Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

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O mistério da encarnação que fez da Virgem Maria a Mãe de Deus

Santo Canção Nova
Oitavas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que graça para nós começarmos o primeiro dia do ano contemplando este mistério da encarnação que fez da Virgem Maria a Mãe de Deus!
Este título traz em si um dogma que dependeu de dois Concílios, em 325 o Concílio de Nicéia, e em 381 o de Constantinopla. Estes dois concílios trataram de responder a respeito desse mistério da consubstancialidade de Deus uno e trino, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
No mesmo século, século IV, já ensinava o bispo Santo Atanásio: “A natureza que Jesus Cristo recebeu de Maria era uma natureza humana. Segundo a divina escritura, o corpo do Senhor era um corpo verdadeiro, porque era um corpo idêntico ao nosso”. Maria é, portanto, nossa irmã, pois todos somos descendentes de Adão. Fazendo a relação deste mistério da encarnação, no qual o Verbo assumiu a condição da nossa humanidade com a realidade de que nada mudou na Trindade Santa, mesmo tendo o Verbo tomado um corpo no seio de Maria, a Trindade continua sendo a mesma; sem aumento, sem diminuição; é sempre perfeita. Nela, reconhecemos uma só divindade. Assim, a Igreja proclama um único Deus no Pai e no Verbo, por isso, a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus.
No terceiro Concílio Ecumênico em 431, foi declarado Santa Maria a Mãe de Deus. Muitos não compreendiam, até pessoas de igreja como Nestório, patriarca de Constantinopla, ensinava de maneira errada que no mistério de Cristo existiam duas pessoas: uma divina e uma humana; mas não é isso que testemunha a Sagrada Escritura. porque Jesus Cristo é verdadeiro Deus em duas naturezas e não duas pessoas, uma natureza humana e outra divina; e a Santíssima Virgem é Mãe de Deus.
Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós!
Título Original: Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus
Site: Santo Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

