20 Ao subir a chama do altar para o céu, subiu com ela o anjo do Senhor; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra.”
Nesse texto, vemos a oração feita ao Anjo, em veneração:
“Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.”
O Anjo não impede a veneração, as honras que Manoá quer fazer (detê-lo, que fique mais com eles em virtude honras que queira prestar-lhe), mas a adverte que holocaustos devem ser oferecidos a Deus. 
Ou seja, uma coisa é honrar os Anjos, venerá-los, isso é justo, mas outra é adorá-los, isso é condenável:
“16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor). “
Mas adiante, vemos claramente que o Anjo não repudia o Culto de veneração:
“17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? – para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.
18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso? “
Manoá diz claramente querer honrar o Anjo, esse não a critica, apenas se recusa a dizer seu nome, pois é maravilhoso.
Título Original – CULTO AOS ANJOS – NA BÍBLIA
Site: Breviário
Editado por Henrique Guilhon

Corpus Christi: “Deus se faz próximo!”. A hóstia consagrada não simboliza Jesus, é o próprio Jesus

Padre Gustavo Uchôa/ Foto: Arquivo Pessoal – Padre Gustavo

 
Notícias Canção Nova
Padre Gustavo Uchôa incentiva fiéis a refletirem sobre a solenidade de Corpus Christi vivida pela Igreja nesta quinta-feira, 20

Julia Beck,
Da redação
“A solenidade de Corpus Christi nos interpela a viver como homens e mulheres eucarísticos, isto é, em ação de graças a Deus, fazendo da vida uma doação”. A reflexão é do padre Gustavo Uchôa, pároco da Igreja Nossa Senhora Aparecida e Santo Expedito — localizada em Lorena (SP), e faz referência à solenidade Corpus Christi, também conhecida como celebração do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, que será vivida pela Igreja nesta quinta-feira, 20.
Historicamente, o sacerdote recorda que a data dedicada a Corpus Christi surgiu no século XIII quando foi promulgada pelo Papa Urbano IV. “Precedente à promulgação ocorriam festejos populares em honra ao Santíssimo Sacramento, atos devocionais que inspiraram a oficialização em forma de solenidade litúrgica. No coração do povo de Deus estava o amor pela Eucaristia que se expressava em atos devocionais, posteriormente adotados pela Igreja, uma vez que não havia contradição neste sensus fidei e, de fato, a Eucaristia deve ser celebrada como Mistério central de nossa fé”, completou.
A celebração reúne todos os anos milhares de fiéis no Brasil e no mundo e apresenta um significado singular para todos os crentes. Padre Gustavo citou São João Paulo II para explicar o valor da solenidade.
“Como disse São João Paulo II: ‘A Igreja vive da Eucaristia’. Logo, celebrar Corpus Christi é uma expressão do que há de mais sublime de nossa fé. Intimamente ligada ao Mistério Trinitário, uma vez que celebrada na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade, temos a percepção de que Deus se faz próximo, ‘o verbo divino se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1,14), a grandeza deste Mistério torna-se simples, humilde, o Senhor inteiramente entrega-se a nós”, observou o sacerdote.
A confecção de tapetes para honrar o Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor é uma tradição que, de acordo com padre Gustavo, incentiva todos os católicos a pensarem no amor dedicado a Jesus. O sacerdote destacou também a procissão da Eucaristia pelas ruas, vilas e cidades, e recordou o ato de caminhar pelos povoados da Galileia, realizado por Jesus durante sua vida terrena.
Procissão de Corpus Christi / Foto: Wesley Almeida – Arquivo CN
“Por onde Jesus passava tocava corações com sua presença. Hoje queremos que o Senhor passe entre nós, queremos ser tocados por Ele, por isso preparamos tudo, queremos manifestar-Lhe nosso carinho, reverência, adoração. Por trás do gesto concreto da ornamentação das ruas está muito mais que tradição, está um ato de fé de gente que canta: ‘Também sou teu povo, Senhor, e estou nessa estrada, Tu és alimento na longa jornada!’”, afirmou padre Gustavo.
A procissão realizada pelos fiéis é também vista pelo padre como uma forma de os católicos testemunharam aquilo que acreditam e celebram. “Na Santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja. O Senhor doando-se sem reservas ensinou-nos que ‘não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida’ (Mt 20,28). Na Eucaristia está o ensinamento do Senhor que nada guarda para si, nem sequer seu Corpo e Sangue, pois tudo oferece”, refletiu.
Para a solenidade deste ano, o sacerdote incentivou os católicos a caminharem pelas ruas e se questionarem: “Também passo pelas ruas, pelas pessoas, por encontros doando minha vida? Tenho reservado tudo para mim e nada para os outros?”.
Tradicional tapete de Corpus Christi/ Foto: Wesley Almeida – Arquivo CN
Ao longo de sua peregrinação terrena, o sacerdote recorda que Jesus Cristo se encontrava com pessoas que acreditavam e viviam de modo diferente do seu, pois não eram judeus, como o oficial romano (Lc 7,1-10), a mulher cananeia (Mt 15, 21-28), a samaritana (Jo 4, 1-29), dentre tantos outros encontros: “Todavia, não lhes impedia de se aproximarem, cada encontro era único. Toda a vida de Jesus, a sua forma de tratar os pobres, os seus gestos, a sua coerência, a sua generosidade simples e quotidiana e, finalmente, a sua total dedicação, tudo é precioso”, afirmou o religioso.
“Quando o Senhor Jesus presente na Eucaristia passa em nosso meio quantas possibilidades de encontros? Quantos ainda não O conhecem? Quantos se sentem perdidos?”, indagou padre Gustavo. O sacerdote prosseguiu: “Talvez, deste testemunho de fé surja o despertar para Aquele que é ‘o Caminho, a Verdade, e a Vida’ (Jo 10,10). Deixando nossos templos propagamos o que cremos. Além disso, como homens e mulheres que creem na Eucaristia passamos a anunciar Cristo, mais que isto, somos cristóforos, (Χριστόφορος), portadores de Cristo. Somos promotores de novos encontros com Ele”.
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Titulo Original: Padre sobre solenidade de Corpus Christi: “Deus se faz próximo!”
Site: Notícias Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

