Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

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São João Batista, último dos profetas, morre dando testemunho da Fé

A Igreja recorda o martírio de São João Batista, o último dos profetas antes da chegada do Messias.
GaudiumPress
O Santo Profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”, não se calou, pensou na Verdade, antes de pensar na própria vida. 
São João Batista não só foi contemporâneo de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas também foi seu Parente. 
Sua Mãe Santa Isabel era prima da Virgem Maria.
São João Batista morreu dando testemunho da Fé
São João morreu dando testemunho da Fé, manteve-se firme depois de denunciar a convivência ilícita que o rei Herodes Antipas mantinha com Herodias, esposa de seu irmão Filipe. Por causa disso, São João foi preso na Fortaleza de Maqueronte e, depois, decapitado por ordem do rei.
“Não te é permitido coabitar com a esposa de seu irmão”, lembrava São João ao rei, denunciando dessa forma a vida imoral que o poderoso monarca levava.

O santo profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”

São João já havia sido aconselhado em diversas ocasiões que não deveria fazer críticas públicas ao rei por causa dos danos que isso lhe poderia causar, porém o santo profeta sabia que sua obrigação era “anunciar e denunciar”, por isso decidiu não se calar, mas dizer a verdade, como Nosso Senhor Jesus Cristo também fez.
 
Herodes tinha certo respeito e admiração por João Batista
Em seu Evangelho, São Marcos lembra que Herodes tinha um certo respeito e admiração por São João, mas sentiu-se de tal modo pressionado a agir contra ele que resolveu prendê-lo. Herodias, amante do rei, pretendia acabar com a vida daquele homem que a criticava tão duramente e com tanta desenvoltura e coragem.


Herodias respondeu de imediato: “Quero a cabeça de João Batista”

São Marcos narra que o rei Herodes decidiu fazer um grande banquete em seu palácio para comemorar seu aniversário. Todos os chefes da cidade estiveram presentes no banquete.
Para presentear o rei, a filha de Herodias executou uma dança que Herodes gostou muito. Quando ela terminou, Herodes lhe fez um juramento: “Peça-me o que quiser e eu darei a você, mesmo metade do meu reino.”
A moça, então, foi procurar sua mãe para perguntar o que ela deveria pedir ao rei. E Herodias respondeu de imediato: “a cabeça de João Batista.”
A moça levou, então, a resposta ao rei. E Herodes espantou-se com o pedido feito por ela e ficou triste, pois ele admirava e respeitava São João, porém, ele havia feito um juramento diante de todos os notáveis ​​do reino, por isso, imediatamente ordenou que um guarda fosse até onde o profeta estava e lhe cortasse a cabeça.
E a cabeça de São João foi apresentada à moça, que por sua vez, a levou até sua mãe.
O verdadeiro cristão pensa na Verdade antes de pensar na própria vida
O martírio de São João Batista é um exemplo de testemunho da obrigação que tem o cristão de dizer a verdade em todos os momentos, mesmo que isso possa trazer consequências negativas para ele:
O verdadeiro cristão pensa na Verdade antes de pensar na própria vida. Isto faz sentido na medida em que, assim agindo, serve ao Senhor, anuncia sua Vida e sua Palavra.
Martírio de São João Batista: exemplo para o século XXI
O martírio de São João Batista continua sendo exemplo no século XXI. Os recentes martírios no Oriente Médio, por meio de decapitações, nos lembram São João Batista e o admirável testemunho de manter a fé até as últimas consequências. (JSG)
Site: GaudiumPress
Editado por Henrique Guilhon

Papa: Jesus é o tesouro escondido, a pérola de grande valor

Antoine Mekary | ALETEIA

Aleteia


Em nossos dias, disse o Papa Francisco, “a vida de alguns pode resultar medíocre e sem brilho porque provavelmente não foram em busca de um verdadeiro tesouro”
 
“OReino dos Céus é o contrário das coisas supérfluas que o mundo oferece, é o contrário de uma vida banal: é um tesouro que renova a vida a cada dia e a expande em direção a horizontes mais amplos.”
 
Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo, falando da janela do palácio apostólico que dá para a Praça São Pedro aos fiéis e peregrinos que com o Santo Padre rezaram a oração mariana.
 
A reflexão do Santo Padre concentrou-se no Evangelho do dia (Mt 13,44-52), que corresponde aos últimos versículos do capítulo que Mateus dedica às parábolas do Reino dos Céus.
 
O trecho compreende três parábolas brevemente acenadas e muito curtas: a do tesouro escondido no campo, a da pérola preciosa e a da rede lançada ao mar.
 
Na alocução que precedeu à oração mariana Francisco deteve-se sobre as duas primeiras nas quais o Reino dos Céus é assimilado a duas diferentes realidades “preciosas”, ou seja, o tesouro no campo e a pérola de grande valor.
 
“A reação daquele que encontra a pérola ou o tesouro é praticamente igual”, observou: “o homem e o mercante vendem tudo para adquirir aquilo mais têm a peito”.
 
“Com essas duas semelhanças, Jesus se propõe envolver-nos na construção do Reino dos Céus, apresentando uma característica essencial do mesmo: aderem plenamente ao Reino aqueles que estão dispostos a arriscar tudo.”
 
“De fato, tanto o homem quanto o mercante das duas parábolas vendem tudo aquilo que possuem, abandonando assim suas seguranças materiais. Disso se entende que a construção do Reino exige não somente a graça de Deus, mas também a disponibilidade ativa do homem.”
 
Os gestos daquele homem e do mercante que vão em busca, privando-se de seus bens, para comprar realidades mais preciosas, são gestos decididos e radicais. “E, sobretudo, feitos com alegria, porque ambos encontraram o tesouro.”
 
“Somos chamados a assumir a atitude destes dois personagens evangélicos, tornando-nos também nós saudáveis buscadores irrequietos do Reino dos Céus. Trata-se de abandonar o pesado fardo de nossas seguranças mundanas que nos impedem de buscar e construir o Reino: a ganância pela posse, a sede de lucro e de poder, o pensar somente em nós mesmos.”
 
Em nossos dias, prosseguiu o Papa, “a vida de alguns pode resultar medíocre e sem brilho porque provavelmente não foram em busca de um verdadeiro tesouro: contentaram-se com coisas atraentes, mas efêmeras, cintilantes, mas ilusórias, porque depois deixam na escuridão.”
Verdadeiro tesouro
 
Segundo o Papa, o Reino dos Céus “é um tesouro que renova a vida a cada dia e a expande em direção a horizontes mais amplos”, e “quem encontrou este tesouro tem um coração criativo e em busca, que não repete, mas inventa, traçando e percorrendo novos caminhos, que nos levam a amar Deus, a amar os outros, a amar verdadeiramente a nós mesmos”.
 
“Jesus, que é o tesouro escondido e a pérola de grande valor, só pode suscitar alegria, toda a alegria do mundo: a alegria de descobrir um sentido para a própria vida, a alegria de senti-la comprometida com a aventura da santidade.”
 
“Que a Santíssima Virgem nos ajude a buscar todos os dias o tesouro do Reino dos Céus, a fim de que em nossas palavras e em nossos gestos se manifeste o amor que Deus nos deu através de Jesus”, disse o Papa Francisco.
 
 
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

29 de junho: O dia do Papa

Gaudium Press


Enquanto a Santa Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, as duas colunas que solidificam o alicerce da Fé, o calendário civil comemora o dia do Papa, glorificando aquele que foi eleito para governar e santificar os fiéis.

Em honra do martírio do primeiro Pontífice, o apóstolo São Pedro, comemora-se o dia do Papa em 29 de junho.
Muitas vezes, entretanto, a figura do Papa é tomada como um simples representante diplomático ou político, posto num elevado cargo, que tem autoridade e domínio sobre parte da sociedade. Lastimoso equívoco, pois tão grande é a missão e vocação desse varão escolhido por Deus, que ele é chamado a se configurar com Jesus Cristo, em tão alto grau, que seja sua perfeita representação dentre os homens. Deus deve estar presente no mundo através do Sumo Pontífice.
Fundada sobre uma “pedra”
 
O papado é uma instituição fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo a fim de constituir uma cabeça visível que governe a Santa Igreja Católica no decorrer dos séculos, até o fim dos tempos.