No dia de Santo Estevão, Igreja recorda perseguição aos cristãos

Da redação, com Vatican News

Santo Estevão/ Imagem: Santo do Dia – Canção Nova

 
Notícias Canção Nova
Primeiro mártir, santo celebrado nesta quinta-feira, 26, é recordado com importantes dados sobre a perseguição aos cristãos no mundo
A Igreja celebra nesta quinta-feira, 26, a festa litúrgica de Santo Estêvão. Primeiro mártir cristão da história, o santo foi assassinado porque testemunhou a sua fé em Cristo, espalhou o Evangelho e converteu pessoas. O martírio de Santo Estevão ocorreu, segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, por apedrejamento no ano 36. Hoje, 1983 anos após a perseguição e morte do santo, ainda existe o martírio dos cristãos.
Neste ano, a World Watch List 2019 da Open Doors/Portas Abertas, apontou em seu relatório anual sobre a liberdade religiosa dos cristãos no mundo, que há cerca de 245 milhões de cristãos perseguidos no mundo. A WWList2019 cobre um período de 12 meses, de novembro de 2017 a outubro de 2018. No dia 18 de janeiro, a associação publicará o novo Relatório.
O culto a Santo Estêvão, presente em todo o mundo – só na Itália existem mais de uma centena de municípios dos quais ele é o Santo padroeiro -, retoma a difícil realidade de perseguição aos cristãos, que assume várias formas: violência, estigma, vandalismo, intolerância, exclusão. 
Portas Abertas
Presente em mais de 60 países, a organização Open Doors/Portas Abertas oferece formação e assistência aos cristãos que sofrem por causa de sua fé. Cristian Nani, diretor na Itália da Portas Abertas, antecipa como no ano que está chegando ao fim a perseguição dos fiéis cristãos aumentou em extensão, número e intensidade:
“Precisamos falar sobre isso, fazer as pessoas refletirem porque hoje, milhares de pessoas morrem por causa da sua fé, não na guerra, em situações de conflito, mas, somente por uma profissão de fé”. Assim, depois de ter analisado a situação dos cristãos na Líbia e no Iêmen, Cristian retorna ao que o Papa Francisco, em uma recente Audiência Geral, chamou de “cristãos perseguidos com luvas de pelica”, com particular referência à Europa. “Intolerância e vandalismo são, dois sinais de alarme a serem levados a sério”, frisou.
O diretor da Portas Abertas da Itália afirmou que ainda hoje, no mundo, na Europa muitos são os cristãos perseguidos que dão a vida pela fé. “Eles são perseguidos também com luvas de pelica, deixados de lado, marginalizados”, completou.
Segundo Cristian, as palavras pronunciadas pelo Santo Padre o último dia 11 de dezembro, fazem com que as atenções se voltem para outro tipo de perseguição. Feita de intolerância, vandalismo, resultado de um secularismo que – de acordo com Francisco, em seu discurso à Cúria na semana passada -, faz compreender que a sociedade não está em um regime de cristianismo porque a fé, em grande parte do Ocidente já não constitui um pré-requisito óbvio do viver comum.
O dia de oração na Alemanha
Entre as muitas iniciativas programadas no mundo para a festa litúrgica de Santo Estêvão, está também a da Conferência Episcopal Alemã que celebra o “Dia de Oração pelos cristãos perseguidos e oprimidos”. As liturgias recordarão as vítimas de exclusão e opressão em muitos lugares do mundo.
A iniciativa pretende também expressar o compromisso da Igreja alemã com a liberdade religiosa de todas as pessoas. O dia de oração de 26 de dezembro faz parte da iniciativa “Solidariedade para com os cristãos perseguidos e oprimidos no nosso tempo”, com a qual os bispos pretendem sensibilizar os fiéis para a discriminação e a violência que os cristãos ainda hoje sofrem em muitas partes do mundo.
Site: Notícias Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

