Viver no Senhor – Um blog a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana. – – – Sejam Todos Bem-Vindos! Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la. Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, etc, etc. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los, em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

Posts marcados ‘Reflexão’

Conversando com Deus

Web

Cléofas
Textos do livro Para estar com Deus, Conselhos de Vida Interior
Vamos começar as nossas reflexões sobre a vida interior dedicando algumas meditações à oração, que é respiração da alma, o bater do coração cristão, uma necessidade vital para os filhos de Deus.
Para início de conversa, lembremos que fazer oração é falar com Deus. A bíblia diz que Deus e Moisés conversavam como um homem fala com seu amigo (Ex 33,11). Jesus, que é Deus feito homem, conversava com os apóstolos, com Marta e Maria…, e os chamou de “amigos” (Jo 15,15).
Os verdadeiros amigos (que não são muitos) falam com confiança, de alma aberta. Sabem escutar um ao outro, contam-se o que trazem no coração, abrem-se com plena sinceridade. Assim deveria ser a nossa oração, ou seja, a nossa conversa com Deus.
Mas você talvez me diga: “Eu falo, eu digo coisas a Deus, melhor ou pior, mas falo. Falo – em voz alta ou mentalmente – sempre rezo: Pai nosso! Jesus, eu te amo!, etc. Não digo que seja fácil rezar de verdade, mas o que não sei mesmo é como posso ouvir a Deus. Em que consiste ouvir a Deus?”
Boa pergunta e, além disso, muito importante. Porque a oração deve ser diálogo e não monólogo: eu não converso com Deus se só eu fico falando e me escuto apenas a mim mesmo.
Sobre o modo de ouvir a Deus, sobre as condições do coração para ouvir a Deus, a maneira de ter certeza de que o escutamos a Ele, e não a nós mesmos, há muitas coisas interessantes a dizer, coisas que procuraremos comentar em outras páginas deste livro. Mas, para começo de conversa, vale a pena adiantar algumas dicas:
Primeiro, só escutar quem quer escutar, ou seja, a primeira condição é desejar que Deus nos fale ao coração; não há pior surdo eu o que não quer ouvir.
Em segundo lugar, não se trata de pedir milagres: não vamos pretender que Deus apareça e nos fale ao ouvido com palavras sonoras. Deus, como diz o profeta Oséias, fala ao coração (Os 2,14).
Mas, mesmo sem o som das palavras, Deus, que sempre nos vê, nos ouve e nos ama, tem muitos modos de nos falar ao coração. Lembraremos agora só alguns, tendo em conta que esses modos serviram a muitos santos para ouvir coisas decisivas para a vida, que Deus lhes comunicava.
Como diz a Carta aos Hebreus, Deus que, ao longo da história, falou muitas vezes e de muitos modos, pelos profetas, nestes dias (que duram desde que Cristo nasceu até que o mundo acabe) nos falou por meio do Filho, Jesus (Hb 1,1-2). Onde é que ouviremos o que Jesus nos diz, a você, a mim? Nas páginas dos quatro Evangelhos. Leia-os devagar, leia um pouco todos os dias, leia com toda a atenção, e pense: é uma carta íntima, confidencial, que Deus escreveu para mim; sempre me dirá alguma coisa.
Deus diz-nos muitas coisas por meio dos bons livros espirituais cristãos. Sugiro, por exemplo, começar a ler, sem pressa, o livro Caminho, de São Josemaria Escrivá, ou outro livro de espiritualidade cristã.
Deus nos fala também, e de modo muito especial, por meio das inspirações do Espírito Santo: bons pensamentos que nos sugere, bons sentimentos, luzes espirituais que de repente mostram soluções para problemas, ou alertas interiores – como sinais vermelhos que se acendem – sobre os nossos caminhos errados, ou apelos para servir os outros e assumir tarefas de apostolado. São inspirações que captamos claramente e que, para serem autênticas, devem ter quatro características:
– Não sejam contrárias à santa Lei de Deus;
– Sempre nos impulsionem a amar mais a Deus e aos outros;
– Ajudem-nos a cumprir com amor os nossos deveres;
– Deixem a alma cheia de paz.
Finalmente, Deus se utiliza, para nos falar, dos conselhos de pessoas boas, de bons cristãos bem formados, que têm doutrina e trato íntimo com Deus. Lá no fundo da alma, nós percebemos quando é que esses conselhos estão “na linha de Deus” e não na linha egoísta do que “nós gostaríamos de ouvir”. Especial destaque merecem os conselhos do diretor espiritual, se o tivermos.
Por ora, fiquemos com estas reflexões, que são apenas um esboço de muitas outro as que iremos fazendo mais amplamente nos próximos capítulos.
FAUS, Francisco. Para estar com Deus, Conselhos de Vida Interior. 2ª ed. Editora Cultor de Livros: São Paulo, SP,2012.p.10
Título Original: Deus sempre nos fala
Foto: Web
Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon

Pe. Fábio, após quase cancelar show em cima da hora: “A graça divina me socorreu”

Padre Fábio de Melo (Divulgação)

Aleteia
“Foi um grande desafio físico e emocional. Minutos antes, eu pedia a Deus que me arrancasse dali e me colocasse dentro da minha casa”
De acordo com o blog Ancoradouro, do jornal cearense O Povo, a participação do pe. Fábio de Melo num show comemorativo em Fortaleza no último 16 de novembro estava prevista para começar às 21h, mas o sacerdote só pôde subir ao palco em torno às 22h15, sob grande expectativa do público.
O espetáculo, que celebrava os 43 anos da rádio FM 93, foi uma realização do Movimento Amare, fundado pelo padre jesuíta Eugênio Pacelli a fim de promover a ação social e a caridade da Igreja junto a comunidades carentes de Fortaleza e Região Metropolitana. Parte da arrecadação será destinada a famílias de vítimas do Edifício Andrea, que desabou na capital cearense no último dia 15 de outubro.
Além do pe. Fábio, participaram artistas locais como a missionária consagrada Suely Façanha, da Comunidade Católica Shalom, a também consagrada Ticiana de Paula, da Comunidade Um Novo Caminho, e o cantor Philipe Dantas.
Já conhecido pela sinceridade e abertura com que fala dos seus próprios desafios, entre os quais o de lidar com a depressão, o pe. Fábio relatou, depois, o que tinha acontecido nos bastidores do seu atraso:
“Boa parte da minha vida eu passei nas estradas. Por conseguinte, nelas que eu adoeço. Ontem, o show de Fortaleza foi um grande desafio: físico e emocional. Minutos antes de subir ao palco, eu pedia a Deus que me arrancasse dali e me colocasse dentro da minha casa”.
Ele completou o desabafo relatando como conseguiu superar mais aquele desafio:
“A graça divina me socorreu de forma muito concreta: através do povo que me esperava. Obrigado, Fortaleza! A noite foi de bênçãos para mim”.
De fato, momentos emocionalmente complexos e desafiadores são mais facilmente superados quando se conta com o carinho do próximo. Às vezes, apenas com a nossa presença acolhedora, podemos fazer o bem de formas inimagináveis a alguém que está precisando profundamente de um simples gesto nosso de acolhimento.
 
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

Extremos: Madre Teresa teve visões de Jesus e depois sofreu a “noite escura da alma”

