Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Posts marcados ‘Igreja’

29 de junho: O dia do Papa

Gaudium Press


Enquanto a Santa Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, as duas colunas que solidificam o alicerce da Fé, o calendário civil comemora o dia do Papa, glorificando aquele que foi eleito para governar e santificar os fiéis.

Em honra do martírio do primeiro Pontífice, o apóstolo São Pedro, comemora-se o dia do Papa em 29 de junho.
Muitas vezes, entretanto, a figura do Papa é tomada como um simples representante diplomático ou político, posto num elevado cargo, que tem autoridade e domínio sobre parte da sociedade. Lastimoso equívoco, pois tão grande é a missão e vocação desse varão escolhido por Deus, que ele é chamado a se configurar com Jesus Cristo, em tão alto grau, que seja sua perfeita representação dentre os homens. Deus deve estar presente no mundo através do Sumo Pontífice.
Fundada sobre uma “pedra”
 
O papado é uma instituição fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo a fim de constituir uma cabeça visível que governe a Santa Igreja Católica no decorrer dos séculos, até o fim dos tempos.

No ato da instituição, o próprio Deus entregou os poderes espirituais e temporais ao Apóstolo Pedro, que Ele escolheu para ser o primeiro dos Papas.
Sua origem remonta dos tempos em que o Deus Humanado vivia sobre a Terra.
 
Com efeito, enquanto Jesus caminhava no território de Cesareia de Filipe, com seus discípulos, aconteceu uma cena que marcaria toda a história da humanidade. Um simples pescador da Galileia proclama em alta voz: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (Mt 16,16) Após essa primeira manifestação pública da divindade de Jesus, o Homem-Deus anuncia que fundará sua Igreja sobre esta pedra, que era Pedro, e que ninguém, nem mesmo as portas do inferno poderão derrotá-la. Entrega-lhe também “as chaves do Reino do Céu”, que representam todo o poder sobre a sociedade espiritual e temporal de que o Papa dispõe.

Início simples na aparência, mas divino na realidade. Dessa maneira Deus fundava uma instituição que foi capaz de perpetuar sua existência até o fim dos tempos. Embora inúmeras vezes, ao longo da história, os maus a tentaram destruir, isso nunca acontecerá, pois a promessa de indestrutibilidade veio do próprio Deus.
 
Quem é o Papa? E quais são os seus poderes?
 
Atualmente, a eleição de um Papa se realiza mediante um conclave , ou seja, a reunião de todos os cardeais com menos de 80 anos, para escolher aquele que será elevado ao Sólio Pontifício. O Espírito Santo, que sempre está presente na Igreja, santificando as almas, é quem realmente preside a reunião, e pela boa fé dos cardeais e confiança na assistência divina, eles creem estar elegendo aquele que foi escolhido pelo próprio Deus. É necessário, pelas leis da Igreja, que os eleitores sejam cardeais, ou seja, um bispo que recebeu um título que lhe elevou à dignidade de Príncipe da Igreja. Porém, não é necessário que o eleito seja bispo, se alguém for escolhido nessa condição, se procede imediatamente à ordenação episcopal.

Ao ser eleito e assumir a governo da Santa Igreja, o Sumo Pontífice passa a ter plenos poderes de jurisdição, conforme o Código de direito canônico: “O Bispo da Igreja de Roma, no qual permanece o múnus concedido pelo Senhor de forma singular a Pedro, o primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido aos seus sucessores, é a cabeça o Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e Pastor da Igreja universal neste mundo; o qual, por consequência, em razão do cargo, goza na Igreja de poder ordinário, supremo, pleno, imediato e universal, que pode exercer sempre livremente”.