Conversando com Deus

Web

Cléofas
Textos do livro Para estar com Deus, Conselhos de Vida Interior
Vamos começar as nossas reflexões sobre a vida interior dedicando algumas meditações à oração, que é respiração da alma, o bater do coração cristão, uma necessidade vital para os filhos de Deus.
Para início de conversa, lembremos que fazer oração é falar com Deus. A bíblia diz que Deus e Moisés conversavam como um homem fala com seu amigo (Ex 33,11). Jesus, que é Deus feito homem, conversava com os apóstolos, com Marta e Maria…, e os chamou de “amigos” (Jo 15,15).
Os verdadeiros amigos (que não são muitos) falam com confiança, de alma aberta. Sabem escutar um ao outro, contam-se o que trazem no coração, abrem-se com plena sinceridade. Assim deveria ser a nossa oração, ou seja, a nossa conversa com Deus.
Mas você talvez me diga: “Eu falo, eu digo coisas a Deus, melhor ou pior, mas falo. Falo – em voz alta ou mentalmente – sempre rezo: Pai nosso! Jesus, eu te amo!, etc. Não digo que seja fácil rezar de verdade, mas o que não sei mesmo é como posso ouvir a Deus. Em que consiste ouvir a Deus?”
Boa pergunta e, além disso, muito importante. Porque a oração deve ser diálogo e não monólogo: eu não converso com Deus se só eu fico falando e me escuto apenas a mim mesmo.
Sobre o modo de ouvir a Deus, sobre as condições do coração para ouvir a Deus, a maneira de ter certeza de que o escutamos a Ele, e não a nós mesmos, há muitas coisas interessantes a dizer, coisas que procuraremos comentar em outras páginas deste livro. Mas, para começo de conversa, vale a pena adiantar algumas dicas:
Primeiro, só escutar quem quer escutar, ou seja, a primeira condição é desejar que Deus nos fale ao coração; não há pior surdo eu o que não quer ouvir.
Em segundo lugar, não se trata de pedir milagres: não vamos pretender que Deus apareça e nos fale ao ouvido com palavras sonoras. Deus, como diz o profeta Oséias, fala ao coração (Os 2,14).
Mas, mesmo sem o som das palavras, Deus, que sempre nos vê, nos ouve e nos ama, tem muitos modos de nos falar ao coração. Lembraremos agora só alguns, tendo em conta que esses modos serviram a muitos santos para ouvir coisas decisivas para a vida, que Deus lhes comunicava.
Como diz a Carta aos Hebreus, Deus que, ao longo da história, falou muitas vezes e de muitos modos, pelos profetas, nestes dias (que duram desde que Cristo nasceu até que o mundo acabe) nos falou por meio do Filho, Jesus (Hb 1,1-2). Onde é que ouviremos o que Jesus nos diz, a você, a mim? Nas páginas dos quatro Evangelhos. Leia-os devagar, leia um pouco todos os dias, leia com toda a atenção, e pense: é uma carta íntima, confidencial, que Deus escreveu para mim; sempre me dirá alguma coisa.
Deus diz-nos muitas coisas por meio dos bons livros espirituais cristãos. Sugiro, por exemplo, começar a ler, sem pressa, o livro Caminho, de São Josemaria Escrivá, ou outro livro de espiritualidade cristã.
Deus nos fala também, e de modo muito especial, por meio das inspirações do Espírito Santo: bons pensamentos que nos sugere, bons sentimentos, luzes espirituais que de repente mostram soluções para problemas, ou alertas interiores – como sinais vermelhos que se acendem – sobre os nossos caminhos errados, ou apelos para servir os outros e assumir tarefas de apostolado. São inspirações que captamos claramente e que, para serem autênticas, devem ter quatro características:
– Não sejam contrárias à santa Lei de Deus;
– Sempre nos impulsionem a amar mais a Deus e aos outros;
– Ajudem-nos a cumprir com amor os nossos deveres;
– Deixem a alma cheia de paz.
Finalmente, Deus se utiliza, para nos falar, dos conselhos de pessoas boas, de bons cristãos bem formados, que têm doutrina e trato íntimo com Deus. Lá no fundo da alma, nós percebemos quando é que esses conselhos estão “na linha de Deus” e não na linha egoísta do que “nós gostaríamos de ouvir”. Especial destaque merecem os conselhos do diretor espiritual, se o tivermos.
Por ora, fiquemos com estas reflexões, que são apenas um esboço de muitas outro as que iremos fazendo mais amplamente nos próximos capítulos.
FAUS, Francisco. Para estar com Deus, Conselhos de Vida Interior. 2ª ed. Editora Cultor de Livros: São Paulo, SP,2012.p.10
Título Original: Deus sempre nos fala
Foto: Web
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

Aparentemente nos é mostrado como algo inocente, uma simples festa para o entretenimento; mas o que poucos sabem é o que está por detrás desta data, e o que os Satanistas comemoram!

Blog Canção Nova – Livres de todo mal
Não é de hoje que renomados Exorcistas do mundo inteiro tem chamado a atenção para os cuidados que os cristãos precisam ter quando se fala da Festa de Halloween!
Aparentemente nos é mostrado como algo inocente, uma simples festa para o entretenimento; mas o que poucos sabem é o que está por detrás desta data, e o que os Satanistas comemoram!
Padre Paulo Ricardo, nos traz uma afirmação que nos ajuda a compreender o quão grave é se envolver com a “Festa” de Halloween:
“Como numa paródia, o diabo inventou a comemoração do Dia das Bruxas, que contém uma miséria escondida porque celebra as pessoas condenadas ao inferno. Muitos acham que o inferno não existe porque Deus é Misericórdia, mas é preciso entender que o inferno existe porque o homem é livre, ou seja, nós podemos ou não escolher entrar na felicidade eterna. É importante lembrar que nossa alma ainda está em risco, podemos ser salvos, mas ainda podemos nos perder”
No vídeo abaixo, o Exorcista português, Padre Duarte Lara, nos traz dados e fatos impressionantes sobre a relação do Halloween com o Satanismo!
Assista:

Deus abençoe você!
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Título Original: O perigo do Halloween, explicado por um Exorcista!
Site: Blog Canção Nova – Livres de todo mal
Editado por Henrique Guilhon

Por que há várias traduções da Bíblia?

