Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

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A cruz era um símbolo de vergonha antes de Jesus Cristo, mas depois dEle tornou-se símbolo de vitória

Front Católico
Tarde dessas, passando diante da centenária igreja de São João Batista, no histórico bairro do Brás, em São Paulo (SP), terminava de traçar o Sinal da Cruz sobre minha fronte e peito quando ouvi um murmurar vindo de trás de mim: “O que é que você está fazendo, moço?” – Olhei e vi uma senhora dos seus cinquenta e poucos anos, ostentando um grande coque grisalho no alto da cabeça e óculos de aros plásticos. Ela falava num tom quase de súplica, como se eu estivesse cometendo um crime horrível.
“Estou fazendo o Sinal da Cruz”, respondi, enquanto ela balançava a cabeça negativamente. “Não faça isso, meu filho…”. Perplexo, quis saber o porquê, e ela se saiu com esta: “Cada vez que você faz esse sinal, é como se estivesse crucificando Jesus novamente, é uma ofensa…”.
Até que ponto chega a criatividade das pessoas que odeiam a Igreja, pensei com meus botões (pensando não naquela pobre senhora, mas sim em quem incutiu tal bobagem em sua mente). Tomando cuidado para não parecer agressivo ou irônico, argumentei: “eu faço o sinal da cruz em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Como pode ser ruim algo que eu faço invocando a Deus conforme ensina a Bíblia?”. Fiz questão de mencionar a Bíblia (conf. Mt 28,19), porque já tinha percebido, logo de cara, que se tratava de uma “evangélica”, e sei bem que eles acreditam que só podem aceitar aquilo que está escrito, literalmente, no Livro Sagrado.
Ela pareceu surpresa com a minha resposta. “Esta é a primeira vez que um católico me responde com uma citação da Bíblia! Só que está errado, viu? Jesus sofreu muito na cruz, a cruz é um símbolo de maldição, de sofrimento, de vergonha…”. E ela fez menção de ir embora, mas eu insisti: “com todo o respeito, quem foi que falou isso para a senhora?”; e ela me olhou, desconcertada: “Quem falou foi um homem de Deus, meu filho”…
“A senhora acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus?”, perguntei, e ela mais que depressa respondeu, com muita ênfase:
“Mas é claro!”; e então eu prossegui: “nesse caso, acho que o homem que ensinou isso para a senhora está bem equivocado. O Apóstolo Paulo diz na Bíblia: ‘Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo’ (Gl 6,14). Quer dizer, a Cruz é glória para o cristão. Na verdade, a cruz é o símbolo que nos identifica como cristãos, é como se fosse a nossa ‘carteira de identidade’. Era um símbolo de vergonha antes de Jesus Cristo, mas depois dEle tornou-se símbolo de vitória, de salvação, de santidade. Quem pensa que a cruz é um símbolo de vergonha está vivendo ainda antes de Cristo! É como se essa pessoa nunca tivesse ouvido falar em Jesus! – Digo mais: em Efésios está escrito: ‘Pela cruz, Jesus Cristo reconciliou os povos com Deus, em um Corpo, eliminando com a cruz as inimizades.’ (Ef 2,16)”.