O que é o mistério da Santíssima Trindade?

Prof. Felipe Aquino
Quem é Deus?
Antes de tudo é preciso explicar que a palavra “mistério” não quer dizer algo que seja impossível de existir ou de acontecer; mistério é apenas algo que a nossa inteligência não compreende. Se você, por exemplo, não é físico, a teoria da relatividade de Einstein é um mistério para você, mas não é para os físicos. Se você não é biólogo a complexidade da célula, dos cromossomos e dos gens pode ser um mistério, mas não é para aquele que estudou tudo isso.
Ora, Deus é um Mistério para todos nós, porque a Sua grandeza infinita não cabe na nossa inteligência limitada de criatura. Se entendesse Deus, este não seria o verdadeiro Deus. O Criador não pode ser plenamente entendido pela criatura; isto é lógico, é normal e é correto. Depois de tentar de muitos modos desvendar o Mistério da Santíssima Trindade, Santo Agostinho (+430) abdicou: “Deus não é para se compreendido, mas para ser adorado!”
A criatura adora o seu Criador, mesmo sem o compreender perfeitamente. O pecado dos demônios foi não querer adorar a Deus seu Criador; quiseram ser deuses.
O Mistério da Santíssima trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode-se dar a conhecer, revelando-se como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Jesus sobretudo quem revelou o Pai, Ele como Deus, e o Espírito Santo; isto não foi invenção da Igreja.
A verdade revelada da Santíssima Trindade está nas origens da fé viva da Igreja, principalmente através do Batismo. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13,13; cf. 1Cor 12,4-6; Ef 4,4-6) já pronunciavam os Apóstolos.
Deus é o Infinito de todas as potencialidades que possamos imaginar. Ele é Incriado; não foi feito por ninguém, não teve principio e não terá fim; isto é, é Eterno. A criatura não é eterna, pois um dia ela começou a existir; não era, e passou a ser, porque o Incriado a criou num ato de liberdade plena e de amor. O fato de você existir já é uma grande prova do amor de Deus por você; Ele quis que você existisse e o criou.
Deus é espírito (Jo 4, 24) não é feito de matéria criada, pois foi ele quem criou toda matéria que existe fora do nada; logo não poderia ter sido feito de matéria. Muitos têm dificuldade de entender a existência de um ser não carnal, espiritual, como os Anjos, Deus e a nossa alma; mas eles existem de fato. Ora, você não vê a onda eletromagnética que leva o sinal do rádio e da tv, mas você não duvida de que ela exista. Da mesma forma você não pode ver os anjos e a alma, mas eles existem.
Deus é Perfeitíssimo; Nele não há sombra de defeito ou de erro; Ele não pode se enganar e não pode enganar ninguém; não pode fazer o mal. Ninguém pode acusar Deus de fazer o mal; Ele só pode fazer o bem. Ele pode “permitir” que o mal nos atinja para a nossa correção (Hb 12, 4ss) e mudança de vida; mas Ele nunca pode criar o mal e nos mandar o mal. O mal vem da nossa imperfeição como criatura e do nosso pecado (Rm 6,23).