Cléofas
Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 a.C.).
Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. A partir de Salomão (972-932), um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, os escribas e sacerdotes, deram origem ao Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia. Depois foram surgindo os outros livros, os Profetas e os Escritos.
A Bíblia grega dos Setenta (LXX), destinada aos judeus da Dispersão, foi traduzida do hebraico para o grego, em Alexandria, por volta do ano 200 anos antes de Cristo.
Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais e outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice. O Concílio Vaticano II disse que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8). Isto se deu no século V, no tempo de Santo Agostinho, que dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (Catecismo § 119).
A Bíblia foi escrita em hebraico e grego e, depois, traduzida para o latim e outras línguas. São Jerônimo (347-420), chamado de “Doutor Bíblico”, fez a revisão da versão latina da Bíblia (Vulgata), em Belém, a pedido do Papa São Dâmaso (366-384). Esta versão foi tomada como referência pelo Concilio de Trento (1545-1563).
No século XVII, Antonio Pereira de Figueiredo produziu a clássica tradução católica, baseada na Vulgata. No século XX, com manuscritos hebraicos e gregos descobertos, sobretudo nas grutas de Qumran na Palestina, perto do Mar Morto, em 1947, a Vulgata recebeu uma revisão profunda; surgiu a “Nova Vulgata”, após o Concílio Vaticano II, em 1979, e revisada em 1986. As traduções mais antigas da Bíblia davam mais importância às palavras, hoje se valoriza muito o sentido da frase, dentro do contexto bíblico que se refere.
O Concílio Vaticano II, na “Dei Verbum”, insistiu na necessidade de traduções corretas e adequadas: “Como a palavra de Deus deve estar à disposição de todas as épocas, pede a Igreja com materna solicitude se façam versões corretas e adequadas para as diversas línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos livros sagrados… e, com prévia anuência da autoridade eclesiástica, podem ser utilizadas por todos os cristãos” (n.22).
Hoje temos várias traduções da Bíblia. Cada uma delas foi traduzida dentro de uma finalidade, e buscando melhorar a tradução, mantendo o mesmo conteúdo. A antiga edição publicada pela Editora “Ave Maria” (1959), foi elaborada pelo “Centro Bíblico Católico de São Paulo”; é uma tradução da Bíblia dos Monges de Maredsous, beneditinos da Bélgica, que é uma versão francesa dos originais hebraico, aramaico e grego, com base na Vulgata. Esta versão atendeu ao intenso movimento bíblico no Brasil na década de 1950.
A Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulinas, 1985), é considerada em alguns países a melhor tradução, pelas opções críticas que orientaram a tradução, as ricas notas, as referências marginais e outras informações valiosas. Foi traduzida dos originais hebraicos, aramaicos e gregos. É uma versão bastante “técnica” e crítica, especial para quem gosta de exegese bíblica.
A Bíblia TEB – Tradução Ecumênica – também foi traduzida com rigor científico, dos textos originais hebraico, aramaico e grego, com introduções, notas essenciais e glossário. A tradução foi feita por ampla equipe de estudiosos de diversas confissões cristãs e do judaísmo, e foi aprovada pela CNBB (Ed. Loyola, Paulinas, 1995). Esta versão tem uma “dimensão ecumênica” com o objetivo de promover a união entre católicos, protestantes e judeus, já que a Bíblia é uma só e deve unir a todos que a usam. A versão em português seguiu a edição francesa.
A necessidade de novas traduções ao longo do tempo surge pelo fato da relação dos vocábulos com a realidade estar em contínua mudança. A CNBB providenciou uma tradução com introduções e notas (Edições CNBB e Canção Nova, 2008), que é o texto de referência para os documentos oficiais da CNBB, textos litúrgicos, etc.
Traduzir é sempre correr o risco de perder algo da força e do texto original. Esse risco tem consequências especialmente sérias quando se quer traduzir a Bíblia fugindo intencionalmente da sua nomenclatura original e típica, a título de que é arcaica ou ininteligível ao homem de hoje. Há hoje uma tendência a fazer novas traduções da Bíblia em “estilo popular”, nem sempre adequadas. Duas traduções sofreram duras críticas de biblistas famosos.
D. Estevão Bettencourt, osb; e D. João Evangelista Martins Terra, S. J., que foi Membro da Equipe Teológica do CELAM e da Pontifícia Comissão Bíblica, criticaram a chamada “Bíblia – Edição Pastoral”, em tradução e notas de Ivo Storniolo e Euclides Balancin. Eles consideraram, que é inspirada por ideologia marxista, deturpa as concepções da história sagrada e da teologia; a leitura materialista aplicada ao texto sagrado torna a mensagem imanentista, fazendo-a perder o seu caráter transcendental…, deturpa o sentido do texto sagrado… e faz “incitamento à luta de classes e às divisões entre os homens”. (Revista Pergunte e Responderemos, Nº 342 – Ano 1990 – Pág. 514).
Outra tradução questionada é a “Bíblia na Linguagem de Hoje”; D. Estevão diz que: “a obra é infeliz, pois, mais do que uma tradução, fizeram uma interpretação, por vezes nitidamente protestante. Além do quê, a adaptação do texto sagrado ao vocabulário popular faz que o novo texto deixa de apresentar termos bíblicos ricos de conotações e temas teológicos como “Tradição, depósito, mistério” (Revista “Pergunte e Responderemos”, Nº 523, Ano 2006, pg.7).
É útil que o cristão possa se utilizar de boas traduções como a de Jerusalém, Ave Maria, TEB e outras aprovadas pela autoridade eclesiástica, para conhecer mais profundamente o “mistério da fé”.
D. Estevão Bettencourt, osb
Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
Nº 475 – Ano: 2001 – p. 567
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Sobre Prof. Felipe AquinoO Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