Ao dizê-lo, fiz uma pausa e fitei aquela senhora bem nos olhos, com firmeza e seriedade. Ela esfregou as mãos no saiote comprido, baixou o olhar e retrucou, agora baixinho: “Mas o Senhor Jesus sofreu tanto na cruz”. – “E como sofreu!”, Respondi, com firmeza. “Por isso mesmo é que devemos honrar e amar a Cruz, porque foi por meio dela que Nosso Senhor se entregou em Sacrifício pela nossa salvação. Como diz a Bíblia, a Cruz é o nosso maior orgulho enquanto cristãos! Nela, e somente nela, podemos e devemos nos gloriar!”. 
Ela agora estava em silêncio, e me olhava com muita atenção, admirada, confusa. Finalizando a conversa, perguntei: “afinal, a senhora não sabia que o próprio Jesus disse: ‘Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de Mim’? Está no Evangelho segundo Mateus (10,38)! E Ele também advertiu a cada um de nós: ‘Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a cada dia sua cruz e me siga’ (Lc 9,23), e mais ainda: ‘Quem não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo’ (Lc 14,27). – Se a senhora me permitir, deixo um conselho: se esse ‘homem de Deus’ a quem senhora se referiu está ensinando algo diferente disso, corra para bem longe dele, porque está dizendo o contrário do que disse o Cristo! Em quem a senhora vai preferir confiar? Para não ter erro, entre numa igreja católica e reze, peça a Luz do Espírito Santo: peça a Ele que lhe mostre o caminho e qual a verdadeira igreja. Peça que lhe mostre se falsos pastores por acaso não andam tentando desviá-la do verdadeiro caminho do Senhor. Afinal, a Igreja Católica é a única que foi fundada diretamente por Jesus Cristo. Quem sabe um padre possa tirar outras dúvidas que a senhora tenha? Bom, eu já vou indo. Que Deus a abençoe”.
Retomei meu caminho, mas a mulher continuou lá, parada, muda. Nem falou um “tchau”. Andei alguns passos e olhei para trás, para ver se estava ainda no mesmo lugar. E o que vi, desta vez, surpreendeu foi a mim: ela subira as escadas da igreja, e entrava timidamente pela porta(!).
Segui meu rumo pensando em quanta gente perdida, entre preconceitos implantados, precisando apenas de um bom conselho, transita pelas ruas desta cidade e do mundo, com a “cabeça feita” por falsos pregadores. Gente que depende apenas da orientação de um fiel católico para encontrar o seu caminho até a Igreja de Cristo. Católicos que, em sua maioria, permanecem mudos, mesmo quando aparece a oportunidade para evangelizar.
Título Original: É CORRETO FAZER O SINAL DA CRUZ AO PASSAR EM FRENTE A UMA IGREJA CATÓLICA? ISSO É BÍBLICO OU APENAS UMA INVENÇÃO?
Site: Front Católico
Editado por Henrique Guilhon