Deus é Onipotente (Gn 17,1; 28,3; 35,11; 43,14; Ex 6,3; Ap 1,8; 4,8; 11,17; 16,14; 21,22); pode tudo; nada lhe é impossível. “A Deus nada é impossível” (Lc 1, 37) disse o Arcanjo Gabriel a Maria na Anunciação. Não há alguma coisa que você possa imaginar que Deus não possa fazer simplesmente com o seu querer. Basta um pensamento Seu, uma Palavra, e tudo será feito porque Ele tem poder Infinito. Por isso só Deus pode criar, só Ele pode “tirar algo do nada”; só Ele pode chamar à existência um ser que não existia; a partir do nada. Para fazer um bolo a cozinheira precisa da matéria prima; Deus não precisa. A cozinheira “faz” o bolo, Deus “cria” a partir do nada.
Deus também é Onisciente; quer dizer sabe tudo; ninguém consegue esconder nada de Deus; Ele tudo vê. Deus é Onipresente (Sl 139,7; Sb 1,7; Eclo 16,17-18; Jr 23,24; Am 9,2-3; Ef 1,23); está em toda parte, porque é puro espírito. Diz o Salmista: “Senhor, Vós me perscrutais e me conheceis. Sabeis tudo de mim, quando me sento e me levanto… Para onde irei longe de teu Espírito? Para onde fugirei apartado de tua face? Se subir até os céus, Vós estais ali, se descer para o abismo eu Vos encontro lá” (Sl 138,1-7).
E Deus é muito mais; Deus é nosso Pai amoroso com ensinou Jesus. É Amor (1Jo 4,8.) É fonte de vida e santidade (Rm 6,23; Gl 6,8; Ef 1,4-5; 1Ts 4,3; 2Ts 2,13-17). É ilimitado (1Rs 8,27; Jr 23,24; At 7,48-49). É misericordioso (Ex 34,6; 2Cr 30,9; Sl 25,6; 51;1; Is 63,7; Lc 6,36; Rm 11,32; Ef 2,4; Tg 5,11). É o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis (Gn 1,1; Jó 26,13; Sl 33,6; 148,5; Pv 8,22-31; Eclo 24,8; 2Mc 7,28; Jo 1,3; Cl 1,16; Hb 11,3). É o Juiz do universo (1Sm 2,10; 1Cr 16,33; Ez 18,30; Mt 16,27; At 17,31; Rm 2,16; 2Tm 4,1; 1Pd 4,5).
Deus é uno (Dt 32,39; Is 43,10; 44,6-8; Os 13,4; Ml 2,10; 1Cor 8,6; Ef 4,6); não pode haver mais de um Deus simplesmente pelo fato de que se houvesse dois deuses, um deles seria inferior ao outro; e Deus não pode ser inferior a nada; Ele é absoluto.
A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: “a Trindade consubstancial”, ensinou o II Concílio de Constantinopla em 431 (DS 421). As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Concílio de Toledo, em 675, DS 530).
“Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).
“Deus é único, mas não solitário” disse o Papa Dâmaso (Fides Damasi, DS 71). “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede” (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804). A Unidade divina é Trina.
“Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331).
O Símbolo Quicunque de Santo Atanásio assim explicava: “A fé católica é esta: que veneremos o único Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra, a do Filho, outra, a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, coeterna a majestade” (DS 75).
A Santíssima Trindade e inseparável naquilo que são, e da mesma forma o são naquilo que fazem. Mas na única operação divina cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo.
Pela graça do Batismo “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19) somos chamados a compartilhar da vida da Santíssima Trindade, aqui na terra, mesmo na obscuridade da fé, e para além da morte, na luz eterna. Esta é a nossa magnífica vocação.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!
Prof. Felipe Aquino
Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Site: Cléofas 
Editado por Henrique Guilhon