O culto aos anjos biblicamente

 
Breviário
O culto aos anjos não foi proibido por São Paulo ao falar dele em Colossenses 2, 16-19:
“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; A realidade é Cristo.
Ninguém vos roube a seu bel-prazer a palma da corrida,sob pretexto de humildade ou culto aos anjos. Desencaminham-se essas pessoas em suas próprias visões e , cheias do vão orgulho de seu espírito materialista, não se mantêm unidas à Cabeça da qual todo o corpo, pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus.”
Esse texto, mal interpretado , é usado pelos não católicos como argumento para dizer que a Igreja Católica criou uma heresia.
É preciso entender que esse texto na íntegra fala das várias observâncias, objetos de discussão entre os cristãos e os doutores judaizantes.
Quem condenava os cristãos “pelo comer e pelo beber”, senão os fariseus que já haviam condenado os discípulos de Cristo por esse mesmo motivo, por violarem as proibições da Tradição dos Antigos?
Quem, senão os fariseus, poderia condenar os cristãos por causa de “um dia de festa”, “lua nova” ou “sábado”?
Evidentemente quem isso fazia eram os ciosos guardiães da Tradição dos Antigos , os fariseus e seus discípulos.
E quem falava, naquele tempo, sobre o culto aos anjos, propondo uma doutrina gnóstica descrevendo as visões da Merkabah, o anjo Uriel, o anjo Metraton, o anjo Melquisedec, etc, que não são citados na tradição bíblica, daí serem visões próprias, eram os fariseus.
É importante entender que o Apóstolo diz que ninguém nos engane com pretexto de humildade e culto dos anjos, ele não está dizendo que ser humilde ou cultuar os anjos é ruim e contrário aos ensinamentos bíblicos, pois há muitas passagens que mostram esse culto.
Ele está dizendo que alguns sob pretexto de humildade e do culto aos anjos procuram seduzir os fiéis para uma nova doutrina que não se “mantêm unida à Cabeça (Jesus Cristo) da qual todo o corpo (a Igreja), pela união das junturas, se alimenta e cresce conforme um crescimento disposto por Deus.”
São Paulo faz uma crítica às seitas heréticas, gnósticas, que começavam a nascer e deturpar o ensinamento cristão, mas de nenhum modo combate ou critica o culto aos Anjos, conforme ensinado pela Bíblia, culto de veneração(Gen 19,1), tendo-os como modelos de fé e de oração (ICor 13,1):
“14 e aquilo que na minha carne era para vós uma tentação, não o desprezastes nem o repelistes, antes me recebestes como a um anjo de Deus, mesmo como a Cristo Jesus.”(Gal 4,14)
 