Por que há várias traduções da Bíblia?

Cléofas
Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 a.C.).
Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. A partir de Salomão (972-932), um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, os escribas e sacerdotes, deram origem ao Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia. Depois foram surgindo os outros livros, os Profetas e os Escritos.
A Bíblia grega dos Setenta (LXX), destinada aos judeus da Dispersão, foi traduzida do hebraico para o grego, em Alexandria, por volta do ano 200 anos antes de Cristo.
Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais e outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice. O Concílio Vaticano II disse que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8). Isto se deu no século V, no tempo de Santo Agostinho, que dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (Catecismo § 119).
A Bíblia foi escrita em hebraico e grego e, depois, traduzida para o latim e outras línguas. São Jerônimo (347-420), chamado de “Doutor Bíblico”, fez a revisão da versão latina da Bíblia (Vulgata), em Belém, a pedido do Papa São Dâmaso (366-384). Esta versão foi tomada como referência pelo Concilio de Trento (1545-1563).
No século XVII, Antonio Pereira de Figueiredo produziu a clássica tradução católica, baseada na Vulgata. No século XX, com manuscritos hebraicos e gregos descobertos, sobretudo nas grutas de Qumran na Palestina, perto do Mar Morto, em 1947, a Vulgata recebeu uma revisão profunda; surgiu a “Nova Vulgata”, após o Concílio Vaticano II, em 1979, e revisada em 1986. As traduções mais antigas da Bíblia davam mais importância às palavras, hoje se valoriza muito o sentido da frase, dentro do contexto bíblico que se refere.
O Concílio Vaticano II, na “Dei Verbum”, insistiu na necessidade de traduções corretas e adequadas: “Como a palavra de Deus deve estar à disposição de todas as épocas, pede a Igreja com materna solicitude se façam versões corretas e adequadas para as diversas línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos livros sagrados… e, com prévia anuência da autoridade eclesiástica, podem ser utilizadas por todos os cristãos” (n.22).
Hoje temos várias traduções da Bíblia. Cada uma delas foi traduzida dentro de uma finalidade, e buscando melhorar a tradução, mantendo o mesmo conteúdo. A antiga edição publicada pela Editora “Ave Maria” (1959), foi elaborada pelo “Centro Bíblico Católico de São Paulo”; é uma tradução da Bíblia dos Monges de Maredsous, beneditinos da Bélgica, que é uma versão francesa dos originais hebraico, aramaico e grego, com base na Vulgata. Esta versão atendeu ao intenso movimento bíblico no Brasil na década de 1950.
A Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulinas, 1985), é considerada em alguns países a melhor tradução, pelas opções críticas que orientaram a tradução, as ricas notas, as referências marginais e outras informações valiosas. Foi traduzida dos originais hebraicos, aramaicos e gregos. É uma versão bastante “técnica” e crítica, especial para quem gosta de exegese bíblica.
A Bíblia TEB – Tradução Ecumênica – também foi traduzida com rigor científico, dos textos originais hebraico, aramaico e grego, com introduções, notas essenciais e glossário. A tradução foi feita por ampla equipe de estudiosos de diversas confissões cristãs e do judaísmo, e foi aprovada pela CNBB (Ed. Loyola, Paulinas, 1995). Esta versão tem uma “dimensão ecumênica” com o objetivo de promover a união entre católicos, protestantes e judeus, já que a Bíblia é uma só e deve unir a todos que a usam. A versão em português seguiu a edição francesa.
A necessidade de novas traduções ao longo do tempo surge pelo fato da relação dos vocábulos com a realidade estar em contínua mudança. A CNBB providenciou uma tradução com introduções e notas (Edições CNBB e Canção Nova, 2008), que é o texto de referência para os documentos oficiais da CNBB, textos litúrgicos, etc.
Traduzir é sempre correr o risco de perder algo da força e do texto original. Esse risco tem consequências especialmente sérias quando se quer traduzir a Bíblia fugindo intencionalmente da sua nomenclatura original e típica, a título de que é arcaica ou ininteligível ao homem de hoje. Há hoje uma tendência a fazer novas traduções da Bíblia em “estilo popular”, nem sempre adequadas. Duas traduções sofreram duras críticas de biblistas famosos.
D. Estevão Bettencourt, osb; e D. João Evangelista Martins Terra, S. J., que foi Membro da Equipe Teológica do CELAM e da Pontifícia Comissão Bíblica, criticaram a chamada “Bíblia – Edição Pastoral”, em tradução e notas de Ivo Storniolo e Euclides Balancin. Eles consideraram, que é inspirada por ideologia marxista, deturpa as concepções da história sagrada e da teologia; a leitura materialista aplicada ao texto sagrado torna a mensagem imanentista, fazendo-a perder o seu caráter transcendental…, deturpa o sentido do texto sagrado… e faz “incitamento à luta de classes e às divisões entre os homens”. (Revista Pergunte e Responderemos, Nº 342 – Ano 1990 – Pág. 514).
Outra tradução questionada é a “Bíblia na Linguagem de Hoje”; D. Estevão diz que: “a obra é infeliz, pois, mais do que uma tradução, fizeram uma interpretação, por vezes nitidamente protestante. Além do quê, a adaptação do texto sagrado ao vocabulário popular faz que o novo texto deixa de apresentar termos bíblicos ricos de conotações e temas teológicos como “Tradição, depósito, mistério” (Revista “Pergunte e Responderemos”, Nº 523, Ano 2006, pg.7).
É útil que o cristão possa se utilizar de boas traduções como a de Jerusalém, Ave Maria, TEB e outras aprovadas pela autoridade eclesiástica, para conhecer mais profundamente o “mistério da fé”.
D. Estevão Bettencourt, osb
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
Nº 475 – Ano: 2001 – p. 567
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Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