Além do poder de jurisdição – que lhe dá o direito de promulgar leis, julgar e impor penas, de forma direta no campo espiritual e indireta no temporal, sempre que se apresente necessária para obter bens espirituais – os poderes do Santo Padre são os de ensinar, por ser ele, por excelência, aquele que transmite os ensinamentos da fé para o rebanho de Cristo . No tocante às matérias de fé e moral, o Papa ao se pronunciar ex-cathedra, ou seja, sob o peso de sua autoridade outorgada por Deus, de acordo com um cerimonial pré-estabelecido, em nome de toda a Santa Igreja, ele é infalível, e, portanto, não pode errar. Isso é o que norteia e sustenta a confiança dos fiéis, pois vivendo em meio aos maiores encalços do mundo hodierno, sabem que sempre haverá uma voz que ensina a verdade de maneira inerrante.
Grandes Papas
 
Ser Papa é realmente uma missão altíssima, e por essa razão o Sumo Pontífice é assistido de maneira toda especial pela graça divina. Quase se diria que é difícil não se santificar, tal é a intensidade das graças que a Providência lhe dispensa. Por isso, muito foram os Pontífices que praticaram as virtudes em grau heroico, e foram elevados às honras dos altares. São santos.

No decorrer da vida desses insignes pastores, além de serem exemplos de virtude, muitos deles, marcaram a história.
São Leão Magno (440-461), por exemplo, no período de seu pontificado, além de combater vivamente diversas heresias, como o nestorianismo, o monofisismo, o pelagianismo, enfrentou pessoalmente Átila, o chefe dos Hunos, um povo bárbaro extremamente violento, que estava para invadir Roma. O Papa com toda coragem dirigiu-se a ele paramentado com as vestes pontificais, e no momento do encontro entre um venerável ancião e o chefe dos Hunos, acompanhando o séquito pontifício apareceram no Céu as figuras de São Pedro e São Paulo, corroborando a atitude do Santo Pontífice, que por força de sua presença dobrou ao chão a autoridade de um fanático por destruir a civilização. Roma e boa parte da Cristandade foram salvas pela força do Papa, o que nem mesmo o Imperador foi capaz de fazer.

De muitas outras formas, refulgiu aos olhos dos homens a glória de insignes Papas que souberam defender e guiar a Santa Igreja, dentre eles São Gregório VII (1020-1085), no período da Idade Média, que após sua nomeação pôs em prática a reforma que vinha planejando enquanto auxiliava seus predecessores, deixou bem demarcada a autoridade da Igreja em relação ao poder temporal, e reformou as instituições eclesiásticas. São Pio V (1566-1572), que renovou o clero e a liturgia da Missa, e salvou o continente europeu da invasão muçulmana na Batalha de Lepanto, com o auxílio da Santíssima Virgem. São Pio X (1903-1914), que foi um insigne defensor da ortodoxia doutrinária, governando a Igreja em um período de intenso laicismo, e tendências modernistas. Além de combater esses erros, foi um propulsor do convívio eucarístico entre os fiéis, inclusive permitindo o acesso precoce das crianças à Eucaristia. Promoveu o estudo do canto gregoriano, criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado após sua morte, em 1917.

Por fim, além dos santos, outros tipos de homens também ficam registrados nas páginas da história, como é o caso daqueles que praticam ações abomináveis que devem ser lembradas como um exemplo para não seguir, assim aconteceu com os antipapas. Trata-se de usurpadores que ilicitamente se sentaram, ou tentaram se sentar, no Trono de São Pedro, utilizando de prerrogativas que não lhes são próprias, causando divisão e confusão nos fiéis.
 
* * *
 
Ser o Doce Cristo na Terra, eis a missão tão grandiosa que o próprio Deus outorgou àquele que Ele escolheu para governar a Santa Igreja, proteger o rebanho, expandir a Fé, e assim, constituir o Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre todos os homens. Missão grandiosa, e muito séria, pois um único homem passa a responder perante o Criador pela salvação ou perdição de todo o rebanho.

Passaram-se dois milênios e a Santa Igreja atravessou incólume todas as procelas e tempestades que a atingiram. Nesses tempos calamitosos em que vivemos devemos ter certeza de que não será diferente. Deus sempre protegerá sua Igreja do ataque dos adversários. Tenhamos fé em suas palavras: “As portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”. (Mt 16, 18)
 
Por Jiordano Cararro
 
1 As normas que regem a eleição de um novo Pontífice se encontram na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, do Papa João Paulo II, de 22 de fevereiro de 1996, que vigora até os dias de hoje. Disponível em <http://www.vatican.va>.
2 Código de Direito Canônico. Cânon 331.
3 Catecismo da Igreja Católica. § 891.
 