Novo documento do Vaticano bate forte na Ideologia de Gênero

O Catequista
A Congregação para a Educação Católica lançou hoje um documento chamado “Homem e Mulher os criou”, que traça uma abordagem para as questões de gênero nas instituições católicas de ensino. Também dá algumas diretrizes para a atuação de educadores católicos, mesmo fora de instituições confessionais.
Segundo o Cardeal Giuseppe Versaldi, prefeito da congregação, o documento procura diferenciar a ideologia de gênero que, segundo o Papa Francisco pretende “impor-se como um pensamento único que determine a educação infantil”, dos estudos de gênero, que aprofundam adequadamente as diferenças entre homens e mulheres nas diversas culturas. Essa diferença precisa ser estabelecida para que se possa abrir um justo diálogo com as áreas de estudo, deixando de lado a imposição ideológica.
Partindo disso, o cardeal afirma que “o documento traça a história, concentra-se em pontos de encontro razoáveis e propõe a visão antropológica cristã” como via para a educação.
O documento é dividido em 3 partes principais: ouvir, analisar e propor. Abaixo, um breve resumo de cada uma.
OUVIR
É uma seção de diagnóstico.
Um breve histórico demonstra como uma legítima preocupação pelo reconhecimento da igualdade de homens e mulheres em dignidade acabou sendo manipulada ideologicamente para construir uma identidade totalmente individualista e desvinculada da verdadeira humanidade.
“Esta ideologia induz a projetos educativos e a orientações legislativas que promovem uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculada da diferença biológica entre masculino e feminino. A identidade humana é entregue a uma opção individualista, mutável com o tempo, expressão do modo de pensar e agir, hoje difundido, que confunde « a liberdade genuína com a ideia de que cada um julga como lhe parece, como se, para além dos indivíduos, não houvesse verdades, valores, princípios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir »”. (22)
ANALISAR
Essa seção considera, à luz da razão, os motivos pelos quais a “ideologia de gênero” deve ser entendida como um erro que vem tentando se impor como resposta (evidentemente errada) à uma demanda justa da sociedade por igual dignidade entre sexos e respeito aos indivíduos.
Aqui o documento fala da impossibilidade de um terceiro “gênero” do ponto de vista médico/biológico, aponta a importância da alteridade sexual para construção de identidade do indivíduo e lembra que a complementariedade fisiológica entre homens e mulheres é a única condição que torna viável a procriação.
O texto é claro ao enfatizar que, embora se possa lançar mão de recursos técnicos para permitir a geração de filhos entre pessoas do mesmo sexo, tal conduta não condiz com a dignidade que se deve dar à reprodução humana.
“(…) o uso das tecnologias não equivale à concepção natural, na medida que comporta manipulação de embriões humanos, fragmentação da parentalidade, instrumentalização e/ou mercantilização do corpo humano, sem esquecer a redução da criança a um objeto de uma tecnologia científica”. (24)
PROPOR
Feita a identificação dos problemas relacionados à “ideologia de gênero”, o documento propõe que a educação católica retome a Antropologia Cristã como base para a estruturação do percurso educativo.
“(…) sem uma clarificação convincente da antropologia sobre a qual se funda o significado da sexualidade e da afetividade não é possível estruturar de modo correto um percurso educativo coerente com a natureza do homem como pessoa, com o fim de orientá-lo para a plenitude da sua identidade sexual no contexto da vocação ao dom de si. E o primeiro passo desta clarificação antropológica consiste no reconhecimento que « também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece ». (…)” (30)
O documento coloca a família como “o lugar natural no qual a comunhão entre homens e mulheres encontra plena atuação” (36) e, portanto, deve ser o grande ponto de referência para a educação.
É pedido que as escolas católicas, atuando com as famílias, tornem-se verdadeiras comunidades educativas. Aos educadores católicos, o documento pede que mesmo atuando em escolas não católicas, devem dar “testemunho da verdade sobre a pessoa humana e estar a serviço da sua promoção” (40).
O documento finaliza reconhecendo a existência de um grande desafio: o de acolher respeitosamente as diferentes inclinações existentes hoje em dia, abrindo um diálogo franco e sincero, mas propondo a única via que de fato responde às verdadeiras exigências humanas.
A proposta cristã supera qualquer tentativa ideológica de responder ao homem. Aos educadores católicos, pede-se caridade e testemunho.
“Para além de qualquer reducionismo ideológico ou relativismo homologante, as educadoras e os educadores católicos – na correspondência à identidade recebida da inspiração evangélica – são chamados a transformar positivamente os desafios atuais em oportunidades, percorrendo os caminhos do acolhimento, da razão e da proposta cristã, e também testemunhando com as modalidades da própria presença a coerência entre as palavras e a vida.” (54)
O documento é lúcido e riquíssimo! Se você trabalha com educação ou se interessa pelo tema, leia o texto completo em português clicando aqui.
Site: O Catequista
Editado por Henrique Guilhon