No ato da instituição, o próprio Deus entregou os poderes espirituais e temporais ao Apóstolo Pedro, que Ele escolheu para ser o primeiro dos Papas.
Sua origem remonta dos tempos em que o Deus Humanado vivia sobre a Terra.
 
Com efeito, enquanto Jesus caminhava no território de Cesareia de Filipe, com seus discípulos, aconteceu uma cena que marcaria toda a história da humanidade. Um simples pescador da Galileia proclama em alta voz: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (Mt 16,16) Após essa primeira manifestação pública da divindade de Jesus, o Homem-Deus anuncia que fundará sua Igreja sobre esta pedra, que era Pedro, e que ninguém, nem mesmo as portas do inferno poderão derrotá-la. Entrega-lhe também “as chaves do Reino do Céu”, que representam todo o poder sobre a sociedade espiritual e temporal de que o Papa dispõe.

Início simples na aparência, mas divino na realidade. Dessa maneira Deus fundava uma instituição que foi capaz de perpetuar sua existência até o fim dos tempos. Embora inúmeras vezes, ao longo da história, os maus a tentaram destruir, isso nunca acontecerá, pois a promessa de indestrutibilidade veio do próprio Deus.
 
Quem é o Papa? E quais são os seus poderes?
 
Atualmente, a eleição de um Papa se realiza mediante um conclave , ou seja, a reunião de todos os cardeais com menos de 80 anos, para escolher aquele que será elevado ao Sólio Pontifício. O Espírito Santo, que sempre está presente na Igreja, santificando as almas, é quem realmente preside a reunião, e pela boa fé dos cardeais e confiança na assistência divina, eles creem estar elegendo aquele que foi escolhido pelo próprio Deus. É necessário, pelas leis da Igreja, que os eleitores sejam cardeais, ou seja, um bispo que recebeu um título que lhe elevou à dignidade de Príncipe da Igreja. Porém, não é necessário que o eleito seja bispo, se alguém for escolhido nessa condição, se procede imediatamente à ordenação episcopal.

Ao ser eleito e assumir a governo da Santa Igreja, o Sumo Pontífice passa a ter plenos poderes de jurisdição, conforme o Código de direito canônico: “O Bispo da Igreja de Roma, no qual permanece o múnus concedido pelo Senhor de forma singular a Pedro, o primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido aos seus sucessores, é a cabeça o Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e Pastor da Igreja universal neste mundo; o qual, por consequência, em razão do cargo, goza na Igreja de poder ordinário, supremo, pleno, imediato e universal, que pode exercer sempre livremente”.

Além do poder de jurisdição – que lhe dá o direito de promulgar leis, julgar e impor penas, de forma direta no campo espiritual e indireta no temporal, sempre que se apresente necessária para obter bens espirituais – os poderes do Santo Padre são os de ensinar, por ser ele, por excelência, aquele que transmite os ensinamentos da fé para o rebanho de Cristo . No tocante às matérias de fé e moral, o Papa ao se pronunciar ex-cathedra, ou seja, sob o peso de sua autoridade outorgada por Deus, de acordo com um cerimonial pré-estabelecido, em nome de toda a Santa Igreja, ele é infalível, e, portanto, não pode errar. Isso é o que norteia e sustenta a confiança dos fiéis, pois vivendo em meio aos maiores encalços do mundo hodierno, sabem que sempre haverá uma voz que ensina a verdade de maneira inerrante.
Grandes Papas
 
Ser Papa é realmente uma missão altíssima, e por essa razão o Sumo Pontífice é assistido de maneira toda especial pela graça divina. Quase se diria que é difícil não se santificar, tal é a intensidade das graças que a Providência lhe dispensa. Por isso, muito foram os Pontífices que praticaram as virtudes em grau heroico, e foram elevados às honras dos altares. São santos.