 
Site: Gaudium Press
Editado por Henrique Guilhon

Tríduo e Via-Sacra do Papa foram repensadas visando fiéis em isolamento

Da redação, com Vatican News

Papa durante celebração da Semana Santa 2019/ Foto: Daniel Ibanez – CNA

Notícias Canção Nova
Celebrações da Quinta-Feira e Sexta-feira Santa, e as Missas da Vigília e do Domingo de Páscoa serão mais sóbrias e terão apenas o essencial; fiéis poderão acompanhar o Papa pelos meios de comunicação
Tudo será mais sóbrio e essencial. O Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice teve de organizar rapidamente as celebrações papais que Francisco está prestes a presidir sem a presença dos fiéis, numa Basílica de São Pedro semivazia. No entanto, nesta Páscoa muitos olharão para o Papa graças aos meios de comunicação. De fato, o Papa quer estar próximo de muitas pessoas impossibilitadas de irem à Missa e participar das liturgias desse Tríduo Pascal em tempos de pandemia e isolamento forçado. O crucifixo de São Marcelo e o ícone da Salus Populi Romani, que acompanharam a oração de 27 de março, e a Missa do Domingo de Ramos estarão sempre presentes.
Na Quinta-feira Santa, o Papa não presidirá a Missa do Crisma com os sacerdotes da Diocese de Roma: a celebração será realizada após o término da crise. A Missa na Ceia do Senhor, que recorda a instituição da Eucaristia, será celebrada às 18h (hora italiana), 13h no horário de Brasília, no Altar da Cátedra, sem o rito tradicional do Lava-pés e não se concluirá com a reposição do Santíssimo no final da celebração.
Haverá dois momentos na Sexta-feira Santa. O primeiro é a Liturgia da Paixão e da Adoração da Cruz, às 18h (13h no horário de Brasília), na Basílica de São Pedro. O crucifixo de São Marcelo será coberto. Haverá uma meditação do pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, e depois o crucifixo será descoberto. Haverá adoração, mas não o beijo na cruz.
Na noite da Sexta-feira Santa, às 21h (16h de Brasília), haverá a Via-Sacra na Praça São Pedro, com as estações ao longo da colunata, ao redor do obelisco e ao longo do percurso que leva ao adro. Dois grupos levarão a cruz. Haverá dois detentos do cárcere “Due Palazzi” de Pádua (as meditações foram escritas por alguns deles) e alguns médicos e enfermeiros do FAS (Fundo de Assistência Médica Vaticana). Médicos e enfermeiros estão na vanguarda do serviço aos doentes afetados pela pandemia.
Durante a Vigília do Sábado Santo, às 21h (16h de Brasília), não serão celebrados batismos. A cerimônia inicial com a Bênção do Fogo será realizada atrás do altar da Confissão. Não haverá luzes para os presentes e o canto das três invocações “Lumen Christi”, ocorrerá somente quando as luzes forem acesas na Basílica durante a procissão ao altar da Cátedra. Os sinos da Basílica de São Pedro tocarão no momento do Glória, anunciando a ressurreição.
A mesma sobriedade também caracterizará a Missa do Domingo de Páscoa que o Papa celebrará às 11h locais (6h de Brasília) no Altar da Cátedra. O Evangelho será proclamado em grego e latim. No final da Missa, Francisco irá à sacristia para tirar as vestimentas, depois retornará à Basílica diante do altar da Confissão para proferir a mensagem Urbi et Orbi e dar a bênção pascal.

Papa Francisco abençoou o mundo e concedeu indulgência plenária frente ao coronavírus