O culto aos anjos biblicamente

 
Breviário
O culto aos anjos não foi proibido por São Paulo ao falar dele em Colossenses 2, 16-19:
“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; A realidade é Cristo.
Ninguém vos roube a seu bel-prazer a palma da corrida,sob pretexto de humildade ou culto aos anjos. Desencaminham-se essas pessoas em suas próprias visões e , cheias do vão orgulho de seu espírito materialista, não se mantêm unidas à Cabeça da qual todo o corpo, pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus.”
Esse texto, mal interpretado , é usado pelos não católicos como argumento para dizer que a Igreja Católica criou uma heresia.
É preciso entender que esse texto na íntegra fala das várias observâncias, objetos de discussão entre os cristãos e os doutores judaizantes.
Quem condenava os cristãos “pelo comer e pelo beber”, senão os fariseus que já haviam condenado os discípulos de Cristo por esse mesmo motivo, por violarem as proibições da Tradição dos Antigos?
Quem, senão os fariseus, poderia condenar os cristãos por causa de “um dia de festa”, “lua nova” ou “sábado”?
Evidentemente quem isso fazia eram os ciosos guardiães da Tradição dos Antigos , os fariseus e seus discípulos.
E quem falava, naquele tempo, sobre o culto aos anjos, propondo uma doutrina gnóstica descrevendo as visões da Merkabah, o anjo Uriel, o anjo Metraton, o anjo Melquisedec, etc, que não são citados na tradição bíblica, daí serem visões próprias, eram os fariseus.
É importante entender que o Apóstolo diz que ninguém nos engane com pretexto de humildade e culto dos anjos, ele não está dizendo que ser humilde ou cultuar os anjos é ruim e contrário aos ensinamentos bíblicos, pois há muitas passagens que mostram esse culto.
Ele está dizendo que alguns sob pretexto de humildade e do culto aos anjos procuram seduzir os fiéis para uma nova doutrina que não se “mantêm unida à Cabeça (Jesus Cristo) da qual todo o corpo (a Igreja), pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus.”
São Paulo faz uma crítica às seitas heréticas, gnósticas, que começavam a nascer e deturpar o ensinamento cristão, mas de nenhum modo combate ou critica o culto aos Anjos, conforme ensinado pela Bíblia, culto de veneração(Gen 19,1), tendo-os como modelos de fé e de oração (ICor 13,1):
“14 e aquilo que na minha carne era para vós uma tentação, não o desprezastes nem o repelistes, antes me recebestes como a um anjo de Deus, mesmo como a Cristo Jesus.”(Gal 4,14)
 