Public Domain

Aleteia
Duas etapas espirituais profundamente intensas: aparentemente contraditórias, elas foram complementares no seu caminho de santidade.
Somente após a morte da Santa Madre Teresa de Calcutá é que se soube que ela tinha tido visões de Jesus antes de fundar a congregação das Missionárias da Caridade. No decurso da sua causa de canonização, foram encontrados documentos que relatavam as locuções e visões experimentadas pela religiosa várias décadas antes, entre 10 de setembro de 1946 e 3 de dezembro de 1947, quando ela ainda fazia parte das Irmãs de Loreto.
Um dos relatos registra que, durante a Comunhão, ela ouviu de Jesus:
“Quero religiosas indianas, vítimas do Meu amor, que sejam Marta e Maria, que estejam tão unidas a Mim que irradiem o Meu amor às almas“.
Foi nessas locuções que Jesus a inspirou a fundar as Missionárias da Caridade.
Outra frase de Jesus a ela foi “Venha, seja Minha luz“, título da coletânea de cartas privadas da então beata Madre Teresa, publicada como livro pelo pe. Brian Kolodiejchuk, postulador da causa de canonização.
Em outra das visões, Jesus indicou à madre que a nova congregação deveria contar com “freiras livres, cobertas da Minha pobreza da Cruz. Quero freiras obedientes, cobertas da minha obediência na cruz. Quero freiras cheias de amor, cobertas da minha caridade na Cruz“.
Após o período de visões e locuções do Senhor, a religiosa passou a sofrer, em 1949, uma etapa de escuridão e aridez espiritual que se prolongaria durante incríveis 50 anos. Trata-se da provação conhecida como “noite escura da alma“, vivenciada e relatada por diversos santos ao longo da história da Igreja. Nessa experiência dolorosa, a pessoa é purificada antes da união íntima e transformadora com Cristo. A futura santa relatou essa longa fase de escuridão em cartas aos seus confessores e diretores espirituais. Um dos confessores, conforme recorda o pe. Kolodiejchuko, era o padre jesuíta Neuner, que, em 1962, declarou que a noite escura vivida pela Madre Teresa era o “lado espiritual do seu trabalho apostólico”.
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

Mensagem para o Dia do Catequista recorda o significado de gratidão e de esperança

CNBB
A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem para os catequistas de todo o Brasil, por ocasião do dia a eles dedicado, 25 de agosto. “Quero parabenizá-lo (a) por este dia, pois sem sua atuação catequética a fé em Jesus Cristo seria quase que apenas uma ideia”, afirma dom José Antônio Peruzzo, presidente da Comissão.
Na mensagem, o arcebispo considera que celebrar o Dia do Catequista tem um significado de gratidão e de esperança. “Gratidão pelo amor e gratuidade dedicados a anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Esperança, porque enquanto pudermos contar com catequistas, o anúncio terá também a marca da ternura”, aponta.
Neste domingo (25), em comunhão, os bispos de todo Brasil vão orar por seus catequistas. “Talvez aconteça que não consigam ser suficientemente gratos aos catequistas de suas dioceses. Mas Deus nunca se deixa vencer em generosidade. Um dia Ele mesmo vai abraçá-los por terem oferecido do seu tempo para a catequese. Que a grande Catequista, aquela de Nazaré, caminhe ao seu lado nesta missão tão sublime”, afirma dom Peruzzo na mensagem. (Clique e confira o texto na íntegra).
Homenagem
Em homenagem aos catequistas de todo o país, o portal da CNBB gravou com exclusividade um vídeo, com um uma homenagem especial de dom Peruzzo:
Editado por Henrique Guilhon

Pe. Marcelo sob ataque: empurrão, falsa acusação e até manifestação diabólica

Pe. Marcelo Rossi / Reprodução

Aleteia
A trajetória de conquistas do sacerdote brasileiro foi trilhada lado a lado com sofrimentos e batalhas ferozes.
Reconhecido e estimado como um dos sacerdotes brasileiros mais capazes de inspirar multidões mediante a celebração dos sacramentos, a música religiosa e os livros sobre espiritualidade, o pe. Marcelo Rossi tem uma trajetória de vida em que as conquistas e bênçãos andam lado a lado com ferozes batalhas e sofrimentos – tão ferozes que, diante deles, pode até parece “pouca coisa” a agressão que o sacerdote sofreu neste último domingo, quando uma mulher o empurrou de uma altura de mais de um metro durante a Celebração Eucarística de encerramento do Acampamento “Por Hoje Não” (PHN), na Canção Nova, em Cachoeira Paulista. O padre afirmou, a respeito, que “Maria passou na frente e esmagou a cabeça da serpente“.
Manifestação diabólica
Em 2017, enquanto consagrava os jovens a Nossa Senhora, exatamente no mesmo evento, durante a Missa de encerramento do PHN daquele ano, houve em plena assembleia uma manifestação diabólica, registrada em vídeo e cessada pelo pe. Marcelo com a sua autoridade sacerdotal. O vídeo foi compartilhado pelo canal Portal Carismático no YouTube:

