Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Posts marcados ‘Maria’

O surpreendente dia em que o próprio diabo foi obrigado a louvar a Imaculada Conceição de Maria

Aleteia
Durante um exorcismo na Itália em 1823, dois sacerdotes dominicanos fizeram o diabo reconhecer o dogma que seria promulgado 30 anos depois.
8 de dezembro de 1854: o papa Pio IX promulga o dogma da Imaculada Conceição de Maria.
25 de março de 1858: na festa da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem aparece em Lourdes para Santa Bernadete e confirma o dogma dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Mais de trinta anos antes, porém, outro fato sobrenatural e surpreendente confirmou a Imaculada Conceição da Virgem Mãe de Deus. E quem a confessou foi alguém que jamais esperaríamos que o fizesse.
Era o ano de 1823. O diabo tinha possuído um jovem analfabeto de apenas 12 anos de idade, residente na atual província italiana de Avellino, na região da Apúlia. Estavam na cidade dois religiosos dominicanos, o pe. Gassiti e o pe. Pignataro, ambos autorizados pelo bispo a realizar exorcismos.
Os sacerdotes fizeram uma série de perguntas ao diabo que possuía o garoto e, entre elas, uma foi sobre a Imaculada Conceição.
O diabo confessou que a Virgem de Nazaré jamais tinha estado sob seu poder: nem mesmo no primeiro instante de sua vida, pois ela já foi concebida “cheia de graça” e toda de Deus.
Embora seja o “pai da mentira”, o diabo pode ser obrigado no exorcismo a dizer a verdade, inclusive em matéria de fé. Foi assim que os dois sacerdotes exorcistas o obrigaram a reverenciar Nossa Senhora e a louvar a sua Conceição Imaculada na forma de versos.
Humilhado, o diabo se viu forçado em nome de Cristo a cantar a glória de Maria mediante um soneto em italiano, perfeito em construção e em teologia!
Reproduzimos o original italiano e, em seguida, a tradução ao português:
Em italiano:
Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
e son figlia di Lui, benché sua Madre;
ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.
Egli è mio creator ed è mio Figlio,
son Io sua creatura e gli son Madre;
fu prodigo divin l’esser mio Figlio
un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.
L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.
Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
o senza macchia s’ha da dir la Madre.
Em português:
Sou verdadeira mãe de um Deus que é Filho,
E sou sua filha, ainda ao ser sua mãe;
Ele de eterno existe e é meu Filho,
E eu nasci no tempo e sou sua mãe.
Ele é meu Criador e é meu Filho,
E eu sou sua criatura e sua mãe;
Foi divinal prodígio ser meu Filho
Um Deus eterno e ter a mim por mãe.
O ser da mãe é quase o ser do Filho,
Visto que o Filho deu o ser à mãe
E foi a mãe que deu o ser ao Filho;
Se, pois, do Filho teve o ser a mãe,
Ou há de se dizer manchado o Filho
Ou se dirá Imaculada a mãe.
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