No decorrer da vida desses insignes pastores, além de serem exemplos de virtude, muitos deles, marcaram a história.
São Leão Magno (440-461), por exemplo, no período de seu pontificado, além de combater vivamente diversas heresias, como o nestorianismo, o monofisismo, o pelagianismo, enfrentou pessoalmente Átila, o chefe dos Hunos, um povo bárbaro extremamente violento, que estava para invadir Roma. O Papa com toda coragem dirigiu-se a ele paramentado com as vestes pontificais, e no momento do encontro entre um venerável ancião e o chefe dos Hunos, acompanhando o séquito pontifício apareceram no Céu as figuras de São Pedro e São Paulo, corroborando a atitude do Santo Pontífice, que por força de sua presença dobrou ao chão a autoridade de um fanático por destruir a civilização. Roma e boa parte da Cristandade foram salvas pela força do Papa, o que nem mesmo o Imperador foi capaz de fazer.

De muitas outras formas, refulgiu aos olhos dos homens a glória de insignes Papas que souberam defender e guiar a Santa Igreja, dentre eles São Gregório VII (1020-1085), no período da Idade Média, que após sua nomeação pôs em prática a reforma que vinha planejando enquanto auxiliava seus predecessores, deixou bem demarcada a autoridade da Igreja em relação ao poder temporal, e reformou as instituições eclesiásticas. São Pio V (1566-1572), que renovou o clero e a liturgia da Missa, e salvou o continente europeu da invasão muçulmana na Batalha de Lepanto, com o auxílio da Santíssima Virgem. São Pio X (1903-1914), que foi um insigne defensor da ortodoxia doutrinária, governando a Igreja em um período de intenso laicismo, e tendências modernistas. Além de combater esses erros, foi um propulsor do convívio eucarístico entre os fiéis, inclusive permitindo o acesso precoce das crianças à Eucaristia. Promoveu o estudo do canto gregoriano, criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado após sua morte, em 1917.

Por fim, além dos santos, outros tipos de homens também ficam registrados nas páginas da história, como é o caso daqueles que praticam ações abomináveis que devem ser lembradas como um exemplo para não seguir, assim aconteceu com os antipapas. Trata-se de usurpadores que ilicitamente se sentaram, ou tentaram se sentar, no Trono de São Pedro, utilizando de prerrogativas que não lhes são próprias, causando divisão e confusão nos fiéis.
 
* * *
 
Ser o Doce Cristo na Terra, eis a missão tão grandiosa que o próprio Deus outorgou àquele que Ele escolheu para governar a Santa Igreja, proteger o rebanho, expandir a Fé, e assim, constituir o Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre todos os homens. Missão grandiosa, e muito séria, pois um único homem passa a responder perante o Criador pela salvação ou perdição de todo o rebanho.

Passaram-se dois milênios e a Santa Igreja atravessou incólume todas as procelas e tempestades que a atingiram. Nesses tempos calamitosos em que vivemos devemos ter certeza de que não será diferente. Deus sempre protegerá sua Igreja do ataque dos adversários. Tenhamos fé em suas palavras: “As portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”. (Mt 16, 18)
 
Por Jiordano Cararro
 
1 As normas que regem a eleição de um novo Pontífice se encontram na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, do Papa João Paulo II, de 22 de fevereiro de 1996, que vigora até os dias de hoje. Disponível em <http://www.vatican.va>.
2 Código de Direito Canônico. Cânon 331.
3 Catecismo da Igreja Católica. § 891.
 
 
Site: Gaudium Press
Editado por Henrique Guilhon

O Tempo das Catacumbas

Cléofas
 
As catacumbas são cemitérios gigantescos, subterrâneos, onde gerações de cristãos enterraram seus mortos.
 