Falsa acusação de plágio
Em 2012, Izaura Garcia de Carvalho Mendes acusou o pe. Marcelo de plágio em um trecho do livro Ágape, um best-seller que vendeu 10 milhões de exemplares. As investigações da polícia concluíram que Izaura tinha apresentado documentos falsos em sua queixa-crime contra o sacerdote e a editora. Ela foi presa.
O impacto chocante da depressão
O desafio enfrentado pelo pe. Marcelo que mais repercutiu na mídia, no entanto, foi a sua luta contra uma gravíssima depressão, durante a qual os danos físicos sofridos pelo sacerdote chegaram a causar espanto: o seu peso variou bruscamente entre os 128 e os 60 quilos.
A respeito daquela dura e longa provação, ele relatou a necessidade de ajuda médica e, ao mesmo tempo, de esforço pessoal e confiança ativa em Deus:
“O louvor liberta e eu comecei a fazer uma coisa que eu tinha esquecido. Foi através do louvor que comecei a sair da depressão. Não tomei nenhum antidepressivo. Tomei muitos outros remédios, anti-inflamatórios, que me fizeram inchar. Cheguei a pesar 128 quilos. Depois, fiz uma dieta maluca que era só hambúrguer e salada. Cheguei a pesar 60 e poucos quilos. O que eu recomendo é que as pessoas sempre busquem um profissional da saúde. Mas tem que ter cuidado para não ficar só dopado de remédios. A depressão é o mal do milênio”.
Com informações de Ancoradouro
Site: Aleteia
Editado por Henrique Guilhon

Papa Francisco: interessar-se pelos migrantes é interessar-se por todos nós

 
CNBB
“Não se trata apenas de migrantes” é o tema da mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2019, divulgada nesta segunda-feira, dia 27. No texto, o pontífice ressalta que os “conflitos violentos, verdadeiras e próprias guerras não cessam de dilacerar a humanidade; sucedem-se injustiças e discriminações; tribula-se para superar os desequilíbrios econômicos e sociais, de ordem local ou global. E quem sofre as consequências de tudo isso são sobretudo os mais pobres e desfavorecidos”.

Individualismo acentuado

Segundo Francisco, “as sociedades economicamente mais avançadas tendem a um acentuado individualismo que, associado à mentalidade utilitarista e multiplicado pela rede midiática, gera a globalização da indiferença”.
“Neste cenário, os migrantes, os refugiados, os desalojados e as vítimas do tráfico de seres humanos aparecem como os sujeitos emblemáticos da exclusão, porque, além dos incômodos inerentes à sua condição, acabam muitas vezes alvo de juízos negativos que os consideram causa dos males sociais. ”
A atitude para com eles constitui a campainha de alarme que avisa sobre o declínio moral em que se incorre, se continua a dar espaço à cultura do descarte. Com efeito, por este caminho, cada indivíduo que não quadre com os cânones do bem-estar físico, psíquico e social fica em risco de marginalização e exclusão.
“Por isso, a presença dos migrantes e refugiados, como a das pessoas vulneráveis em geral, constitui, hoje, um convite a recuperar algumas dimensões essenciais da nossa existência cristã e da nossa humanidade, que correm o risco de entorpecimento num teor de vida rico de comodidades. Aqui está a razão por que «não se trata apenas de migrantes», ou seja, quando nos interessamos por eles, interessamo-nos também por nós, por todos; cuidando deles, todos crescemos; escutando-os, damos voz também àquela parte de nós mesmos que talvez mantenhamos escondida por não ser bem vista hoje”, ressalta Francisco.