Outras passagens que são usadas para criticar o culto aos Anjos são:
10 Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. (Apo 19,10)
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. (Apo 22,8-9)
Nessas duas passagens, vemos que João se ajoelha para adorar um Anjo, e isso é criticado, mas na passagem do Gênesis vemos Abraão, Ló e Balaão que se ajoelham diante de Anjos, mas não são repreendidos por eles:
2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra, 
(Gen 18,2)
À tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber; prostrou-se com o rosto em terra, (Gen 19,1).
Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra. (Nm 22,31)
Podemos concluir, pois, que não é proibido o culto, ajoelhar-se, reverenciar os Anjos, o que é proibido é adorá-los.
Não é o gesto em si ( ajoelhar-se) que é condenado, mas a intenção (de adorar) com que o Apóstolo fazia isso.
E isso a Igreja diferencia em seu culto, reverenciando os servos de Deus (culto de dulia) e adorando o Único Deus, a Trindade Santa, Pai, Filho e Espírito Santo (culto de Latria).
Veneração dos Anjos na Bíblia:
E Davi, levantando os olhos, viu o anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, tendo na mão uma espada desembainhada estendida sobre Jerusalém. Então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos.
(1 Cron 21,16)
E, virando-se Ornã, viu o anjo; e seus quatro filhos, que estavam com ele, se esconderam. Ora, Ornã estava debulhando trigo.
(1 Cron 21,20)
Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face.
(Jz 6,22)
Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.
(Mt 18,10)
Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João;
(Lc 1,13)
Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus.
(Lc 1,30)
O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo:
(Lc 2,10)
[Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.]
(Jo 5,4)
Portanto, a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos.
(1 Cor 11,10) 
Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade.
(1 Tm 5,21)
Deus ordena que se façam imagens de Anjos (querubins), para ornamentar a Arca da Aliança, simbolizando o quão ela era sagrada e já mostrando o valor da venração. E isso não é idolatria: 
“18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.
19 Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.
20 Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.” (Ex 25, 18-20)
Do mesmo modo, também foram feitas imagens de Anjos e outras figuras (I REIS 6,35) para ornamentar o Templo, assim como temos imagens em nossas igrejas católicas e isso foi agradável a Deus, pois ” a glória do Senhor encheu o templo” (I REIS 8, 10-11). 
Leiamos o trecho sobre as imagens de Anjos feitas para o Templo de Jerusalém, tirado do I Livro dos Reis, 6, 23-29: 
“23 No oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um com dez côvados de altura.
24 Uma asa de um querubim era de cinco côvados, e a outra de cinco côvados; dez côvados havia desde a extremidade de uma das suas asas até a extremidade da outra.
25 Assim era também o outro querubim; ambos os querubins eram da mesma medida e do mesmo talho.
26 Um querubim tinha dez côvados de altura, e assim também o outro.
27 E pôs os querubins na parte mais interior da casa. As asas dos querubins se estendiam de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a do outro na outra parede, e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra.
28 Também cobriu de ouro os querubins.
29 Quanto a todas as paredes da casa em redor, entalhou-as de querubins, de palmas e de palmas abertas, tanto na parte mais interior como na mais exterior.”
Podemos orar diante das imagens, pois nossa oração é direcionada para aquele, ou aqueles que elas representam como os israelitas diante da imagem da serpente de bronze (Num 21, 8-9) ou diante da Arca, símbolo da presença de Deus (Números 7,89; 10,35) , diante dos querubins da Arca (Ex 25, 18-22) e do templo (IRe 6, 35)
Podemos e devemos orar aos Anjos, pois o que é orar, rezar se não conversar com eles? E isso vemos em muitas passagens, como nessas:
Respondeu Balaão ao anjo do Senhor: pequei, porque não sabia que estavas parado no caminho para te opores a mim; e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.
(Nm 22,34)
15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.
(Jz 13,15) 
Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra!
(Sal 103,20)
Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas hostes!
(Sal 148,2)
Então perguntei: Meu Senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei o que estes são.
(Zac 1,9)
Eu perguntei ao anjo que falava comigo: Que é isto? Ele me respondeu: Estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
(Zac 1,19)
Podemos pedir a Deus que nos envie seu Anjo para nos instruir:
“8 Então Manoá suplicou ao Senhor, dizendo: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.
9 Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez ter com a mulher, estando ela sentada no campo, porém não estava com ela seu marido, Manoá.” (Jz 13,8-9)
Um trecho bíblico interessante, para entendermos o culto aos Anjos, é o do livro dos juízes capítulo 13, versículos 15 ao 20:
“15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.
16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor).
17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? – para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.
18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso?
19 Então Manoá tomou um cabrito com a oferta de cereais, e o ofereceu sobre a pedra ao Senhor; e fez o anjo maravilhas, enquanto Manoá e sua mulher o observavam.
20 Ao subir a chama do altar para o céu, subiu com ela o anjo do Senhor; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra.”
Nesse texto, vemos a oração feita ao Anjo, em veneração:
“Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.”
O Anjo não impede a veneração, as honras que Manoá quer fazer (detê-lo, que fique mais com eles em virtude honras que queira prestar-lhe), mas a adverte que holocaustos devem ser oferecidos a Deus. 
Ou seja, uma coisa é honrar os Anjos, venerá-los, isso é justo, mas outra é adorá-los, isso é condenável:
“16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor). “
Mas adiante, vemos claramente que o Anjo não repudia o Culto de veneração:
“17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? – para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.
18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso? “
Manoá diz claramente querer honrar o Anjo, esse não a critica, apenas se recusa a dizer seu nome, pois é maravilhoso.
Título Original – CULTO AOS ANJOS – NA BÍBLIA
Site: Breviário
Editado por Henrique Guilhon