As mais importantes estão em Roma, mas as encontramos também em Nápoles, Siracusa, na África, Egito e Ásia Menor. As mais antigas de Roma são as grutas vaticanas, do século I, Comodila, Domitila, Giovani, Panfilo, São Sebastião, Santa Priscila, Santa Domitila, Santos Marcelino e Pedro, Santa Sabrina e São Calisto. Os cristãos preferiam sepultar os seus mortos ao invés de incinerá-los como faziam os romanos, pois a tradição bíblica nunca falou em cremação, embora esta seja hoje permitida pela Igreja, desde que não seja para desafiar a fé na ressurreição (cf. CIC §2301).
 
Para livrar-se da perseguição os cristãos haviam convertido as catacumbas em intrincados labirintos. Mas este recurso não lhes salvou do ódio dos pagãos, encurralando-os e matando-os como se fossem bestas ferozes. De modo especial isso ocorreu no século III.
 
Flávia Domitila, sobrinha do imperador Vespasiano (69-79), convertida, entregou o terreno de uma de suas casas de campo para a sepultura dos seus parentes cristãos e demais fiéis. A lei romana considerava sagrado o lugar de um cemitério. Esses cemitérios cristãos cresceram tanto que tinham um administrador. No ano 217 um desses se tornou o Papa Calisto I (217-223), cujo nome ficou ligado a uma dessas regiões. Essa Roma subterrânea é imensa; algumas delas têm cinco andares e a mais profunda chega a 25 metros abaixo da superfície. O total de seu comprimento é algo em torno de mil quilômetros. A de Santa Sabrina, que não é a mais extensa, tinha 16.500 metros quadrados de superfície e 1600 metros de comprimento, com 7736 túmulos (Rops, Vol. I, p. 200).
 
Os cadáveres se depositavam em nichos construídos nas paredes dos corredores, alguns tão estreitos que só permitiam passar uma pessoa. Mas existiam lugares onde se alargavam formando pequenas criptas e ali se celebrava a Santa Missa. Ali, na escuridão daqueles lugares, esperava a Igreja, orando e sofrendo com paciência, que chegasse a hora de brilhar a luz do sol.
 
Nelas se encontram muitas figuras religiosas pintadas, o que mostra que os primeiros cristãos nunca rejeitaram as imagens. Encontramos a mais antiga imagem da Virgem Maria nas catacumbas de Priscila, em Roma. Pode-se ver claramente a representação do mistério central da nossa fé, a Encarnação: “Ali se vê a figura de um homem que aponta para uma estrela, situada acima da Virgem com o Menino, um profeta, provavelmente Balaão a anunciar que um astro procedente de Jacó se torna chefe” (Nm 24,17) (Catecismo da Igreja, Ed. Loyola, pp. 19-20).
 
Pode-se conhecer muito da história do Cristianismo nascente pela imensa quantidade de documentos arqueológicos encontrados nas catacumbas: diversos textos, cartas de bispos e santos, obras místicas, etc., que podem ser vistos no livro de Fabrizio Mancinelli.
 
De 117 a 138, reinou Adriano, que construiu o seu famoso mausoléu, hoje chamado de Castelo de Sant´Angelo próximo do Vaticano. A princípio Adriano mostrou certa tolerância com os cristãos, até que em 133 os romanos travaram três anos de guerra contra os judeus na Terra Santa e Adriano mandou profanar ali os lugares sagrados, tanto dos judeus como dos cristãos, sem que estes tivessem participado das revoltas contra o Império. Ele implantou o paganismo na Terra Santa e construiu sobre os lugares santos do Cristianismo, templos aos deuses romanos. A Palestina foi transformada na província romana Aelia Capitolina e a entrada em Jerusalém foi proibida a judeus e cristãos. O templo de Salomão foi transformado em templo de Júpiter; o Gólgota (Calvário) foi todo coberto para desaparecer, e sobre o túmulo de Jesus foi construído um templo a Vênus. Isto fez com que Santa Helena, no século IV, pudesse encontrar exatamente os lugares sagrados. Do mal Deus sabe preparar o bem.
 
Infelizmente os cristãos foram erroneamente identificados com os judeus, piores inimigos dos romanos; e a perseguição recomeçou, com muitos mártires. Em sua perseguição morreram os Papas Sisto I (115-125) e Telésforo (125-136).
 