Nossa Senhora Auxiliadora: 5 fatos históricos

Gaudium Press
No dia 24 de maio a Igreja Católica, em todo o mundo, recorda Nossa Senhora enquanto sendo reverenciada com o título de “Maria, Auxílio dos Cristãos”.
Maria, Auxílio dos Cristãos não é apenas mais um título da Santíssima Virgem. Ele é na realidade um incentivo para que nós peçamos a Ela, pois, auxiliar, ajudar, socorrer é algo próprio de Maria.
Pedindo a Nossa Senhora posso estar certo de que serei atendido, ensina a Igreja.
A ideia de Maria como sendo Auxiliadora dos Cristãos não é de agora, desde o início do cristianismo sua poderosa e infalível intercessão é reconhecida. Ao longo da história conhecemos fatos marcantes dessa intercessão em casos especiais.
Mas, não se pode esquecer que “nunca se ouviu dizer que alguém que tenha procurado seu auxílio fosse desamparado”, mesmo sendo um “miserável pecador”.
Vejamos cinco fatos sobre Nossa Senhora Auxiliadora que possam ser pouco conhecidos ou, talvez, esquecidos.
Os primeiros cristãos chamavam Maria de “Auxiliadora”
Os primeiros cristãos na Grécia, Egito, Antioquia, Éfeso, Alexandria e Atenas costumavam chamar a Santíssima Virgem Maria de “Auxiliadora”, em grego é “Boeteia”, e significa “a que traz auxílios vindos do céu”.
O primeiro Padre da Igreja que chamou a Virgem Maria de “Auxiliadora” foi São João Crisóstomo no ano 345 em Constantinopla.
O santo disse: “Tu, Maria, é o auxílio potentíssimo de Deus”.
Nossa Senhora também foi reconhecida com este nome por Proclus no ano 476 e por Sebas de Cesária em 532.
A “Auxiliadora” intercedeu pelos Cristãos nas batalhas de Lepanto e Viena
Em 1572, o Papa São Pio V, depois da vitória do exército cristão sobre os turcos muçulmanos na batalha de Lepanto, ordenou que fosse celebrada no dia 7 de outubro a festa do Santo Rosário e que nas Ladainhas fosse invocada “Maria Auxílio dos cristãos”.
Naquele ano, Nossa Senhora livrou prodigiosamente toda a cristandade da destruição: só com o seu constatado auxílio foi possível aos cristão derrotar nas águas do Mediterrâneo o poderoso exército maometano de 282 barcos e 88.000 soldados.
Em 1683, os turcos atacaram novamente os Cristãos. Desta vez escolheram como alvo Viena, a capital austríaca. Era a época do pontificado do Papa Inocêncio XI.
Sob o comando do rei da Polônia, João Sobieski, mesmo tendo um exército inferior, os cristãos derrotaram o exército turco confiando na intercess~çao e ajuda de Maria Auxiliadora.
Pouco tempo depois, fundaram a Associação de Maria Auxiliadora, que se espalhou pelo mundo.
A festa de Maria Auxiliadora (24/05) nasceu na Revolução Francesa
A história da instituição da festa de dedicada a Nossa Senhora Auxiliadora nos remete para alguns anos depois da Revolução Francesa. Uma revolução que, como é sabido, realizou um grande golpe contra a Igreja.
Naquela ocasião, o Papa Pio VII estava preso na França, no Palácio de Fontainebleau a mandos de Napoleão Bonaparte.
As orações do Papa, pedindo a proteção para a Igreja, foram, então, dedicadas a Maria Santíssima sob a invocação de “Auxílio dos Cristãos”.
As preces do Pontífice foram atendidas: em 1815, Napoleão assinou a sua abdicação.
Quando a Igreja recuperou sua posição e poder espiritual, o Papa, já em 1815, instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 24 de maio com a intenção de perpetuar a memória do seu retorno a Roma depois do cativeiro que foi forçado a viver preso na França.
A Ucrânia celebra a festa de Nossa Senhora Auxiliadora desde o século XI
A Virgem Maria Auxílio dos Cristãos era invocada na Ucrânia desde 1030, depois que a “Auxiliadora” livrou aquela região da invasão de tribos pagãs. Desde então, a Igreja Ortodoxa nesse país celebra a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 1º de outubro.
1860, Maria Auxiliadora aparece a São João Bosco
A Virgem Maria apareceu a São João Bosco em 1860 e indicou a ele o lugar em Turim (Itália) onde queria que fosse construído um templo onde Ela pudesse ser venerada e honrada.
Foi a própria Nossa Senhora quem pediu a Dom Bosco ser homenageada com o título de “Auxiliadora”.
O Santo foi um grande propagador do amor a esta devoção mariana.
Em 1863, São João Bosco começou a construção da igreja com alguns centavos, mas com a intercessão da Santíssima Virgem Maria, em 9 de junho de 1868, apenas 5 anos depois, foi realizada a consagração do majestoso templo.
Dom Bosco dizia: “Cada tijolo deste templo corresponde a um milagre da Santíssima Virgem Maria”.
A partir daquele Santuário, começou a espalhar pelo mundo a devoção a Maria sob o título de Auxílio dos Cristãos.
(JSG)
Site: Gaudium Press
Editado por Henrique Guilhon