A Arca, a Mulher e a Virgem Maria – Maria, a nova Arca da Aliança

Dom Henrique Soares
A Igreja nos faz contemplar aquela estupenda visão do Apocalipse: “O Templo de Deus que está no céu se abriu, e apareceu no templo a arca da sua aliança”. Eis aqui uma primeira imagem da Virgem Maria: Arca da Aliança. Não é invenção da Igreja não! O próprio Evangelho de Lucas faz essa leitura da Virgem como nova Arca da Aliança. É só comparar 2Sm 6,1-15 com Lc 1,39-45: (1) a Arca vai para Jerusalém, na região montanhosa de Judá; a Virgem vai à região montanhosa de Judá; (2) Davi diz: “Como virá a Arca do meu Senhor para ficar na minha casa?”; Isabel diz: “Donde me vem que a Mãe do meu Senhor venha à minha casa?”; (3) A Arca fica três meses na casa de Obed-Edom; Maria fica três meses na casa de Isabel. Como a Arca trazia em si as tábuas da Antiga Aliança, a Virgem traz em si Aquele que é a Nova Aliança de Deus com o seu povo. Neste sentido, a Arca é um sinal do amor perene do Senhor pelo seu povo, pela sua Igreja. É isto também que é a Virgem Maria, enquanto Mãe dAquele que é a nossa Aliança.
A Mulher grávida, vestida de sol, pisando a luz e coroada com doze estrelas é, ao mesmo tempo, a Igreja e a Virgem Maria: Maria é personificação e imagem da própria Igreja. A Liturgia hoje contempla nesta Mulher (cf. Gn 3,15; Jo 2,4; 19,26) a própria Virgem Maria: vestida de Cristo, Sol de justiça, nele glorificada; ela entra naquilo que é definitivo: pisa a lua, sinal da inconstância e mutabilidade da vida; coroada com doze estrelas, número do antigo e do novo Israel, que é a Igreja. Mas, sempre grávida, sempre exercendo sua função materna de gerar Cristo em nós pela sua oração maternal, como nova Arca da Aliança de Deus com o seu povo, que é a Igreja. Na luta que atravessa a história, luta entre o Reino de Deus e o reino de Satanás, a Virgem Maria estará sempre presente, como consolo, força e intercessão materna!
Olhemos para o céu, onde está em corpo e alma a Virgem Santíssima: o que ela foi nós somos: peregrinos neste mundo; o que ela é nós seremos: totalmente glorificados na glória de Cristo!
Título Original:  A Arca, a Mulher e a Virgem Maria
Site: Dom Henrique.com
Editado por Henrique Guilhon

Quem provou para o mundo a autenticidade dos Evangelhos foram, mais do que tudo, os inimigos da Igreja católica