De 138 a 161 reinou Antonino Pio e a perseguição continuou. O Liber Pontificalis e o Martirológio Romano afirmam que o Papa Santo Higino (136-140) sofreu o martírio no dia 11 de janeiro de 140 durante esta perseguição e foi sepultado junto ao corpo de São Pedro no Vaticano. O Martirológio diz ainda que foram mártires sete filhos da senhora Felicidade:
 
“Em Roma [festeja-se] a paixão dos santos sete irmãos mártires, isto é Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial no tempo do imperador Antonino, quando era prefeito da cidade Públio. Entre esses, Januário, após ter sido açoitado com varas e padecido no cárcere, foi morto com flagelos chumbados; Félix e Filipe foram mortos a cacete, Silvano foi jogado num precipício; Alexandre, Vidal e Marcial foram punidos com sentença capital” (Sgarbossa, 1996, p. 216).
 
De 161 a 180 reinou o filósofo estoico Marco Aurélio, que perseguiu os cristãos; foram martirizados São Justino (†165) o senador Apolônio, os Papas Aniceto (155-166), Sotero (166-175) e São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de São João em Éfeso. Em 172 o bispo Melitão de Sardes, na Lídia, escreveu uma Apologia a Marco Aurélio, mostrando que um bom entendimento entre o Estado e a Igreja seria bom para ambos. Também, em 177, Atenágoras de Atenas escreveu ao mesmo imperador e a seu filho Cômodo a respeito dos cristãos.
 
No ano de 177 um furor popular anticristão estourou em Lião, na Gália, em uma festa. Cerca de cinquenta cristãos, depois de torturados foram jogados às feras por serem “ateus”; não cultuavam os deuses. Em 180 seis cristãos de Cílio, no norte da África foram condenados à morte pelo procônsul Saturnino. O relato deste martírio é o primeiro texto cristão em língua latina.
 
De 180 a 192, reinou Cômodo, filho de Marco Aurélio; houve também mártires. No entanto, uma das mulheres de Cômodo, Márcia, tinha simpatia pelo Cristianismo e conseguiu que seu esposo diminuísse a perseguição aos cristãos. Muitos cristãos foram livres do exílio, da prisão e trabalhos forçados que estavam sofrendo. Embora o Cristianismo tenha sido considerado ilegal, a perseguição diminuiu e a Igreja pôde descansar durante um tempo. Mas a perseguição voltaria pesada no século III.
 
De 193 a 211, reinou Septímio Severo, que baixou um decreto contra os cristãos e judeus, e proibiu as conversões ao Cristianismo. Foram martirizados: Santa Perpétua e Santa Felicidade, em Cartago; Clemente de Alexandria e os Papas Vitor I (189-199) e Zeferino (199-217).
 
Tertuliano (†220) em 197, escreveu o seu Apologeticum aos governantes do Império, onde ataca as violações do direito nos processos contra os cristãos: falta de advogado, torturas usadas, condenação apenas por causa do nome de cristãos, enquanto os filósofos pagãos podiam negar impunemente a existência dos deuses. Ele escreveu que: “Pendemos da cruz, somos devorados pelas chamas, a espada abre nossas gargantas e as bestas ferozes se lançam contra nós” (Apologeticum 31; cf. 12,50). E fazia esta observação aos pagãos, falando dos cristãos: “Vede como se amam mutuamente e como estão prontos a morrer um pelo outro!” (Idem 39).
 
São Justino (†165), escreveu:
 
 “Cortam-nos a cabeça, crucificam-nos, expõem-nos às feras, atormentam-nos com cadeias, com o fogo, com os suplícios mais terríveis” (Diálogo com Trifão 110, p. 278).
 
Clemente de Alexandria (†215), escreveu:
 
“Diariamente vemos com os nossos olhos correr torrentes de sangue de mártires queimados vivos, crucificados ou decapitados” (Stromata II).
 
Em Roma, a morte dos condenados era para o povo um espetáculo. Dizia o poeta Prudêncio que “a dor de alguns é o prazer de todos” (Contra symmachum II, 11,26).
 