A Arca, a Mulher e a Virgem Maria – Maria, a nova Arca da Aliança

Dom Henrique Soares
A Igreja nos faz contemplar aquela estupenda visão do Apocalipse: “O Templo de Deus que está no céu se abriu, e apareceu no templo a arca da sua aliança”. Eis aqui uma primeira imagem da Virgem Maria: Arca da Aliança. Não é invenção da Igreja não! O próprio Evangelho de Lucas faz essa leitura da Virgem como nova Arca da Aliança. É só comparar 2Sm 6,1-15 com Lc 1,39-45: (1) a Arca vai para Jerusalém, na região montanhosa de Judá; a Virgem vai à região montanhosa de Judá; (2) Davi diz: “Como virá a Arca do meu Senhor para ficar na minha casa?”; Isabel diz: “Donde me vem que a Mãe do meu Senhor venha à minha casa?”; (3) A Arca fica três meses na casa de Obed-Edom; Maria fica três meses na casa de Isabel. Como a Arca trazia em si as tábuas da Antiga Aliança, a Virgem traz em si Aquele que é a Nova Aliança de Deus com o seu povo. Neste sentido, a Arca é um sinal do amor perene do Senhor pelo seu povo, pela sua Igreja. É isto também que é a Virgem Maria, enquanto Mãe dAquele que é a nossa Aliança.
A Mulher grávida, vestida de sol, pisando a luz e coroada com doze estrelas é, ao mesmo tempo, a Igreja e a Virgem Maria: Maria é personificação e imagem da própria Igreja. A Liturgia hoje contempla nesta Mulher (cf. Gn 3,15; Jo 2,4; 19,26) a própria Virgem Maria: vestida de Cristo, Sol de justiça, nele glorificada; ela entra naquilo que é definitivo: pisa a lua, sinal da inconstância e mutabilidade da vida; coroada com doze estrelas, número do antigo e do novo Israel, que é a Igreja. Mas, sempre grávida, sempre exercendo sua função materna de gerar Cristo em nós pela sua oração maternal, como nova Arca da Aliança de Deus com o seu povo, que é a Igreja. Na luta que atravessa a história, luta entre o Reino de Deus e o reino de Satanás, a Virgem Maria estará sempre presente, como consolo, força e intercessão materna!
Olhemos para o céu, onde está em corpo e alma a Virgem Santíssima: o que ela foi nós somos: peregrinos neste mundo; o que ela é nós seremos: totalmente glorificados na glória de Cristo!
Título Original:  A Arca, a Mulher e a Virgem Maria
Site: Dom Henrique.com
Editado por Henrique Guilhon

…”E disse ao discípulo, eis aí tua Mãe”


PHN


Padre Paulo Ricardo – Foto: Roger Ferrari/cancaonova.com

Eventos Canção Nova
Não tenhas medo de receber Maria.Nossa Senhora é o coração com o qual Jesus foi acolhido neste mundo.
Deus preparou um coração cheio de amor para acolher Seu Filho Jesus: o coração de Maria.
Se olharmos nosso coração, não encontraremos amor suficiente para acolher Jesus. Quando o Amor se fez carne, quando veio ao mundo, nós O matamos. Ele, no entanto, não foi recebido, neste mundo, apenas com bofetões e cusparadas; Jesus foi recebido por Maria, e foi amado por ela como mereceu. Nossa Senhora é o coração com o qual Jesus foi acolhido neste mundo.

Deus é Amor

Deus criou nossos primeiros pais: Adão e Eva. Deus nos criou, e nos criou como amigos. Nós sabemos que Ele é amor, mas temos medo d’Ele. “E se a vontade de Deus não for boa?” Isso acontece por causa do pecado original. Ele é amor infinito, mas dentro de todos nós existe um medo de nos entregarmos a Ele.
Deus nos ama! Ele é nosso amigo! E a tentação nunca vai ser maior do que a graça de Deus, que está ao nosso lado, sustentando-nos. O diabo sabe como tentar você, deixando espaço de liberdade, para que a responsabilidade seja sua.
:: Confira as fotos do PHN!
Qual a maior tentação que o diabo usa? A mentira. A serpente colocou, no coração de Eva, que Deus é um enganador, que, no fundo, Ele não queria nosso bem.
Quando pensamos “católico não pode nada”, nossa revolta é com Deus, mas foi a serpente que colocou, em nosso coração, que Deus é mentiroso, é mau. Se Ele nos nega as coisas, é porque não nos quer bem. Adão e Eva começaram a tratar Deus como se Ele fosse um inimigo. Então, o Senhor amaldiçoou a serpente como animal traiçoeiro: “Porei inimizade entre ti e a mulher”.