AciDigital
O Papa Francisco presidiu nesta sexta-feira, 27 de março, um momento extraordinário de oração devido à pandemia de coronavírus, no qual concedeu a bênção Urbi et Orbi a Roma e ao mundo, com a possibilidade dos fiéis obterem a indulgência plenária.
O Santo Padre presidiu a oração do átrio da Basílica de São Pedro, em meio à chuva e diante de uma praça vazia, devido às medidas de segurança que as autoridades italianas estabeleceram para superar a emergência sanitária.
A oração começou com a leitura da passagem do Evangelho de São Marcos (4,35-41), na qual Jesus acalma a tempestade no mar da Galileia, depois de ser despertado pelos apóstolos que o acompanhavam na barca.
“Deus Onipotente e misericordioso, olha nossa dolorosa condição: conforte os seus filhos e abra nossos corações à esperança, para que possamos sentir em nosso meio a tua presença de Pai”, disse o Santo Padre antes da leitura do Evangelho.
No evento estiveram o ícone mariano da Salus Populi Romani (Saúde do povo romano), diante do qual rezou há alguns dias na Basílica de Santa Maria Maior, e o Cristo milagroso de São Marcelo, diante do qual também rezou pelo fim da pandemia.
Em sua meditação, o Papa assinalou que, atualmente, e diante da epidemia de coronavírus, “densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo de um silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares”.
“Revemo- nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos, carecidos de mútuo encorajamento”.
“Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais. O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar”, disse o Santo Padre.
“O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor”.
Francisco então enfatizou que, “no meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado”.
O Papa Francisco também nos encorajou a abraçar a cruz de Cristo, pois nela “fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança”.
“Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus”, enfatizou.
Após sua reflexão, o Santo Padre foi até a entrada da Basílica de São Pedro, onde fez adoração ao Santíssimo Sacramento em silêncio por vários minutos, acompanhado por algumas autoridades do Vaticano, e depois presidiu algumas orações, como a súplica em ladainhas.
Em seguida, foi entoado o Tantum ergo, enquanto o Pontífice incensou o Santíssimo Sacramento e fez uma breve oração.
Depois, o Cardeal Angelo Comastri, Arcipreste da Basílica de São Pedro, anunciou a bênção Urbi et Orbi com a indulgência plenária.
“O Santo Padre Francisco, a todos aqueles que recebem a bênção eucarística, também por meio da rádio, da televisão e de outras tecnologias de comunicação, concede a indulgência plenária na forma estabelecida pela Igreja“, afirmou o Purpurado italiano.
O Papa, então, abençoou Roma e o mundo inteiro com o Santíssimo Sacramento da porta da Basílica. Enquanto durou a bênção, os sinos tocaram e a polícia acionou as sirenes.
Após a bênção, foram feitas aclamações ao Senhor, a Nossa Senhora e a São José; e depois foi realizada a reserva do Santíssimo na Basílica.
Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.
Site: AciDigital
Editado por Henrique Guilhon

Papa convoca à oração do Pai-Nosso mundial contra coronavírus em 25 de março

Cléofas
De acordo com o site ACI, ao finalizar a oração do Ângelus no domingo, 22 de março, o Papa Francisco convocou todos os cristãos do mundo a rezar juntos a oração do Pai-Nosso na próxima quarta-feira, 25 de março, para invocar a Deus sua proteção diante da pandemia de coronavírus COVID-19.
Em concreto, o Santo Padre convocou “todos os chefes das Igrejas e os líderes de todas as comunidades cristãs, junto a todos os cristãos das várias confissões, a invocar o Altíssimo, Deus Todo-Poderoso, recitando simultaneamente a oração que Jesus Nosso Senhor nos ensinou”.
Convidou todos a “rezar o Pai-Nosso várias vezes ao dia, mas, todo juntos” e especialmente a rezar esta oração do Pai-Nosso no próximo dia 25 de março, ao meio-dia (hora local), “todos juntos”, pediu o Papa.
“No dia em quem muitos cristãos recordam o anúncio da Encarnação do Verbo à Virgem Maria, que o Senhor possa ouvir a oração unânime de todos os seus discípulos que se preparam para celebrar a vitória de Cristo Ressuscitado”.
Além disso, o Pontífice explicou: “Queremos responder à pandemia do vírus com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura. Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”.
Assim, o Santo Padre expressou proximidade “aos médicos, aos profissionais da saúde, enfermeiros e enfermeiras, voluntários” e às autoridades que “devem tomar medidas duras, mas para o nosso bem. Nossa proximidade aos policiais, aos soldados, que nas ruas procuram manter sempre a ordem, que se realizem as coisas que o governo pede para o bem de todos nós. Proximidade a todos”.
Por fim, o Papa anunciou que na próxima sexta-feira, 27 de março, dará uma Bênção Urbi et orbi extraordinária com o Santíssimo Sacramento diante da praça de São Pedro vazia. As pessoas que acompanharem esta bênção através dos meios de comunicação poderão lucrar a indulgência plenária, de acordo com as normas indicadas no recente decreto da Penitenciaria Apostólica.
Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.
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Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