Outras passagens que são usadas para criticar o culto aos Anjos são:
10 Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. (Apo 19,10)
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. (Apo 22,8-9)
Nessas duas passagens, vemos que João se ajoelha para adorar um Anjo, e isso é criticado, mas na passagem do Gênesis vemos Abraão, Ló e Balaão que se ajoelham diante de Anjos, mas não são repreendidos por eles:
2 Levantando Abraão os olhos, olhou e eis três homens de pé em frente dele. Quando os viu, correu da porta da tenda ao seu encontro, e prostrou-se em terra, 
(Gen 18,2)
À tarde chegaram os dois anjos a Sodoma. Ló estava sentado à porta de Sodoma e, vendo-os, levantou-se para os receber; prostrou-se com o rosto em terra, (Gen 19,1).
Então o Senhor abriu os olhos a Balaão, e ele viu o anjo do Senhor parado no caminho, e a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça, e prostrou-se com o rosto em terra. (Nm 22,31)
Podemos concluir, pois, que não é proibido o culto, ajoelhar-se, reverenciar os Anjos, o que é proibido é adorá-los.
Não é o gesto em si ( ajoelhar-se) que é condenado, mas a intenção (de adorar) com que o Apóstolo fazia isso.
E isso a Igreja diferencia em seu culto, reverenciando os servos de Deus (culto de dulia) e adorando o Único Deus, a Trindade Santa, Pai, Filho e Espírito Santo (culto de Latria).
Veneração dos Anjos na Bíblia:
E Davi, levantando os olhos, viu o anjo do Senhor, que estava entre a terra e o céu, tendo na mão uma espada desembainhada estendida sobre Jerusalém. Então Davi e os anciãos, cobertos de sacos, se prostraram sobre os seus rostos.
(1 Cron 21,16)
E, virando-se Ornã, viu o anjo; e seus quatro filhos, que estavam com ele, se esconderam. Ora, Ornã estava debulhando trigo.
(1 Cron 21,20)
Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face.
(Jz 6,22)
Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.
(Mt 18,10)
Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João;
(Lc 1,13)
Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus.
(Lc 1,30)
O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo:
(Lc 2,10)
[Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.]
(Jo 5,4)
Portanto, a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos.
(1 Cor 11,10) 
Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade.
(1 Tm 5,21)
Deus ordena que se façam imagens de Anjos (querubins), para ornamentar a Arca da Aliança, simbolizando o quão ela era sagrada e já mostrando o valor da venração. E isso não é idolatria: 
“18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.
19 Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.
20 Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.” (Ex 25, 18-20)
Do mesmo modo, também foram feitas imagens de Anjos e outras figuras (I REIS 6,35) para ornamentar o Templo, assim como temos imagens em nossas igrejas católicas e isso foi agradável a Deus, pois ” a glória do Senhor encheu o templo” (I REIS 8, 10-11). 
Leiamos o trecho sobre as imagens de Anjos feitas para o Templo de Jerusalém, tirado do I Livro dos Reis, 6, 23-29: 
“23 No oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um com dez côvados de altura.
24 Uma asa de um querubim era de cinco côvados, e a outra de cinco côvados; dez côvados havia desde a extremidade de uma das suas asas até a extremidade da outra.
25 Assim era também o outro querubim; ambos os querubins eram da mesma medida e do mesmo talho.
26 Um querubim tinha dez côvados de altura, e assim também o outro.