Maria no plano de salvação

Eva foi a Mulher, a Virgem, a Imaculada sem pecado, a Noiva. Ela foi visitada por um anjo. Maria faz parte do plano de salvação de Deus. Se a perdição entrou pela desobediência de Eva, Deus quis que a salvação entrasse, na nossa vida, por uma Mulher.
“Deus quer precisar da Virgem Maria. E se Ele precisa dela, nós também precisamos.” Nenhum católico tem dúvida: Jesus é o único mediador entre o homem e Deus. E para que Ele seja o Mediador, é preciso que seja verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem.
Jesus é a ponte, mas essa ponte quis Deus que passasse por uma porta. Como Eva desobedeceu, Maria, obediente, disse: “Eis aqui a serva do Senhor”. A porta se abriu e a salvação entrou no mundo por meio da Virgem Maria, que é a Porta do Céu! Ela é a porta pela qual passou o Mediador Universal.
O que Deus nos diz, hoje, é o mesmo que o anjo disse a José: “Não tenhas medo de receber Maria”. Foi Deus quem a deu para nós. Ela não é uma mulher qualquer, Ela é a Mulher!
Quando admiramos Maria, ela se torna para nós o reflexo do amor de Deus.
O pecado original nos levou a ter medo de Deus. Nós somos como Adão e Eva, escondidos atrás do arbusto, mas Deus enviou uma Mulher, porque ninguém tem medo de se entregar nos braços de uma boa Mãe.
Diga para Nossa Senhora: “Mãe, eu estou com medo! Cuida de mim! No teu colo, Mãe, cuida de mim!”. Se nós nos entregarmos a Maria, Ela vai nos entregar para Deus. Quando nos aproximamos da lua, vamos, diretamente, para a luz do sol. Se nos entregarmos para Nossa Senhora, já estaremos no coração de Deus. Não tenhamos medo de nos entregarmos a Maria, porque ela nos entregará para Deus.”
Transcrição e adaptação: Thati Kedma
Leia mais:
Veja pregação completa:
Título Original: Filho, eis tua Mãe
Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

Adão, sendo homem, quis tornar-se Deus e perdeu-se. Cristo, sendo Deus, quis fazer-se homem para a salvação do homem. Por seu orgulho o homem caiu tão baixo que só podia ser levantado pelo abaixar-se de Deus

Há tantos que têm uma ideia tão superficial sobre o Sim que Maria deu ao Anjo Gabriel naquele momento tão santo e único na sua vida! Para muitos, o sim de Maria foi uma aceitação qualquer, e, caso ela não quisesse, Deus iria certamente “à procura” de outra “mulher temente qualquer”, como Maria. Enganam-se profundamente, quando ignoram o fato de que sérios estudos sobre Maria ao longo dos séculos, comprovam biblicamente que Maria foi “querida” por Deus e preparada para “ser sua Mãe” desde a queda da humanidade no pecado ( “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te pisará a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.” Gen. 3,15 ). É inegável, que Jesus, várias vezes, e não sem um propósito, chama sua Mãe de “mulher”. No momento do seu sim, Maria deveria está completamente livre, de qualquer temor ou preocupação de decepcionar o propósito de Deus, ou seja, livre de qualquer medo ou obrigação. Seu sim deveria ser abandonado no completo amor a Deus, na completa liberdade, sinceridade… qualquer falta desses “itens” abalaria todo o projeto de Deus sobre nossa salvação. Jamais Deus aceitaria de Maria um sim duvidoso, medroso, desconfiado… O que Deus nunca faz é obrigar alguém a algo. Ele propõe. Estudiosos refletem que nesse momento, toda a criação entrou como numa “paralisação” para aguardar este “sim”. E quando isso aconteceu, a festa foi sem tamanho, em toda criação e no Céu. São coisas realmente misteriosas de Deus. Se Maria não dissesse “Sim”, Jesus não viria, e se Jesus não viesse, a nossa salvação não existiria. Ninguém poderia dá o sim de Maria, a não ser, Maria, assim como ninguém poderia nos trazer a salvação, a não ser, Jesus. 
Henrique Guilhon 