Em lançamento da CF 2020, dom Joel chama a atenção para não naturalização das agressões à vida

CNBB
“Será que não estamos nos acostumando com a agressão cotidiana à vida e com a morte em suas diversas formas?” Com essa pergunta provocativa o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, deu início à sua fala na cerimônia de lançamento da Campanha da Fraternidade (CF) 2020 realizada hoje, dia 26 de fevereiro, na sede da entidade em Brasília (DF).
A Campanha da Fraternidade 2020 tem como tema: “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema bíblico extraído de Lucas 10, 33-34: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.
Segundo dados sistematizados no Texto-Base da CF 2020:
“No Brasil, 22,6% das crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza. 11,7 mil crianças e adolescentes foram vítimas de homicídio em 2017.
Em 2016, houve no país 11.433 mortes por suicídio, uma média de 31 casos por dia.
Nos 6 primeiros meses de 2018, os acidentes de trânsito provocaram mil mortes e 20 mil casos de invalidez permanente no país.
Em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), o Brasil era 9º país mais desigual do planeta em distribuição de renda.”
O secretário-geral da CNBB disse ser necessário indagar se realmente são necessárias estatísticas para perceber que, em nossos dias, a vida vem sendo fortemente desrespeitada. Dom Joel citou, como exemplo, o tema da violência ostensiva – tema das Campanhas de 1983 e 2018. Para dom Joel, a lista de morte é grande e já a conhecemos: “mortes nas ruas através de balas perdidas, morte nas macas dos hospitais, morte por causa da fome, do desemprego, morte no campo, nas aldeias indígenas e morte entre os jovens”.
A Campanha da Fraternidade, destacou o secretário-geral da CNBB, quer alertar para duas atitudes, a indiferença e a crença de que a morte só é vencida pela própria morte. “Essa é atitude de quem se esquece da Campanha da Fraternidade de 2018 e acaba pregando a superação da violência através da própria violência”, disse.
Dom Joel citou o Papa Francisco para falar da importância de não naturalizar a indiferença e a violência. “O Papa pede de nós um outro rumo na Laudato Sí”, disse. De acordo com o bispo, a Campanha da Fraternidade aponta para esse outro rumo a partir da parábola do Bom Samaritano. “Em tempos de indiferença globalizada, a solução para os problemas da vida nunca virá através da violência e da morte. Ela virá do cuidado! Do zelo uns pelos outros e de todos pela sociedade e pelo planeta”, afirmou.
Como exemplo de quem cuidou da vida e referência do agir como bom Samaritano, o secretário-geral da CNBB falou que a Campanha deste ano se inspira em Santa Dulce dos Pobres, canonizada pelo Papa Francisco, em outubro de 2019 . “Ouvir, sentir compaixão e cuidar” são os verbos bíblicos que a Igreja Católica vai trabalhar na Quaresma este ano, por meio da Campanha da Fraternidade 2020.
Participaram da coletiva o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a sobrinha da Santa Dulce dos Pobres e superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) na Bahia, Maria Rita Pontes, o frei Giovanni Messias, reitor do Santuário Santa Dulce dos Pobres, o coordenador executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista e a representante do projeto social da CNBB “Correndo Atrás de um Sonho”, Dayse de Oliveira.

Secretário-geral responde aos jornalistas durante coletiva de imprensa. Fotos: Comunicação CNBB
Editado por Henrique Guilhon