Prof. Felipe Aquino
Depois de mostrar, historicamente, que Jesus existiu mesmo, precisamos mostrar que Ele é Deus. Porque daí vem a importância fundamental da Igreja Católica, que Ele fundou.
As provas da divindade de Jesus estão nos quatro Evangelhos escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. O primeiro e o último foram Apóstolos, testemunhas oculares de tudo o que escreveram; Lucas foi discípulo de S. Paulo, e Marcos de São Paulo e depois, de São Pedro.
Os Evangelhos são os Documentos, de autenticidade cientificamente comprovada, onde se baseia a nossa fé católica.
Mas pode ser que alguém levante esta antiga dúvida: será que os Evangelhos são autênticos? Será que não foram forjados para inventar um Jesus milagroso, divino, etc.?
Quem provou para o mundo a autenticidade dos Evangelhos foram, mais do que tudo, os inimigos da Igreja Católica, os racionalistas dos séculos XVII e XVIII. Os seus adeptos, Renan, Harnack, Rousseau, Voltaire, etc; empreenderam, com grande ardor, o estudo crítico dos quatro Evangelhos, com a sede de destruí-los, e mostrar ao mundo que eles eram falsos.
Muitos desses racionalistas foram mentores da Revolução Francesa, os quais tiveram, nesta época, a ousadia sacrílega de entronizar a imagem da “deusa da razão”, na sagrada Catedral de Notre Dame, de Paris.
A sua vontade era mostrar para o mundo que os Evangelhos eram uma farsa, uma invenção da Igreja Católica, e que teriam sido forjados para apresentar Jesus como Deus e, assim, justificar a existência da Igreja Católica como guia espiritual dos homens. Enfim, o alvo era a Igreja Católica, a quem queriam destruir. Colocaram, então, mãos à obra, examinando detalhadamente os Evangelhos.
A que conclusão chegaram esses racionalistas, que só acreditavam na matéria e na ciência, e que empreenderam, com o mais profundo rigor da Ciência, cujo deus era a Razão, a análise sobre a autenticidade histórica dos Evangelhos?
Empregando os conhecimentos da ciência, os “métodos das citações”, “das traduções”, “o método polêmico”, e outros, vasculharam todas as páginas e palavras dos Evangelhos… No entanto, a própria ciência racionalista mostrou ao mundo a autenticidade dos Evangelhos. Depois de 50 anos de trabalho chegaram à conclusão exatamente oposta a seus desejos e, por coerência científica, tiveram que afirmar como Renan, racionalista da França:
“Em suma, admito como autênticos os quatro Evangelhos canônicos” (Vie de Jesus).
Harnack, racionalista alemão, foi obrigado a afirmar:
“O caráter absolutamente único dos Evangelhos é, hoje em dia, universalmente reconhecido pela crítica” (Jesus Cristo é Deus? José Antonio de Laburu, ed. Loyola, pág. 55).
Streeter, grande crítico inglês teve de afirmar que:
“Os Evangelhos são, pela análise crítica, os que detém a mais privilegiada posição que existe” (idem).
Os mais exigentes críticos racionalistas do século XIX, Hort e Westcott, foram obrigados a afirmar:
“As sete oitavas partes do conteúdo verbal do Novo Testamento não admitem dúvida alguma. A última parte consiste, preliminarmente, em modificações na ordem das palavras ou em variantes sem significação. De fato, as variantes que atingem a substância do texto são tão poucas, que podem ser avaliadas em menos da milésima parte do texto” (idem pág. 56).
Finalmente os racionalistas tiveram que reconhecer a veracidade histórica, científica, dos Evangelhos:
“Trabalhamos 50 anos febrilmente para extrair pedras da cantaria que sirvam de pedestal à Igreja Católica?” (ibidem).
Os inimigos da fé católica, quiseram destruir os Evangelhos, e acabaram reconhecendo-os como os Livros mais autênticos, segundo a própria crítica racionalista.
Como se diz, o tiro saiu pela culatra, e os inimigos da Igreja lhe prestaram um grande favor: mostraram para o mundo que os Evangelhos são verídicos.
Prof. Felipe Aquino
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Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Título Original: Os Evangelhos são autênticos?
Site: Cleofas
Editado por Henrique Guilhon

Sobre o mês da Bíblia – A experiência com a Palavra de Deus transforma os corações