 
Cléofas
O SIM de Maria dito ao Arcanjo Gabriel foi determinante para dar início à História da nossa Salvação…
Santo Agostinho disse que: “Adão, sendo homem, quis tornar-se Deus e perdeu-se. Cristo, sendo Deus, quis fazer-se homem para a salvação do homem. Por seu orgulho o homem caiu tão baixo que só podia ser levantado pelo abaixar-se de Deus”.
O pecado original nos fez perder a filiação divina; a humanidade foi expulsa do paraíso; e só poderia se reconciliar com Deus se houvesse a salvação por meio de Deus mesmo.
Mas, para que o Filho de Deus pudesse se tornar também homem, e nosso Salvador, sem deixar de ser Deus, era preciso que fosse concebido por uma mulher. Desde a queda de Adão e Eva Deus já tinha prometido que a salvação da humanidade viria por meio de uma Mulher, já que o demônio seduziu a primeira mulher para injetar seu veneno na sua descendência. Deus disse à Serpente maligna: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gen 3,15). Esta Mulher prometida no Protoevangelho era Maria.
Este projeto de Deus para a nossa salvação se realizou como São Paulo explicou: “Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gal 4,4). Por meio da Virgem Maria veio o Salvador, que nos reconciliou com Deus por Sua morte e ressurreição. Nele nos tornamos novamente filhos de Deus por adoção, pelo Batismo, e Deus enviou o Espirito Santo aos nossos corações.
Diz o nosso Catecismo que: “A Anunciação a Maria inaugura a “plenitude dos tempos” (Gl 4,4), isto é, o cumprimento das promessas e das preparações. Maria é convidada a conceber aquele em quem habitará “corporalmente a plenitude da divindade” (Cl 2,9).
Deus anunciou muitas vezes pela boca dos seus profetas como isso aconteceria. O Salvador viria da tribo de Davi, filho de Jessé: “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes ”(Is 11,1). “O próprio Senhor vos dará um sinal: uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7, 14). “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma Luz… um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, a soberania repousa sobre os seus ombros, e ele se chama: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Príncipe da Paz” (Is 9,1-7). Quando Ele vier e estabelecer Seu Reino entre nós, haverá paz e bem estar:
“Então o lobo será hospede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da serpente. Não se fará mal nem dano em todo o meu Santo Monte.” (Is 11, 1-9). Virá Aquele que “ilumina todo homem que vem a este mundo” (João 1, 9).
Ele será o Messias, o esperado pelas nações, “o mais belo dos filhos dos homens”. Sem a sua luz o homem vive nas trevas; “permanece para si mesmo um desconhecido, um enigma indecifrável, um mistério insondável”, como disse São João Paulo II; sem Ele ninguém sabe quem é, e não sabe para onde vai.
Mas para que tudo isso acontecesse, Deus tinha de escolher uma Mulher, a melhor Mulher, e escolheu. A tradição judaica diz que todas as mulheres judias acalentavam o sonho de ser a Mãe do Messias, menos a pequena Maria, escondida na pequenina e desprezada Nazaré. Mas Deus precisava da mulher mais humilde para esta missão, porque a primeira mulher foi soberba, pecou porque “quis ser como Deus”. Santo Irineu de Lião (†200) disse que pela obediência de Maria foi desatado o nó da desobediência de Eva. E Jesus pela radical humilhação anulou a soberba de Adão.
A Igreja nos ensina que: “Deus enviou Seu Filho” (Gl 4,4), mas, para “formar-lhe um corpo” quis a livre cooperação de uma criatura. Por isso, desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe de Seu Filho, uma filha de Israel, uma jovem judia de Nazaré na Galileia, “uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi, e o nome da virgem era Maria” (Lc 1,26-27): “Quis o Pai das misericórdias que a Encarnação fosse precedida pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de seu Filho, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, uma mulher também contribuísse para a vida”. (Cat. n. 488; LG, 56).
O SIM de Maria dito ao Arcanjo Gabriel foi determinante para dar início à História da Salvação. “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1,38). Não colocou qualquer obstáculo e nem a menor exigência ao plano e à vontade de Deus. Então Nela o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Foi inaugurada a História da nossa salvação. Deus se fez homem no sei da Virgem preparada por Deus, concebida sem pecado original, virgem como Eva, mas Imaculada. Deus a escolheu por ser a mais humilde de todas as mulheres. Ela canta em seu Magnificat: “Ele olhou para a humildade de Sua serva”.
O Espírito Santo foi enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-la divinamente, ele que é “o Senhor que da a Vida”, fazendo com que ela concebesse o Filho Eterno do Pai em uma humanidade proveniente da sua. Quando ela foi servir a Sua prima Santa Isabel, logo foi saudada por Isabel, cheia do Espírito Santo, como “a Mãe do meu Senhor”.
Santo Agostinho exclama: “És Maria, a beleza e o esplendor da terra, és para sempre o protótipo da santa Igreja. Por uma mulher, a morte, por outra mulher a vida: por ti, Mãe de Deus. Eva foi a causadora do pecado; Maria, causadora do merecimento. Aquela feriu, esta curou.
Maria é mais bem-aventurada recebendo a fé de Cristo do que concebendo a carne de Cristo. Maria permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo a luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo do seu seio, Virgem sempre. Jesus tomou carne da carne de Maria. Na Eucaristia Maria perpetua e estende a sua Divina Maternidade”.
O SIM de Maria fez dela a Mãe do Senhor, a Mãe da Igreja e a Mãe de cada irmão de Jesus resgatado pelo Seu Sangue. Diz ainda Santo Agostinho: “Maria é chamada nossa Mãe porque cooperou com sua caridade para que, nós, fiéis, nascêssemos para a vida da graça, como membros da nossa cabeça, Jesus Cristo”. São Tomás de Aquino disse que: “Maria pronunciou o seu “fiat” (faça-se) em representação de toda a natureza humana”. “Por ser Mãe de Deus, Maria, tem uma dignidade quase infinita”. Em nome de cada um de nós Nossa Senhora disse Sim a Deus, e a salvação chegou até nós. Por isso Deus fez dela a medianeira de todas as graças.
São Francisco de Sales, o grande doutor inspirador de Dom Bosco disse que: “As crianças, vendo o lobo, correm logo para os braços do pai ou da mãe, pois ali se sentem seguras. Assim devemos fazer: recorrer imediatamente a Jesus e a Maria”.
“Recorre a Maria! Sem a menor dúvida eu digo, certamente o Filho atenderá sua Mãe. Tal é a vontade de Deus, que quis que tenhamos tudo por Maria”, disse o doutor São Bernardo. Ele garante que “Maria recebeu de Deus uma dupla plenitude de graça. A primeira foi o Verbo eterno feito homem em suas puríssimas entranhas. A segunda é a plenitude das graças que, por intermédio desta divina Mãe, recebemos de Deus. Deus depositou em Maria a plenitude de todo o bem”. Por isso, o grande doutor dizia:
“O servo de Maria não pode perecer. Se se levantam os ventos das tentações, se cais nos escolhos dos grandes sofrimentos, olha para a Estrela, chama por Maria! Se as iras, ou a avareza, ou os prazeres carnais se abaterem sobre a tua barca, olha para Maria. Se, perturbado pelas barbaridades dos teus crimes, se amedrontado pelo horror do julgamento, começas a ser sorvido em abismos de tristeza e desespero, olha para a Estrela, chama por Maria. Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que ela não se afaste dos teus lábios, não se afaste de teu coração. Maria é a onipotência suplicante”.
Título Original: O SIM que mudou a história da humanidade
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