27 E pôs os querubins na parte mais interior da casa. As asas dos querubins se estendiam de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a do outro na outra parede, e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra.
28 Também cobriu de ouro os querubins.
29 Quanto a todas as paredes da casa em redor, entalhou-as de querubins, de palmas e de palmas abertas, tanto na parte mais interior como na mais exterior.”
Podemos orar diante das imagens, pois nossa oração é direcionada para aquele, ou aqueles que elas representam como os israelitas diante da imagem da serpente de bronze (Num 21, 8-9) ou diante da Arca, símbolo da presença de Deus (Números 7,89; 10,35) , diante dos querubins da Arca (Ex 25, 18-22) e do templo (IRe 6, 35)
Podemos e devemos orar aos Anjos, pois o que é orar, rezar se não conversar com eles? E isso vemos em muitas passagens, como nessas:
Respondeu Balaão ao anjo do Senhor: pequei, porque não sabia que estavas parado no caminho para te opores a mim; e agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.
(Nm 22,34)
15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.
(Jz 13,15) 
Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra!
(Sal 103,20)
Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas hostes!
(Sal 148,2)
Então perguntei: Meu Senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei o que estes são.
(Zac 1,9)
Eu perguntei ao anjo que falava comigo: Que é isto? Ele me respondeu: Estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
(Zac 1,19)
Podemos pedir a Deus que nos envie seu Anjo para nos instruir:
“8 Então Manoá suplicou ao Senhor, dizendo: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, venha ter conosco outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.
9 Deus ouviu a voz de Manoá; e o anjo de Deus veio outra vez ter com a mulher, estando ela sentada no campo, porém não estava com ela seu marido, Manoá.” (Jz 13,8-9)
Um trecho bíblico interessante, para entendermos o culto aos Anjos, é o do livro dos juízes capítulo 13, versículos 15 ao 20:
“15 Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.
16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor).
17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? – para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.
18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso?
19 Então Manoá tomou um cabrito com a oferta de cereais, e o ofereceu sobre a pedra ao Senhor; e fez o anjo maravilhas, enquanto Manoá e sua mulher o observavam.
20 Ao subir a chama do altar para o céu, subiu com ela o anjo do Senhor; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram com o rosto em terra.”
Nesse texto, vemos a oração feita ao Anjo, em veneração:
“Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito.”
O Anjo não impede a veneração, as honras que Manoá quer fazer (detê-lo, que fique mais com eles em virtude honras que queira prestar-lhe), mas a adverte que holocaustos devem ser oferecidos a Deus. 
Ou seja, uma coisa é honrar os Anjos, venerá-los, isso é justo, mas outra é adorá-los, isso é condenável:
“16 Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor). “
Mas adiante, vemos claramente que o Anjo não repudia o Culto de veneração:
“17 Ainda perguntou Manoá ao anjo do Senhor: Qual é o teu nome? – para que, quando se cumprir a tua palavra, te honremos.
18 Ao que o anjo do Senhor lhe respondeu: Por que perguntas pelo meu nome, visto que é maravilhoso? “
Manoá diz claramente querer honrar o Anjo, esse não a critica, apenas se recusa a dizer seu nome, pois é maravilhoso.
Título Original – CULTO AOS ANJOS – NA BÍBLIA
Site: Breviário
Editado por Henrique Guilhon
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