Na sequência, o papa ressalta os vários significados do tema dessa mensagem:

“Não se trata apenas de migrantes: trata-se também dos nossos medos”, do “nosso receio em relação aos outros. Isto se nota particularmente hoje, diante da chegada de migrantes e refugiados que batem à nossa porta em busca de proteção, segurança e um futuro melhor. É verdade que o receio é legítimo, inclusive porque falta a preparação para este encontro.” O problema surge quando os receios “condicionam de tal forma o nosso modo de pensar e agir, que nos tornam intolerantes, fechados, talvez até, sem disso nos apercebermos, racistas”.
“Não se trata apenas de migrantes: trata-se da caridade”. “Através das obras de caridade, demonstramos a nossa fé. E a caridade mais excelsa é a que se realiza em benefício de quem não é capaz de retribuir, nem talvez de agradecer”, afirma o pontífice.
“Não se trata apenas de migrantes: trata-se da nossa humanidade”. “O que impele aquele samaritano – um estrangeiro, segundo os judeus – a deter-se é a compaixão, um sentimento que não se pode explicar só a nível racional. Como nos ensina o próprio Jesus, ter compaixão significa reconhecer o sofrimento do outro e passar, imediatamente, à ação para aliviar, cuidar e salvar.”

Verdadeiro desenvolvimento 

“ Não se trata apenas de migrantes: trata-se de não excluir ninguém. O mundo atual vai-se tornando, dia após dia, mais elitista e cruel para com os excluídos. Os países em via de desenvolvimento continuam sendo depauperados dos seus melhores recursos naturais e humanos em benefício de poucos mercados privilegiados. As guerras abatem-se apenas sobre algumas regiões do mundo, enquanto as armas para as fazer são produzidas e vendidas noutras regiões, que depois não querem ocupar-se dos refugiados causados por tais conflitos. ”
Para Francisco, quem sofre as consequências são sempre os pequenos, os pobres, os mais vulneráveis, a quem se impede de sentar-se à mesa deixando-lhe as migalhas do banquete. “A Igreja ‘em saída’ (…) sabe tomar iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. O desenvolvimento exclusivista torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Verdadeiro desenvolvimento é aquele que procura incluir todos os homens e mulheres do mundo, promovendo o seu crescimento integral, e se preocupa também com as gerações futuras”, afirma.
“Não se trata apenas de migrantes: trata-se de construir a cidade de Deus e do homem”. “Na nossa época, designada também a era das migrações, muitas são as pessoas inocentes que caem vítimas da grande ilusão de um desenvolvimento tecnológico e consumista sem limites. E, assim, partem em viagem para um paraíso que, inexoravelmente, atraiçoa as suas expetativas. A sua presença, por vezes incômoda, contribui para desmentir os mitos de um progresso reservado a poucos, mas construído sobre a exploração de muitos.”

Construção de uma sociedade mais justa

Construir a cidade de Deus e do homem “trata-se de uma oportunidade que a Providência nos oferece de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, de uma democracia mais completa, de um país mais inclusivo, de um mundo mais fraterno e de uma comunidade cristã mais aberta, de acordo com o Evangelho”.
Por fim, o papa resumiu em quatro verbos a resposta ao desafio apresentado pelas migrações atuais: acolher, proteger, promover e integrar.
“Esses verbos não valem apenas para os migrantes e os refugiados; exprimem a missão da Igreja a favor de todos os habitantes das periferias existenciais, que devem ser acolhidos, protegidos, promovidos e integrados”. Segundo Francisco, se esses verbos forem colocados em prática, contribuiremos na construção da “cidade de Deus e do homem, promoveremos o desenvolvimento humano integral de todas as pessoas e ajudaremos também a comunidade mundial a ficar mais próxima de alcançar os objetivos do desenvolvimento sustentável”.
Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon
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