Considerando a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria, que na espera do Espírito no Pentecostes (cf. Act 1, 14), nunca mais parou de ocupar-se e de curar maternalmente da Igreja peregrina no tempo – Instituída a memória de Maria Mãe da Igreja, no calendário litúrgico

Aleteia
Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março, pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória será celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.
O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto “Ecclesia Mater”: favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.
“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, lê-se ainda no Decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério, o Card. Robert Sarah.
Em anexo ao decreto, foram apresentados, em latim, os respectivos textos litúrgicos, para a Missa, o Ofício Divino e para o Martirológio Romano. As Conferências Episcopais providenciarão a tradução e aprovação dos textos, que depois de confirmados, serão publicados nos livros litúrgicos da sua jurisdição.
De acordo com o Decreto, onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.
“Considerando a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria, que na espera do Espírito no Pentecostes (cf. Act 1, 14), nunca mais parou de ocupar-se e de curar maternalmente da Igreja peregrina no tempo, o Papa Francisco estabeleceu que na Segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja seja obrigatória para toda a Igreja de Rito Romano”, comentou o Card. Sarah.
“O desejo é que esta celebração, agora para toda a Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem – Crux, Hostia et Virgo. Estes são os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a contemplar no silêncio.”
Título Original: Papa institui a Memória de Maria “Mãe da Igreja” no calendário litúrgico
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon
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