O surpreendente dia em que o próprio diabo foi obrigado a louvar a Imaculada Conceição de Maria

Aleteia
Durante um exorcismo na Itália em 1823, dois sacerdotes dominicanos fizeram o diabo reconhecer o dogma que seria promulgado 30 anos depois.
8 de dezembro de 1854: o papa Pio IX promulga o dogma da Imaculada Conceição de Maria.
25 de março de 1858: na festa da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem aparece em Lourdes para Santa Bernadete e confirma o dogma dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Mais de trinta anos antes, porém, outro fato sobrenatural e surpreendente confirmou a Imaculada Conceição da Virgem Mãe de Deus. E quem a confessou foi alguém que jamais esperaríamos que o fizesse.
Era o ano de 1823. O diabo tinha possuído um jovem analfabeto de apenas 12 anos de idade, residente na atual província italiana de Avellino, na região da Apúlia. Estavam na cidade dois religiosos dominicanos, o pe. Gassiti e o pe. Pignataro, ambos autorizados pelo bispo a realizar exorcismos.
Os sacerdotes fizeram uma série de perguntas ao diabo que possuía o garoto e, entre elas, uma foi sobre a Imaculada Conceição.
O diabo confessou que a Virgem de Nazaré jamais tinha estado sob seu poder: nem mesmo no primeiro instante de sua vida, pois ela já foi concebida “cheia de graça” e toda de Deus.
Embora seja o “pai da mentira”, o diabo pode ser obrigado no exorcismo a dizer a verdade, inclusive em matéria de fé. Foi assim que os dois sacerdotes exorcistas o obrigaram a reverenciar Nossa Senhora e a louvar a sua Conceição Imaculada na forma de versos.
Humilhado, o diabo se viu forçado em nome de Cristo a cantar a glória de Maria mediante um soneto em italiano, perfeito em construção e em teologia!
Reproduzimos o original italiano e, em seguida, a tradução ao português:
Em italiano:
Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
e son figlia di Lui, benché sua Madre;
ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.
Egli è mio creator ed è mio Figlio,
son Io sua creatura e gli son Madre;
fu prodigo divin l’esser mio Figlio
un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.
L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.
Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
o senza macchia s’ha da dir la Madre.
Em português:
Sou verdadeira mãe de um Deus que é Filho,
E sou sua filha, ainda ao ser sua mãe;
Ele de eterno existe e é meu Filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.
Ele é meu Criador e é meu Filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu Filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.
O ser da mãe é quase o ser do Filho,
Visto que o Filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao Filho;
Se, pois, do Filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o Filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon
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