Em 2020, a CF convida, a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida

CNBB
No site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vamos publicar uma série de matérias que vaiapresentar por quais caminhos os agentes pastorais das comunidades, paróquias, pastorais e organismos da Igreja devem trilhar para se preparar bem para a realização da Campanha da Fraternidade de 2020.
A Campanha da Fraternidade é o modo com o qual a Igreja no Brasil vivencia a Quaresma. Há mais de cinco décadas, ela anuncia a importância de não se separar conversão e serviço à sociedade e ao planeta. A cada ano, um tema é destacado. Desta forma, a Campanha da Fraternidade já refletiu sobre realidades muito próximas dos brasileiros: família, políticas públicas, saúde, trabalho, educação, moradia e violência, entre outros enfoques.
Em 2020, a CF convida, a olhar de modo mais atento e detalhado para a vida. Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34), busca conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso, que se traduz em relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta, casa comum.
Como aprofundar o tema deste ano?
Texto-base, vídeo-aulas, matérias jornalística e o vídeo oficial integram um conjunto de subsídios para conhecer e aprofundar o tema central da campanha e se inspirar na atitude do “Bom Samaritano” na hora de planejar ações nas comunidades. Veja abaixo onde encontrar estes subsídios.
Conhecer e ler o texto-base
A Campanha da Fraternidade oferece sempre uma publicação conhecida como “Texto-base” com o aprofundamento do tema de cada ano organizado no método “ver, julgar e agir”. O subsídio é publicado pela CNBB, a Edições CNBB. Este ano, o texto-base convida a um olhar que se eleva para Deus, no mais profundo espírito quaresmal, e volta-se também para os irmãos e irmãs, identificando a criação como presente amoroso do Pai.
Ver, sentir, compaixão e cuidar são os verbos de ação que irão conduzir este tempo quaresmal. Para isso, o texto-base que é dividido em três partes, convida que cada pessoa, cada grupo pastoral, movimento, associação, Igreja Particular e o Brasil inteiro, motivados pela Campanha da Fraternidade, possam ver fortalecida a revolução do cuidado, do zelo, da preocupação mútua e, portanto, da fraternidade.
O subsídio, disponível para compra no site da editora, além de oferecer um panorama completo, com todo o referencial para que se possa viver, difundir e praticar os preceitos dessa edição da CF, traz a letra do hino oficial, a oração e o conceito da arte do cartaz. Também apresenta dados e orientações sobre o Fundo Nacional de Solidariedade e o resultado integral das coletas realizadas nas celebrações do Domingo de Ramos, coleta da solidariedade.
Assistir ao vídeo oficial da Campanha da Fraternidade 2020
A produção apresenta experiências de cuidado com a vida em suas várias dimensões encontradas Brasil afora e poderá ser utilizado para auxiliar as reflexões sobre a temática. O vídeo oferece um panorama completo, com todo o referencial necessário “para viver, difundir e praticar os preceitos desta edição da CF”.
O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, ressalta as diversas ações de cuidado em favor da vida promovidas pela Igreja em várias partes do Brasil e também “as diversas situações onde a vida tem sido descuidada e necessita de uma intervenção evangélica fruto de um coração convertido pela Palavra de Deus”. O vídeo intercala experiências de cuidado com a vida com frases de Santa Dulce dos Pobres, segundo padre Patriky, “a grande inspiradora, boa samaritana para os dias atuais”, exemplo de que “Vida doada é vida santificada”.
O vídeo pode ser encontrado no canal da CNBB no youtube: https://www.youtube.com
Vídeo aulas da CF 2020
Nesta série de três vídeos, é possível se informar sobre o tema central da CF 2020. O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, aprofunda as três partes do texto-base e da iluminação bíblica que inspirou esta campanha nos três vídeos que integram a série. As vídeo-aulas podem ser encontradas neste canal.
A série de vídeo aulas sobre o tema central pode ser vista no canal da Edições CNBB no youtube.
Matéria da Revista Bote Fé
Uma matéria jornalística especial, publicada na edição nº 30 da Revista Bote Fé, que circula de janeiro a março de 2020, aprofunda o caminho que a CF propõe: “agir como o Bom Samaritano”. A matéria fala da Quaresma como tempo litúrgico no qual a Igreja faz um convite mais intenso à conversão pessoal, renovação na família e ações em comunidade. A matéria apresenta ainda um pouco da trajetória de Santa Dulce dos Pobres e experiências no Brasil, como a experiência da Associação Guadalupe, em São José dos Campos (SP), que atua com gestantes em situação de vulnerabilidade social e com atendimento e aconselhamento de mulheres que apresentam algum risco de interromper a gravidez. A matéria apresenta ainda ações práticas a partir do texto base da CF 2020: primeirear, envolver, acompanhar, frutificar e festejar.
O link da matéria pode ser acessado aqui: https://recursos.edicoescnbb.com.br
Título Original: CF 2020 – Como conhecer o tema central: “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”?
Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon
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