O Cristianismo era perseguido também pelos escritores pagãos como Celso, platônico, que no ano 178 atacava a fé cristã em suas obras; foi refutado por Orígenes em 245.
 
Retirado do livro: “História da Igreja – Idade Antiga”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.
 
 
 
 
Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
 
 
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

Por que é tão importante a Anunciação do Anjo a Maria, que celebramos hoje


Fra Angelico

Alateia
É uma data-chave na história da Salvação: graças ao SIM de Maria, o Verbo de Deus Se faz carne e vem habitar entre nós.
AIgreja celebra no dia 25 de março a Solenidade da Anunciação a Maria, isto é, o dia em que o Arcanjo Gabriel lhe anunciou que ela conceberia por obra do Espírito Santo e daria à luz Jesus Cristo, o Filho de Deus.
A celebração ocorre simbolicamente nesta data porque são exatos nove meses antes do Natal, representando assim os nove meses da gestação de Jesus. Existe, porém, uma exceção: nos anos em que esta solenidade cai na Semana Santa, o Missal Romano estabelece que ela seja transferida para a segunda-feira posterior ao segundo domingo de Páscoa.
Trata-se do episódio da história da Salvação em que Maria diz sim ao Plano de Deus. Esta aceitação humilde e repleta de fé por parte dela transforma a trajetória da humanidade, pois o sim de Maria permite que Deus Se encarne para nos remir.
Francisco Rizi | Public Domain

Há um notável paralelo entre a Anunciação a Maria e a anunciação a Zacarias, o pai de São João Batista. Em ambos os casos, o Arcanjo Gabriel lhes aparece para transmitir a notícia dos respectivos nascimentos de Jesus e do Seu precursor, mas as reações de Zacarias e de Maria são bem diferentes num aspecto crucial: a fé.
Zacarias questiona como poderia saber se o aquilo que o Arcanjo estava lhe dizendo era verdade. Ou seja, ele duvida.
Já Maria pergunta diretamente como aconteceria aquele anúncio. Ou seja, ela acreditou imediatamente que aconteceria, mas queria compreender o modo.
O Arcanjo Gabriel então lhe disse:
“O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com Sua sombra. Por isso, o Menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus”.
Murillo | Public Domain

Fica clara, portanto, a intervenção das três Pessoas da Santíssima Trindade na Encarnação Divina: pela ação do Espírito Santo, o Pai faz que o Filho seja concebido como homem no ventre de uma virgem, sem que haja um pai humano. O Arcanjo deixa explícito, além do mais, que o Menino que vai nascer é o Filho de Deus encarnado.
E Maria acolhe, como serva humilde e fiel, a vontade de Deus:
“Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
É o que recordamos diariamente na oração do Ângelus.
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

Não posso viver uma falsa conversão

Monsenhor Jonas Abib

Deus quer a nossa conversão

As crianças, na praia, constroem seus castelos de areia e depois o derrubam, chutam tudo. O inimigo deste mundo faz igual às crianças. O demônio constrói todo um império com injustiças, maldades, ganâncias, doenças, drogas… Tudo a custo de sangue e guerras! E muitas pessoas foram atrás dele.

Agora, ele vai fazer igualzinho às crianças na praia, vai chutar todo esse império e todas as pessoas que estiverem envolvidas com ele.

As pessoas que usam de todos os meios para ter dinheiro e poder criam misérias, mortes, abortos e devastam povos. Essas pessoas estão sob o julgo do inimigo e ele vai destruí-las.

É hora de sairmos dos castelos que ajudamos a construir, porque nenhum de nós pode viver uma falsa conversão. Não podemos nos dizer “convertidos”, mas continuarmos levando uma vida de pecadores, injustos, egoístas, impuros, maliciosos, depravados e corruptos. Não dá para ficar na frente do Senhor de cara lavada, dizendo uma coisa e sendo outra, pois o joio e o trigo serão separados.

É hora de sermos inteiramente do Senhor.

Deus o abençoe!

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

Site: Padre Jonas Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon
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