Quinta – feira de Adoração


Padre Reinaldo Cazumbá – Foto: Arquivo Canção Nova

Pe Reinaldo Cazumbá
Rezando com a Palavra de Deus
Estamos neste mês de setembro celebrando a Palavra de Deus; ela é viva e eficaz. Nela Deus tem respostas para a nossa vida e sempre terá. Ela nos liberta e transforma, provoca em nós uma vida de oração. E, toda a nossa oração é baseada na Palavra de Deus.
O que nós queremos provocar neste mês é, cada vez mais, fazer com que o Cristão se volte para a Palavra. Todos que encontram-se com Jesus, encontram-se com a Palavra.
Nós, só entendemos o Antigo Testamento, olhando para o “Novo”; olhando para Jesus. Sabemos que o Antigo Testamento nos remete para a vinda de Jesus Cristo. Em Deuteronômio, capítulo 6, versículo 4, nos diz:”Escuta Israel”.
São Paulo nos diz que a salvação entra pelos ouvidos. Quando fazemos uma verdadeira experiência com a palavra de Deus, a nossa vida é transformada. Quer rezar bem? Tenha sempre a Palavra de Deus como lâmpada, como o salmo 119,105 nos fala: “A Palavra é um farol para nossos passos, uma luz para o nosso caminho”.
A eficácia da Palavra em nossa vida
“Pois a palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Julga os pensamentos e as intenções do coração” (Hebreus 4,12).
A Igreja vive da Palavra de Deus, claro que, a partir de uma interpretação, de um entendimento, conduz a vida da pessoa tranquilamente. A Palavra de Deus traz paz e a experiência com ela transforma os corações, transforma a vida.
“A primeira atitude para ter contato com a Palavra de Deus é o sentido da escuta.”
Eu já vi a Palavra de Deus sendo pronunciada e pessoas sendo libertas de espíritos maus. Ela traz libertação, por isso, o padre durante a Missa proclama o Evangelho e, no final, ele diz: “Palavra de Salvação”.
Nós aprendemos a rezar com a Palavra. Não sei se você tem tanto contato com a Palavra e, não sei qual é o conteúdo da sua oração. Mas, os salmistas nos ensinam que é necessário rezar com aquilo que é anunciado pela boca de Deus. A nossa oração é uma oração eficaz se, de fato, nós temos conhecimento da Palavra de Deus. Nós rezamos e comunicamos com Deus a partir daquilo que temos de conhecimento d’Ele.
O caminho de conversão
Se você estuda a Sagrada Escritura, ela provocará em você a conversão. Nós mudamos de vida com a experiência do encontro pessoal com Jesus a partir da Palavra de Deus. Quando Jesus curava uma pessoa, Ele dizia: “Vai e conte o que você escutou; o que você experimentou”.
A Palavra de Deus não nos engana; quem a vive, sabe que não vive enganado. Ela provoca, em nós, o desejo de permanecer com o Senhor. A Palavra de Deus nos faz livres, autênticos; nos faz viver na verdade; ela é uma escola para a nossa vida.
Nós precisamos aprender com o povo do antigo testamento: colocar o rosto no chão e humilhar-se diante de Deus. Na oração precisamos nos render a Deus. O autossuficiente e o orgulhoso não conseguem rezar. Quando a rainha Ester foi rezar, ela tirou o manto real e humilhou-se na presença do Senhor.
Quando você reza, você se humilha da presença d’Ele? O que é daqueles que dizem: “Estou rezando e, o Senhor, precisa fazer em minha vida e ponto final”.
Precisamos aprender com aqueles que vieram antes de nós, para aprendermos a rezar (Cf.: Ester 4,1ss), uma sugestão é fazer um estudo dos livros de Ester e do livro de Tobias, e observarmos como eles oravam. Quando você melhorará na oração? Somente quando humilhar-se e colocar o rosto diante de Deus.
A melhor oração é quando nos colocamos em humilhação diante do Senhor. É a Palavra d’Ele que ensina isso.
Transcrição e adaptação: Adailton Batista
Título Original: A experiência com a Palavra de Deus transforma os corações
Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon
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